11/05/2026
Tem gente morrendo de infarto aos 32 anos achando que tá "no shape da vida".
E ninguém tá falando isso com a honestidade que precisa ser falada.
Você usa anabolizante. Tudo bem. Eu não tô aqui pra te julgar — eu trabalho com medicina do esporte, eu entendo o jogo.
Mas eu preciso que você entenda uma coisa:
O que mata não é o ciclo. O que mata é a ignorância de quem orienta o ciclo.
O vilão da sua história não é o hormônio. É o "coach" do Instagram que te vendeu um protocolo sem nunca ter visto um ecocardiograma seu. É o amigão da academia que jura que "ciclo leve não faz mal". É o vídeo do YouTube que disse que hemograma resolve.
Não resolve.
Hipertrofia cardíaca patológica não dói. Dislipidemia não avisa. Policitemia não pede licença. Quando o sintoma aparece, geralmente é o último sintoma que a pessoa vai sentir na vida.
A medicina do esporte existe exatamente pra isso: pra que o atleta — amador ou profissional — possa buscar o máximo do corpo dele sem pagar com anos de vida.
Não é frescura. É o mínimo.
Acompanhamento médico sério em quem usa EAS reduz risco cardiovascular, detecta precocemente alteração hepática, ajusta protocolo antes do dano virar irreversível. Isso não é opinião minha — é o que a literatura mostra há décadas.
Você tem o direito de buscar o corpo que você quer.
Você não tem o direito de fazer isso achando que é invencível.
Se você usa, pensa em usar, ou já usa há anos sem nunca ter feito uma avaliação séria — para agora. Marca uma consulta. Comigo, ou com qualquer médico sério. Mas para de apostar contra o seu próprio coração.
Porque shape se reconstrói. Vida, não.
📍 Goiânia – Setor Bueno
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Dr. Pedro Ivo Galdino da Costa | CRM-GO 33.641
Pós-graduado em Medicina do Esporte
Conteúdo informativo. Não substitui consulta médica. Resultados variam individualmente.