20/01/2026
Três coisas que aprendi como médica geriatra (e que mudaram meu jeito de cuidar):
1) Envelhecer não é “ir perdendo tudo”.
É uma fase que pode ser viva, potente e digna, desde que a saúde seja construída com intenção.
E aqui entra um ponto que poucos falam: o maior marcador de envelhecimento saudável não é a idade — é a autonomia.
Autonomia para caminhar, decidir, lembrar, escolher, viver.
2) O tempo do corpo é diferente do tempo do mundo.
Na geriatria eu aprendi (todos os dias) que pressa adoece.
O corpo precisa de ritmo. A mente precisa de segurança. E o cuidado precisa de paciência.
Porque em muitos casos, o que parece “teimosia” é, na verdade, fragilidade, medo ou cansaço.
3) Cuidar vai muito além de tratar doenças.
A medicina tradicional se acostumou a olhar para exames.
Mas envelhecer bem exige olhar para aquilo que não aparece no laboratório:
✅ sono
✅ vínculo
✅ estímulo cognitivo
✅ força muscular
✅ alimentação
✅ propósito
✅ afeto
✅ presença
E talvez a maior lição seja essa:
envelhecer com dignidade é um direito — e deveria ser o objetivo do cuidado desde cedo.
Se você tem pais idosos (ou está começando a pensar no seu próprio futuro), me conta:
Qual dessas lições mais tocou você?