Dr. Danilo Borges

Dr. Danilo Borges Psiquiatria, Medicina, Transtorno Bipolar de Humor, Saúde Mental.

23/01/2026

Muita gente acha que a depressão voltou,
quando na verdade o que apareceu foi anestesia emocional causada pelo antidepressivo.

E não são a mesma coisa.

Existem três critérios clínicos que ajudam a diferenciar.
1. Cronologia
Se você vinha melhorando e a indiferença surgiu depois de aumentar a dose ou iniciar o remédio, isso aponta mais para efeito adverso do que para recaída.
2. Ressonância afetiva
Na depressão, predominam tristeza, culpa e cansaço.
No embotamento emocional, você entende o que acontece, mas não sente a reação emocional correspondente.
3. Empatia
Quando surge uma desconexão emocional inédita com pessoas próximas, como parceiro, filhos ou família, e dificuldade de se colocar no lugar do outro, isso é um sinal importante.

Indiferença não é tristeza.

Se esses três pontos estão presentes, a conduta correta não é aceitar esse estado, mas ajustar a estratégia farmacológica.

Comenta aqui qual desses sinais você mais percebe no seu dia a dia.

Ritalina comum e Ritalina LA não são remédios diferentes.É a mesma substância, com a mesma ação no cérebro.O que muda é ...
22/01/2026

Ritalina comum e Ritalina LA não são remédios diferentes.
É a mesma substância, com a mesma ação no cérebro.
O que muda é como ela é liberada no corpo ao longo do dia.
A Ritalina comum tem liberação imediata, dura menos horas e costuma exigir mais de uma dose diária.
A Ritalina LA tem liberação prolongada, geralmente em duas ondas, dura mais tempo e costuma ser tomada uma vez ao dia.
Por isso, uma não é mais forte nem mais fraca do que a outra.
A exposição cerebral costuma ser parecida.
A diferença está na logística do tratamento, na rotina da pessoa e no controle do horário de efeito.
Em alguns casos, a comum é melhor para ajuste fino, rotinas irregulares ou te**es de horário.
Em outros, a LA facilita a adesão, traz mais regularidade e evita doses durante escola ou trabalho.
Os efeitos colaterais tendem a ser semelhantes.
O que muda é quando e como eles aparecem ao longo do dia.
Já usou alguma delas?
Conta aqui nos comentários como foi sua experiência ou compartilhe com alguém que ainda tem dúvida sobre isso.

20/01/2026

Se você começou um antidepressivo e a ansiedade piorou, preste atenção.
É relativamente comum sentir mais ansiedade no início do tratamento. Muita gente se sente estranha nos primeiros dias, mais agitada, mais inquieta, mas ainda consegue seguir a rotina.
O problema é quando aparecem alguns sinais de alerta.
Quando a ansiedade passa a te paralisar.
Quando começam crises de pânico.
Quando você não consegue f**ar parado de tanta agitação.
Ou quando o sono simplesmente some.
Mas o sinal mais importante de todos é aquele pensamento que surge do nada: “eu não vou aguentar continuar assim”.
Se você está tendo algum desses sintomas, algo precisa ser ajustado.
O primeiro passo é confirmar se o diagnóstico está correto. Estando certo, existem estratégias possíveis, como reduzir a dose e aumentar mais lentamente ou associar, por um curto período, alguma medicação para aliviar essa ansiedade inicial, como alprazolam ou clonazepam.
Se você está passando por isso, não abandone o tratamento sozinho. Converse com quem te prescreveu o remédio e salve esse vídeo para lembrar depois.

“Autista não tem empatia.”Essa frase parece simples, mas carrega um erro enorme.O que muita gente chama de falta de empa...
18/01/2026

“Autista não tem empatia.”
Essa frase parece simples, mas carrega um erro enorme.
O que muita gente chama de falta de empatia, na verdade, é um desencontro de linguagem.
Autistas e não autistas sentem, percebem e se expressam de formas diferentes. Quando cada um tenta entender o outro usando apenas os próprios códigos, o ruído aparece e o julgamento vem logo depois.
Não é que o autista não sinta.
É que a comunicação emocional não acontece na mesma frequência.
Empatia de verdade não é exigir que o outro funcione como você.
É reconhecer a diferença e construir pontes.
Quando a gente entende isso, o rótulo de “frio” perde sentido e o respeito começa a fazer mais barulho que o preconceito.
Compartilhe com quem convive com autismo.
Informação também é cuidado.

07/01/2026

Quando o antidepressivo começa a funcionar de verdade?
Essa é uma das maiores angústias de quem inicia o tratamento e quase ninguém explica com clareza.

A melhora não acontece de uma vez.
Ela acontece em etapas.

Nas primeiras semanas, muitas pessoas não sentem quase nada de diferente no humor.

Entre 2 e 4 semanas, geralmente aparece uma melhora parcial.

E entre 6 e 8 semanas, é quando o efeito mais completo tende a se consolidar.

Melhorar devagar não é sinal de que deu errado.

É, na maioria das vezes, o padrão esperado do tratamento.

Entender esse tempo evita frustração, abandono precoce e sofrimento desnecessário.

06/01/2026

Muita gente estranha isso: se o antidepressivo chega no cérebro desde o primeiro dia que toma, por que a melhora não vem junto?

O remédio começa a agir rápido.
Mas o cérebro precisa de tempo para se adaptar a essa mudança.
Os circuitos ligados a humor, ansiedade e energia
não se reorganizam de uma hora pra outra.
Nas primeiras semanas, o próprio cérebro ‘freia’ o efeito do aumento de serotonina.
Esses freios vão diminuindo com o tempo.
É aí que a resposta começa a aparecer.
E o efeito do antidepressivo não é só químico.
Envolve mudanças lentas nas conexões entre neurônios e na regulação das áreas emocionais.
Isso leva semanas. Não dias.
Quando essa lógica não é explicada, a pessoa acha que o remédio falhou cedo demais e muitas trocas acontecem antes da hora.

Todo mundo é um pouco Borderline?”
Essa frase parece inofensiva, mas costuma atrapalhar mais do que ajudar.Instabilidade...
06/01/2026

Todo mundo é um pouco Borderline?”
Essa frase parece inofensiva, mas costuma atrapalhar mais do que ajudar.
Instabilidade emocional existe.
Reações intensas existem.
Dias ruins também.
O erro aparece quando isso é confundido com transtorno de personalidade.
Na prática clínica, a diferença não está na intensidade isolada, mas no padrão.
Traços de personalidade são flexíveis.
A pessoa percebe o contexto, ajusta o comportamento, regula quando precisa.
Ela usa a característica.
No transtorno, isso muda.
A característica deixa de ser ferramenta e passa a comandar.
O padrão se repete em vários contextos, ao longo da vida, mesmo quando gera prejuízo.
Por isso entram os 3 P’s:
persistente, pervasivo e patológico.
Sem isso, o diagnóstico vira rótulo — não compreensão.
Outro erro comum é avaliar isso em momentos de crise aguda.
Luto, separação, perda.
Nessas fases, muita gente parece “borderline”
sem ter um transtorno de personalidade.

Se você sente insegurança para diferenciar traço de transtorno na prática,
no Método R.A.P.I.D.O. eu organizo esse raciocínio passo a passo, do jeito que ele é usado no consultório.

Link na bio.

“Manipulação no borderline é só vontade de controlar o outro.”Essa frase parece fazer sentido...Mas, na prática, atrapal...
04/01/2026

“Manipulação no borderline é só vontade de controlar o outro.”
Essa frase parece fazer sentido...
Mas, na prática, atrapalha mais do que ajuda.
Muitas vezes, o que chamam de manipulação é, na verdade:
- um pedido de ajuda que não sabe virar palavra,
- uma tentativa desesperada de manter o vínculo,
- ou o medo de ser abandonado por ser intenso demais.

E sim...
É difícil conviver com isso.
Quem está ao lado muitas vezes sente:
exaustão, raiva, confusão, sensação de estar sendo usado.

Eu não ignoro esse sofrimento.
Eu reconheço.
Ele pesa.
E justamente por isso, a gente precisa olhar com mais profundidade.
Tentar entender o que esse comportamento está tentando comunicar, antes de reagir com afastamento, raiva ou dureza.
Não se trata de aceitar tudo.
Mas de compreender antes de reagir.
De transformar o incômodo em escuta clínica.
De perguntar:
“O que está por trás disso?”
E não só:
“Como eu faço isso parar?”

Salva esse post se ele te fez pensar diferente.

Manda pra alguém que precisa entender esse lado da história.

E me conta aqui:
Você já viveu ou presenciou algo parecido?

Muita gente ainda pergunta se é “pecado” usar medicação psiquiátrica.Mas, na prática clínica, essa pergunta nem deveria ...
09/12/2025

Muita gente ainda pergunta se é “pecado” usar medicação psiquiátrica.

Mas, na prática clínica, essa pergunta nem deveria ser sobre religião ou ciência.

É sobre cuidado.

Todo profissional de saúde mental precisa entender uma coisa básica: espiritualidade influencia o tratamento. Sempre.

E espiritualidade aqui não é só religiosidade. Inclui também quem não acredita em nada, quem tem uma visão mais filosóf**a da vida ou quem encara a espiritualidade apenas como valores e sentido.

O papel do profissional não é impor crenças, nem as dele, nem as do paciente.

É integrar essas dimensões ao plano terapêutico para melhorar adesão, evitar conflitos, reduzir abandono e fortalecer a relação de cuidado.

Por isso é tão importante conversar sobre:

- práticas espirituais que podem impactar a medicação (jejum, rituais, substâncias)
- interpretações espirituais de sintomas
- expectativas de cura
- limites entre fé, sofrimento psíquico e avaliação clínica

Respeito e ciência caminham juntos.
A espiritualidade não substitui psicofármacos quando eles são necessários, mas ignorá-la afasta o paciente e compromete o tratamento.

No fim, não se trata de escolher entre espiritualidade ou remédio.
Se trata de cuidar da pessoa inteira.
E esse é o trabalho de quem leva saúde mental a sério.

08/12/2025

Muita gente toma antidepressivo no horário errado e acha que o remédio não está funcionando. Se você toma à noite e f**a acordado por horas, talvez não seja insônia, e sim o efeito do próprio medicamento.

Alguns são “estimulantes”, como fluoxetina e bupropiona, e funcionam melhor de manhã. Outros são sedativos, como mirtazapina e trazodona, que fazem mais sentido à noite. E existem os neutros, como sertralina, paroxetina e escitalopram, que você ajusta conforme o seu corpo responde.

No fim, não existe um horário perfeito. Existe o horário que te dá menos efeitos colaterais e cabe na sua rotina. O importante é prestar atenção no que seu corpo está mostrando.

Qual é o melhor horário para você?

Conviver com alguém que tem Transtorno de Personalidade Borderline não é simples.E quase ninguém fala sobre o quanto os ...
05/12/2025

Conviver com alguém que tem Transtorno de Personalidade Borderline não é simples.
E quase ninguém fala sobre o quanto os familiares sofrem também.

Sofrem tentando entender mudanças bruscas de humor.
Sofrem com medo de ferir.
Sofrem pisando em ovos.
Sofrem tentando ajudar, mesmo quando se sentem completamente perdidos.
Sofrem amando alguém que vive tudo no volume máximo.

E nada disso é “falta de amor”.
É excesso de carga emocional.

Família também adoece quando carrega tudo sozinha.
E família também precisa de limites, descanso e apoio.

Se você acompanha alguém com TPB, lembre-se disso:

- Você não é responsável pelas emoções dele(a).
- Você não tem a obrigação de consertar ninguém.
- Você também merece cuidado.
- E pedir ajuda não é fraqueza, é necessidade.

A recuperação nunca acontece isolada.
Mas ela começa quando cada um, paciente e família, aprende a se cuidar sem se perder.

Se esse conteúdo fez sentido, compartilhe com alguém que vive essa realidade.

Ninguém deveria passar por isso sem orientação.

04/12/2025

Muita gente ainda pensa que lítio é “remédio de bipolaridade”. E sim, ele é um dos pilares do tratamento do transtorno bipolar. Mas essa é só uma parte da história.

Na prática clínica, o lítio tem um papel muito maior. Ele pode aumentar a resposta de antidepressivos em casos resistentes, ajuda a reduzir risco de recaídas e, em alguns pacientes, diminuir pensamentos suicidas. É um dos poucos medicamentos com evidência real nesse ponto.

O que faz diferença é saber quando usar, como usar e como monitorar. Lítio não é um medicamento para ser iniciado sozinho. Precisa de acompanhamento, exame de sangue, checagem de rim e tireoide, ajuste fino da dose. Quando bem indicado, ele muda trajetórias.

A gente fala pouco sobre isso. Mas talvez o lítio esteja salvando muito mais vidas do que muitos imaginam.

Você também achava que ele era usado só para bipolaridade?

Endereço

Rua 1123, N° 359, Setor Marista
Goiânia, GO
74175070

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