Psicóloga: Geísa Marques

Psicóloga: Geísa Marques Te ajudo a conhecer seu lado de dentro com acolhimento!

Eu tinha 17 anos quando entrei na faculdade.Vim de uma cidade pequena, do interior, criada na fazenda.E, na primeira sem...
24/04/2026

Eu tinha 17 anos quando entrei na faculdade.
Vim de uma cidade pequena, do interior, criada na fazenda.

E, na primeira semana de aula…
eu não consegui ir sozinha.

Eu precisei que meu namorado fosse comigo.
Hoje, meu marido.

Não era sobre ele.
Era sobre mim.

Eu tinha vergonha.
Insegurança.
Medo de não pertencer.

Eu não sabia me sustentar.
Não sabia me posicionar.
Não sabia nem nomear o que eu sentia.

Então eu me apoiava nele…
pra me sentir segura em lugares que, pra mim, pareciam grandes demais.

E, sem perceber,
eu fui crescendo assim:

Dependendo do outro pra me sentir capaz.
Precisando do outro pra me validar.
Esperando do outro a segurança que eu não tinha dentro de mim.

Demorou pra eu entender que o problema não era falta de força.
Era falta de referência interna.

Eu não tinha aprendido a me escutar.
A confiar em mim.
A sustentar o que eu sentia.

E foi na terapia que isso começou a mudar.

Foi ali que eu construí, pela primeira vez, um lugar seguro dentro de mim.

Aprendi a reconhecer minhas emoções.
A entender meus limites.
A descobrir meus valores inegociáveis.

Aprendi a me posicionar.
A me defender.
A não precisar mais da validação constante do outro.

E hoje… a vida me pede exatamente isso.

Ser forte.
Ser clara.
Ser firme.

Principalmente quando se trata do meu filho.

Dentro de uma UTI,
eu não posso esperar que alguém fale por mim.

Eu pergunto.
Eu questiono.
Eu entendo.
Eu decido.

E, enquanto eu faço isso…
eu penso naquela menina de 17 anos
que não conseguia entrar sozinha em uma sala de aula.

E eu tenho vontade de abraçá-la.

Porque ela não era fraca.
Ela só não tinha sido ensinada a confiar em si.

Você não nasceu dependente.
Você só não foi ensinada a se sustentar.

Nesses dias na UTI, eu vivi algo que me fez refletir muito.O lugar que antes me causava medo… começou a me acalmar.Não p...
17/04/2026

Nesses dias na UTI, eu vivi algo que me fez refletir muito.

O lugar que antes me causava medo… começou a me acalmar.

Não porque deixou de ser difícil, mas porque ali era o único lugar possível para a recuperação do meu filho.

E, quando algo se torna a única opção, a mente tenta transformar em suportável.

Às vezes, até em seguro.

E foi aí que eu entendi algo importante:

Nem sempre o que parece seguro faz bem.

Porque segurança de verdade não é só ausência de caos.
É presença de cuidado, respeito e vida.

E talvez isso explique por que tantas mulheres permanecem em relações que machucam.

Não porque não percebem a dor, mas porque, de alguma forma, aquilo se tornou o que elas têm.

E sair parece mais assustador do que f**ar.

Mas dor não pode ser confundida com segurança.

E, se tem algo que a vida me ensinou nesses dias, é que o que realmente cuida não destrói.

Eu queria te ouvir:

Eu sumi daqui.mas tem coisas que reorganizam tudo por dentro…e a gente precisa viver antes de conseguir falar.meu filho ...
13/04/2026

Eu sumi daqui.

mas tem coisas que reorganizam tudo por dentro…
e a gente precisa viver antes de conseguir falar.

meu filho estava na UTI.

e nesses dias, eu vivi algo que me marcou de um jeito diferente.

eu precisei escolher não ir com ele na ambulância.

e isso doeu.

doeu porque eu me sinto responsável.
doeu porque eu achei que deveria dar conta.

mas ali eu entendi:

eu consigo muita coisa…
mas eu não consigo tudo.

e tudo bem.

porque no fim…
meu filho não precisa de uma mãe perfeita.

ele só precisa de mim.

do meu colo.
do meu amor.
da minha presença.

e entre dor, medo, fé e cuidado…

uma coisa ficou impossível de ignorar:

não existe nada
que substitua as pessoas que a gente ama.

nada.

e talvez o maior erro da nossa rotina
seja viver como se isso fosse secundário.

pra mim, não é.

o meu propósito é minha família.
o meu inegociável é a vida deles.

e é isso que me faz continuar.

eu queria te ouvir…
o que realmente importa pra você?

A gente aprendeu a olhar pra Páscoa como um momento bonito.Mas antes da ressurreição…teve dor, silêncio e entrega.E isso...
03/04/2026

A gente aprendeu a olhar pra Páscoa como um momento bonito.

Mas antes da ressurreição…
teve dor, silêncio e entrega.

E isso muda tudo.

Porque talvez o que você está vivendo hoje
não seja o fim.

Seja processo.

Renascer exige coragem.
Exige deixar morrer versões suas
que já não cabem mais na vida que Deus está construindo.

E isso dói.

Dói abrir mão.
Dói não reconhecer mais quem você era.
Dói sentir que está no meio de algo que ainda não faz sentido.

Mas a cruz nunca foi o final da história.

E talvez você precise lembrar disso hoje.

Nem tudo que está morrendo em você
é perda.

Algumas coisas estão sendo preparadas pra viver de um jeito novo.

Isso explica muita coisa… ou só eu penso assim?

não foi uma vez.foram várias.comentários sutis,olhares,interpretações que eu mesma comecei a acreditar.por muito tempo, ...
02/04/2026

não foi uma vez.

foram várias.

comentários sutis,
olhares,
interpretações que eu mesma comecei a acreditar.

por muito tempo, eu achei que o problema era eu.

porque quando você escuta algo muitas vezes…
em algum momento você para de questionar
e começa a concordar.

e o mais silencioso nisso tudo
é que muitas mulheres vivem exatamente assim:

tentando se ajustar,
se explicar menos,
se diminuir pra caber melhor.

mas existe um ponto de virada.

e ele não começa quando o outro entende você.

começa quando você decide não se abandonar mais
só pra não ser mal interpretada.

isso não signif**a confronto.
signif**a consciência.

porque quando você entende como funciona…
você para de aceitar qualquer definição sobre você.

e isso muda tudo.

eu queria te ouvir:

oq vc pensa sobre isso?

Quando foi que virou comum duvidar do que o outro sente sobre si mesmo?Eu sempre fui mais caseira.E isso nunca foi um pr...
31/03/2026

Quando foi que virou comum duvidar do que o outro sente sobre si mesmo?

Eu sempre fui mais caseira.
E isso nunca foi um problema pra mim.

Mas parece que hoje em dia…
se você não corresponde ao que esperam,
alguém precisa te corrigir.

Como se você ainda não tivesse entendido
quem você é.

E isso vai além de gosto.

Vai pra forma de viver,
de amar,
de ser mãe,
de se cuidar.

As pessoas opinam
como se tivessem mais acesso à sua vida
do que você.

Mas existe uma linha muito sutil entre:

👉 contribuir
e
👉 invadir

E muita gente já não percebe mais essa diferença.

Respeitar o outro
também é aceitar que ele não é você.

E talvez uma das formas mais silenciosas
de se perder
é começar a duvidar de si
pra caber na opinião dos outros.

Pra mim, isso não é normal.

E pra você?

Algo importante aconteceu comigo quando descobri meu diagnóstico.Não foi uma mudança.Foi uma explicação.Muitas coisas qu...
16/03/2026

Algo importante aconteceu comigo quando descobri meu diagnóstico.

Não foi uma mudança.

Foi uma explicação.

Muitas coisas que eu chamava de fraqueza…
eram apenas sobrecarga.

Muitas coisas que eu chamava de dificuldade…
eram apenas um jeito diferente de funcionar.

E isso mudou profundamente a forma como eu me trato.

Talvez você também tenha passado anos acreditando em rótulos que colocaram em você.

E talvez algumas dessas coisas nunca tenham sido suas.

Às vezes a vida muda quando a gente encontra as palavras certas para entender a própria história.

Me conta aqui:

Você já se sentiu mal compreendida em algum momento da sua vida?

Amanhã é meu aniversário.E eu estava pensando nas coisas que a vida me ensinou depois dos 30.Não foram grandes revelaçõe...
11/03/2026

Amanhã é meu aniversário.
E eu estava pensando nas coisas que a vida me ensinou depois dos 30.

Não foram grandes revelações.
Foram pequenas verdades que apareceram no meio da rotina, da maternidade, dos erros e das escolhas.

Coisas que ninguém me disse.
Mas que mudaram completamente a forma como eu vivo hoje.

Talvez você também esteja aprendendo algumas delas agora.

Qual dessas verdades você gostaria de ter ouvido antes?

Muita gente usa trabalho, rotina e responsabilidades como desculpa para negligenciar o cuidado emocional na relação.Mas ...
10/03/2026

Muita gente usa trabalho, rotina e responsabilidades como desculpa para negligenciar o cuidado emocional na relação.

Mas será que isso realmente justif**a a ausência afetiva?

Pra mim não justif**a e pra você?

Existe um tipo de dor que nasce quando passamos a vida inteira sendo mal interpretados.Durante muito tempo eu ouvi que e...
04/03/2026

Existe um tipo de dor que nasce quando passamos a vida inteira sendo mal interpretados.

Durante muito tempo eu ouvi que eu era fraca, sensível demais, complicada.

E eu tentei mudar.
Tentei ser diferente.
Tentei aguentar.

Até que investigando o diagnóstico do meu filho, em novembro de 2025, descobri algo que mudou completamente a forma como eu me enxergo.

Eu sou autista.

E pela primeira vez muitas peças da minha história começaram a fazer sentido.

O diagnóstico não foi um rótulo.
Foi uma libertação.

Foi como tirar das costas uma mochila cheia de pedras que eu carregava acreditando que eram minhas.

Hoje eu sei como meu cérebro funciona.
Sei o que me regula, o que me sobrecarrega e como posso me cuidar.

E talvez por isso eu também consiga enxergar em outras pessoas dores que muitas vezes foram tratadas apenas como “fraqueza”.

Quantas vezes você foi julgada por ser quem você é?

Às vezes não existe nada errado com você.

Às vezes você só foi mal compreendida.

Se esse texto tocou algo em você, me conta aqui:
em que momento da vida você sentiu que as pessoas não entendiam quem você realmente era?

Essa semana meu filho está mais sensível.Um dente específico está nascendo, a gengiva incha, ele f**a nervoso.Somado à g...
03/03/2026

Essa semana meu filho está mais sensível.
Um dente específico está nascendo, a gengiva incha, ele f**a nervoso.
Somado à gripe e febre, imagina o stress do corpo pequeno dele.

Eu sei o que é.
Ele não sabe.

E eu não posso exigir que ele entenda.

Ele não tem maturidade emocional nem cognitiva para explicar o que sente.
Ele só sente.

E isso me fez pensar em quantas mulheres adultas eu atendo
que estão em processos dolorosos
e se exigem entender tudo imediatamente.

Mas entender não é pré-requisito para sentir.
E sentir não é sinal de fraqueza.

Às vezes você está vivendo um “dente nascendo” na sua vida.
Está inflamado.
Está sensível.
Está febril por dentro.

E talvez não seja hora de entender.
Talvez seja hora de cuidar.

🧡

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