Psicóloga: Geísa Marques

Psicóloga: Geísa Marques Te ajudo a conhecer seu lado de dentro com acolhimento!

Você não se tornou assim do nada.Você se organizou emocionalmentea partir do que estava disponível.Na Gestalt-terapia, c...
29/01/2026

Você não se tornou assim do nada.
Você se organizou emocionalmente
a partir do que estava disponível.

Na Gestalt-terapia, chamamos isso de ajuste criativo:
uma forma inteligente de sobreviver quando o ambiente falha.

O problema começa quando o ajuste vira identidade.
Quando você continua se fechando
mesmo em relações que poderiam acolher você.

Curar não é se culpar pelo que fez para sobreviver.
É perceber que hoje você pode viver diferente.

Se esse texto te atravessou, talvez seja hora
de olhar para isso com mais cuidado.



👉 Salve para reler com calma.
👉 Se quiser aprofundar, o acompanhamento terapêutico é um caminho possível.

Nem toda mudança começa com movimento.Algumas começam com regulação.Tem dias em que a gente não precisa pensar mais,nem ...
20/01/2026

Nem toda mudança começa com movimento.
Algumas começam com regulação.

Tem dias em que a gente não precisa pensar mais,
nem buscar mais respostas,
nem se aprofundar em grandes reflexões.

Tem dias em que o que nos salva
é voltar ao básico.

A rotina simples.
O caminho conhecido.
O horário previsível.
O café tomado com presença.
O corpo sabendo o que vem depois.

Em um mundo instável, acelerado e imprevisível,
regular o sistema nervoso começa por aquilo que é repetido, comum e possível.

Muita gente tenta meditar, se conhecer, se curar,
sem antes oferecer ao próprio corpo
o mínimo de segurança.

E sem segurança,
nenhuma ferramenta emocional sustenta.

Pausa não é parar tudo.
Pausa é voltar para si pelo que ancora.

Viver com propósito, muitas vezes,
não é fazer mais
é escutar a própria rotina como ferramenta de cuidado.

Na clínica, vejo isso todos os dias:
quando o básico se organiza,
o emocional encontra espaço para respirar.

O que, na sua rotina básica, hoje te regula —
e o que tem te afastado de você?

Tem mulheres que chegam dizendo:“Eu não sei o que está acontecendo,mas sinto uma ansiedade constante.E, em algum lugar d...
12/01/2026

Tem mulheres que chegam dizendo:
“Eu não sei o que está acontecendo,
mas sinto uma ansiedade constante.
E, em algum lugar do caminho, eu me perdi de mim.”

Quase sempre são mulheres cansadas de ser fortes.
Já tentaram academia, meditação, devocional, estudo, autocontrole, casamento.
Já deram conta de muita coisa.
Sozinhas.

Elas não querem mais viver exaustas.
Não querem carregar tudo.
Não querem crises de ansiedade.
Não querem mais sobreviver ao próprio dia.

Meu trabalho não é oferecer um caminho produtivo, instagramável ou raso.
Não trabalho com frases prontas, positivismo tóxico
nem com a ideia de uma vida perfeita que nunca existiu.

Também não trabalho com receitas rápidas
ou mudanças comportamentais sem profundidade.

Aqui, eu não forço decisões.
Não empurro reconciliações.
Não acelero processos.
Não sustento permanências sem desejo real.

Ser minha paciente é ser acompanhada de perto, sem ser empurrada.
É ser vista inteira, sem julgamento, sem pressão.
É ser acolhida no que é frágil
e reconhecida no que é forte, belo e vivo.

O que eu sustento na clínica é o que muitos evitam:
o silêncio, a espera, a dor, o tempo do outro,
a contradição e a verdade.

Esse retorno aos atendimentos marca uma seleção.
Meu tempo mudou.
Meu olhar mudou.
E quem caminhar comigo este ano receberá o meu melhor.

Aprendi, inclusive, que meu modo de funcionamento
me faz mais atenta, mais sensível, mais precisa.
E isso muda tudo no cuidado.

Eu trabalho com mulheres sensíveis, fortes, inteligentes, gentis.
Mulheres grandes por dentro, mesmo quando cansadas.

Não trabalho com quem não quer se conhecer,
não valoriza a psicologia
ou não está disposta a se implicar no próprio processo.

Aqui, o processo começa quando alguém decide
que vai mudar a própria história.

A vida pode parecer comum.
Mas é exatamente aí que o propósito se revela.
E quando isso acontece, tudo muda.

Atendimentos retomados.
Com intenção: equilíbrio.

Eu não apareço aqui para sustentar uma imagem.Nem para cumprir frequência.Nem para provar que dou conta de tudo.A minha ...
06/01/2026

Eu não apareço aqui para sustentar uma imagem.
Nem para cumprir frequência.
Nem para provar que dou conta de tudo.

A minha escolha é outra.

Escolho presença quando há presença.
Silêncio quando é silêncio.
Palavra quando ela nasce inteira.

Não acredito em uma vida perfeita
nem em uma terapia feita de frases prontas.
Acredito no que é vivido, sentido e sustentado com responsabilidade.

Aqui não existe espetáculo da dor
nem positividade que invalida o cansaço.
Existe humanidade com contorno.
Limite. Ética. Verdade.

Meu trabalho não é acelerar processos,
é acompanhar encontros.
Com o que dói, com o que falta
e com o que ainda não tem nome.

Se você busca alguém que te conserte,
talvez não seja aqui.
Mas se você busca um espaço seguro
para existir como é
e construir, aos poucos, o que pode ser,
então seja bem-vinda.

Humana, apenas.
E inteira nisso.

Manifesto — Antes que o ano acabeEste ano me ensinou coisas que eu não aprenderia de outra forma.Não foi um ano leve.Foi...
30/12/2025

Manifesto — Antes que o ano acabe

Este ano me ensinou coisas que eu não aprenderia de outra forma.
Não foi um ano leve.
Foi um ano verdadeiro.

Carreguei um cansaço que quase ninguém via.
A maternidade atípica tem esse lugar invisível:
ela cansa, exige, atravessa e ainda assim é julgada, incompreendida, silenciada.

Houve dias em que o fim do dia não fazia sentido.
Não porque faltava amor,
mas porque eu já tinha dado tudo
e ainda era cobrada a dar mais.

Continuei.
Levei meu filho às terapias.
Brinquei. Dirigi. Sorri.
Não por força heroica,
mas porque a vida não pausa para o nosso choro e meu filho precisava de mim presente.

Este ano também teve crises.
Ansiedade. Corpo adoecido.
E a morte de versões idealizadas:
da mãe perfeita, do filho ideal,
da maternidade que eu imaginava.Morrem expectativas quando a vida pede verdade.

Eu precisei enterrar a ideia
de que estaria sempre feliz, sempre grata, sempre disponível.
Que o casamento estaria sempre no centro,
que o trabalho seguiria no mesmo ritmo,
que imprevistos não chegariam.

Chegaram.

E eu demorei a colocar limites.
Nos atendimentos.
No tempo para mim.
No casamento, me defendendo como pessoa.
O preço foi alto: adoeci, deprimei, colapsei.

Minha fé também foi provada.
Vieram diagnósticos. Limitações. Medos.
E eu precisei escolher onde buscar esperança:
em pessoas, na igreja, em lugares,
e principalmente na oração.

Foi no silêncio que Deus me ensinou
que a exigência não sustentava mais nada.
Que a simplicidade da fé produzia pequenos milagres diários, até uma vaga de estacionamento
se tornou sinal de cuidado.

Algumas relações ressignificaram.
Com minha mãe, minha irmã, meu pai.
Mas também fui profundamente vista:
na terapia, na amizade, no olhar do meu filho
e na presença constante de Deus.

Aprendi a amar sem me anular.
Sem me forçar.
Sem dar o que eu não tinha.

Meu corpo falou e eu precisei escutar.
Cansaço, tensão, dor, excesso de peso, tremores, dores de cabeça.
Houve momentos em que engoli o choro
e descontei na comida.

Essa versão eu não levo comigo.

O que permaneceu foi a fé.
A busca.
O reencontro com o sentido.
A vontade de aprender e crescer.
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Antes que o ano acabe,eu quero lembrar que nosso Natal não foi perfeito.Teve cansaço.Teve estrada longa.Teve corpo pedin...
29/12/2025

Antes que o ano acabe,
eu quero lembrar que nosso Natal não foi perfeito.

Teve cansaço.
Teve estrada longa.
Teve corpo pedindo pausa.

Mas teve algo que escolhemos preservar:
a presença sem cobrança.

Não foi sobre dar conta.
Não foi sobre agradar.
Não foi sobre cumprir expectativas.

Foi sobre estar com quem está.
Sobre respeitar limites.
Sobre valorizar cada pequeno momento
sem transformar o amor em peso.

O Natal que faz sentido pra mim
não nasce da perfeição,
nasce da verdade.

E talvez seja isso que leve com a gente
para o próximo ano:
menos exigência,
mais presença.

Se o seu Natal foi diferente do ideal,
que ele ainda assim tenha sido humano.

E isso já é muito.

Talvez hoje você não consiga celebrar.E tudo bem.O Natal nem sempre chega com mesa cheia, risadas altas ou coração em fe...
24/12/2025

Talvez hoje você não consiga celebrar.
E tudo bem.

O Natal nem sempre chega com mesa cheia, risadas altas ou coração em festa.
Para algumas pessoas, ele chega com silêncio.
Com ausência.
Com luto.
Com cansaço acumulado demais para caber em uma noite.

Nem todo mundo vai celebrar.
E isso não faz de ninguém menos grato, menos espiritual ou menos humano.

O próprio nascimento de Jesus não aconteceu em perfeição.
Não foi em conforto.
Não foi em cenário ideal.

Foi em simplicidade.
Em improviso.
Em verdade.

Um Deus que escolheu nascer onde havia espaço —
não onde tudo estava pronto.

Talvez esse seja o convite mais profundo deste dia:
não forçar alegria,
não fingir força,
não performar felicidade.

Mas se respeitar.
Se acolher.
E permitir que o Natal seja exatamente do tamanho que você consegue viver hoje.

Se houver fé, que ela seja honesta.
Se houver dor, que ela seja respeitada.
Se houver silêncio, que ele também seja sagrado.

Que o nascimento de Jesus nos lembre
que a vida não precisa estar organizada para ser digna.
E que o amor verdadeiro nasce, muitas vezes,
no meio do que não está pronto.

Que você não se abandone hoje.
Mesmo que não celebre.

Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo:“Eu parei de pedir.”Mas o que elas querem dizer, na verdade, é:“Eu cansei ...
19/12/2025

Muitas mulheres chegam ao consultório dizendo:
“Eu parei de pedir.”

Mas o que elas querem dizer, na verdade, é:
“Eu cansei de não ser escutada.”

Parar de pedir não é maturidade emocional.
É, muitas vezes, um sinal de desistência silenciosa.

A mulher não se afasta de uma vez.
Ela vai se recolhendo aos poucos —
até que o vínculo já não a sustente mais.

Relações adoecem quando a dor vira silêncio.

Muitas mulheres chegam até mim dizendo:“Eu não confio mais em mim.”E quase nunca isso nasceu nelas.Foi aprendido.Aprendi...
16/12/2025

Muitas mulheres chegam até mim dizendo:
“Eu não confio mais em mim.”

E quase nunca isso nasceu nelas.
Foi aprendido.

Aprendido nas interrupções.
Nos comentários atravessados.
Nas “ajudas” que viravam correção.
Nos silêncios que vieram depois de tentar explicar o que sentiam.

Quando uma mulher começa a se sentir errada o tempo todo,
não é falta de capacidade.
É excesso de invalidação.

E isso pode ser cuidado.
Com escuta.
Com espaço.
Com reconstrução de confiança — de dentro pra fora.

Muitas mulheres chegam na terapia acreditando que falharam.Mas, na verdade, elas só estão exaustas de carregar sozinhas ...
09/12/2025

Muitas mulheres chegam na terapia acreditando que falharam.
Mas, na verdade, elas só estão exaustas de carregar sozinhas o que, desde o início, deveria ter sido partilhado.

Existe uma força bonita na mulher que ama.
Mas existe uma força ainda maior na mulher que reconhece seus limites e permite encontrar sua essência, verdade e propósito.

Não é fraqueza pedir ajuda. É maturidade emocional e espiritual.

Você sente que está carregando mais do que deveria?
Conte comigo, você não precisa levar isso tudo sozinha. 🧡

Foram 8 semanas aprendendo a cuidar do que Deus nos confiou: o nosso casamento.Depois da maternidade, a rotina aperta, a...
02/12/2025

Foram 8 semanas aprendendo a cuidar do que Deus nos confiou: o nosso casamento.

Depois da maternidade, a rotina aperta, a energia diminui, a prioridade muda… mas o amor continua pedindo presença. E, se a gente não aprende a ouvir esse pedido, acaba vivendo no “automático”, achando que só porque existe história, não precisa mais de escolha.

Mas amor de verdade é escolha.
É prática.
É ferramenta.
É intenção.

E estar nesse curso, ao lado do Vinícius, me lembrou de algo precioso: meu casamento não é só uma parte da minha vida — ele é parte do meu propósito. É aqui que eu cresço, sou lapidada, experimento graça e vejo Deus agir nos detalhes.

Aprendi que, mesmo depois da maternidade, da correria, do cansaço, sempre existe espaço para fortalecer o que sustenta a casa: um relacionamento que se olha, se escuta e se reconstrói quantas vezes for preciso.

Na quinta-feira, não foi só uma formatura.
Foi um marco: a gente continua escolhendo aprender um ao outro.

E isso, pra mim, é maturidade.
É fé.
É propósito em forma de vida.

🧡✨

Hoje é segunda-feira… e dezembro chegou do jeito que a vida costuma chegar quando a gente não se sente totalmente pronta...
01/12/2025

Hoje é segunda-feira… e dezembro chegou do jeito que a vida costuma chegar quando a gente não se sente totalmente pronta:
sem pedir licença, sem perguntar se o coração acompanhou o calendário.

Eu acordei pensando que este ano foi tão cheio que, em alguns momentos, eu precisei respirar fundo para não me perder de mim.
E talvez você também esteja assim: misturando gratidão com cansaço, fé com um nó na garganta, vontade de recomeçar com medo de não dar conta.

Mas hoje, enquanto eu dirigia ouvindo música Deus me lembrou de algo importante: não existe ser feliz todos os dias, mas existe viver por algo que te motiva e te fortalece. No meu caso Jesus é meu maior e melhor propósito para todos os outros.

E sabe qual é a verdade que acalma?
A gente não precisa chegar inteira em dezembro.
A gente só precisa chegar verdadeira.

Com as partes que caíram, as partes que cresceram e as partes que ainda doem.
Com o que conseguimos, e com o que ainda estamos aprendendo a segurar.

Hoje eu só quero te lembrar disso:
você não precisa correr para compensar o que não fez.
Não precisa virar outra pessoa porque o mês mudou.
Não precisa provar nada para ninguém.

Só precisa se permitir sentir.
Se permitir ouvir sua alma.
Se permitir dar um passo — não para impressionar o mundo, mas para reencontrar você e o seu propósito.

Que esse 1º de dezembro seja menos cobrança e mais honestidade.
Menos metas e mais presença.
Menos peso e mais graça.

E que você consiga ouvir, bem baixinho, aquilo que Deus sussurra quando a gente desacelera:
“Eu estou aqui. Vamos juntos.”

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SOMOS O QUE NOS FORMA E FORMAMOS O QUE SOMOS!

Você já se perguntou para que serve a psicologia? Para que serve um psicólogo? Muitas vezes nos deparamos com esse nome, PSICÓLOGO, e geralmente, ele se liga a imagem de doente mental. A pergunta é: até que ponto isso é verdade? A psicologia trabalha sim com doenças mentais, mas pode envolver muito mais que isso. Eu como psicóloga prefiro dizer que trabalhamos a saúde mental, afinal, ninguém é, ou melhor, está, por inteiro doente. É preferível conhecer e trabalhar a saúde de uma pessoa, pois, mesmo que essa pessoas esteja em algum aspecto adoecida, ela não é feita apenas de um aspecto. O ser é feito de infinitas possibilidades de ser, e parece até, um tanto quanto redundante, mas é proposital, no sentido de que, somos o que nos forma e formamos o que somos! Autora: Geísa Marques