18/03/2022
Informação importante para longevidade saudável:
Acreditem se quiser, mas eu já ouvi de mais uma pessoa a desculpa “eu não corto o refrigerante porque cresci bebendo e tenho essa memória afetiva”. Um caso típico de terceirizar a culpa pelos próprios erros.
Se você tem mais de 18 anos, não dá mais para culpar seus pais pela sua alimentação. Você é responsável pelo seu corpo e pela sua expectativa de vida. Parar de tomar refrigerantes é pura e simplesmente uma questão de escolha. No final, a conta é a mais simples possível, você vai comprometer sua saúde jogando meia xícara de açúcar para dentro de você e ainda não matar sua sede? Ou vai assumir as rédeas da sua vida de uma vez por todas e cuidar do seu corpo?
Os problemas da ingestão de refrigerantes vocês estão cansados de saber, desde o aumento da pressão arterial, passando pelo câncer e, claro, o pico de insulina, essa arma apontada para sua cabeça que você vai enchendo de balas a cada gole.
A má notícia é que os refrigerantes “sem açúcar” não fazem menos mal. É lógico que encher de elementos adoçantes cada vez mais alterados quimicamente não poderia fazer bem! E um trabalho publicado na revista "Stroke" em 2017 já mostrou que o consumo de bebidas adoçadas artificialmente está associado a um risco bastante acentuado de acidente vascular cerebral (AVC) e demência no futuro.
Sem falar que os adoçantes artificiais demonstraram causar intolerância à glicose em camundongos, alterando a microbiota intestinal e são largamente associados à disbiose e intolerância à glicose em humanos.
Em resumo, Constelação, a frase é uma só e pode soar exagerada, mas quem me conhece sabe que eu não estou aqui para amenizar nada: Refrigerante e saúde não combinam. Seja ele qual for. Mas a boa notícia é que você é livre para tomá-los ou não. É só uma questão de decidir, e falar em voz alta (ou comentar abaixo): EU NÃO TOMO MAIS REFRIGERANTE!.
Referência: 10.1161/STROKEAHA.116.016027. PMID: 28428346; PMCID: PMC5405737