23/01/2026
Quando você sente aquele aperto no peito, a mente acelerada, a sensação de que algo ruim vai acontecer, seu cérebro está ativando um sistema evolutivo de sobrevivência. Ele se chama amígdala. E ele é extremamente eficiente — talvez eficiente demais para a vida moderna.
Milhões de anos atrás, esse alerta salvava vidas. Se você via uma ameaça, seu corpo disparava o alarme e você corria. Simples. Hoje, em 2026, esse mesmo sistema está confundindo um email com um predador, uma conversa difícil com uma ameaça real, um atraso no trabalho com um risco de morte. E quanto mais você tenta “controlar”, resistir ou negar o que sente, mais o seu cérebro entende que realmente existe um perigo.
Aqui está a chave que transforma tudo: sua ansiedade não é um erro. Ela é um sistema de proteção confuso. Um sistema que aprendeu a gritar quando poderia apenas sussurrar.
Quando você entende que aquele aperto no peito não é um aviso de que algo terrível vai acontecer, mas sim um sinal de que seu cérebro acredita que você importa e merece proteção, a relação muda. Você deixa de lutar contra um inimigo e começa a conversar com um guardião.
O primeiro passo não é eliminar a ansiedade. É reconhecê-la. É dizer: “Eu te vejo. Obrigada por tentar cuidar de mim. Mas agora eu estou segura.” Esse reconhecimento ativa regiões cerebrais que trazem calma, clareza e racionalidade. Não é mágica — é neurociência.
Sua ansiedade não vai desaparecer do dia para a noite. Mas ela pode deixar de te dominar e se tornar uma aliada. Essa transformação começa quando você entende que não há nada de errado com você; há apenas um sistema muito antigo tentando fazer o que sempre fez: garantir a sua sobrevivência em um mundo que mudou rápido demais.
Respire. Você está segura. E se quiser aprender a conversar com esse sistema de proteção, eu posso te ajudar.