20/10/2017
A psoríase é uma doença crônica de etiologia desconhecida, mas com determinada predisposição genética e ambiental. Acomete igualmente ambos os sexos e pode aparecer em qualquer idade. Possui como fatores desencadeantes traumas cutâneos de diversas natureza, infecções por Estreptococo B-hemolítico e HIV, dr**as como lítio, betabloqueadores, antimaláricos e AINES, estresse emocional, ingestão aumentada de álcool e variações climáticas. A lesão típica de psoríase seja ela uma única pápula ou extensa placa, é sempre característica e apresenta: eritema, escamação e pápula. O eritema é vivo, vermelho claro ou rosa intenso, na maioria das lesões. Nos membros inferiores pode ter também tom violáceo. O eritema é mais intenso quando a escamação está ausente ou diminuída. A lesão típica de psoríase apresenta ainda outras características: uniformidade, definição, sinal de Auspitz e zona clara perilesional As lesões são semelhantes entre si e apresentam alterações iguais em todos os seus pontos. São classicamente bem demarcadas, com bordas nítidas. Essas características se perdem com o tratamento. A curetagem metódica de Brocq evidencia dois sinais clínicos na lesão, o sinal da vela revelando a estratificação das escamas e o sinal de Auspitz, característico da psoríase, e que corresponde a pequenos pontos de sangramento quando a escamação é removida. Característico ainda da psoríase é a presença do fenômeno de Koebner identificado geralmente por lesões lineares em áreas de trauma prévio. Também característico é o comprometimento ungueal, que ocorre em 50% a 80% dos doentes. O diagnostico é clinico e histopatológico. Tratamento vai depender do tipo, extensão, idade, ocupação e condições gerais. Tratamento tópico: corticoide, coaltar, antralina, calcipotriol. Sistêmico: fototerapia sistêmica com PUVA, metotrexato, etretinato.