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Psicóloga Clínica | Psicoterapia de Orientação Psicanalítica
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09/04/2026

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Um livro que já indiquei para várias amigas. Um livro no qual me identifiquei. Um livro que deveria ser distante, mas qu...
12/03/2026

Um livro que já indiquei para várias amigas. Um livro no qual me identifiquei.
Um livro que deveria ser distante, mas que é tão próximo.

Abuso psicológico, relacionamento tóxico, violência doméstica.

Esse livro mexe com todas as mulheres, pois ou já passamos algo muito similar ou, com certeza, conhecemos alguém que já passou - independente de classe social ou acesso à informação: o abuso também é sútil, silencioso. Nessa trama, a leitura acaba sendo tão rápida, que ela te captura quase como um relacionamento tóxico captura e amarra a vítima.

Mas tem rede. Rede que não é feita de cordas, mas de afeto. Uma rede de amigas que entra em cena, que desata o nó e inaugura novos percursos.

Eu amei esse livro e já indiquei muito. Agora indico aqui, também - e você pode indicar para aquela amiga que ainda está amarada à teia, mas que tem dificuldade de se soltar sozinha.

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07/03/2026

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Essa frase foi proferida por Winnicott, médico e psicanalista britânico, durante algumas das suas reflexões sobre a vida...
06/03/2026

Essa frase foi proferida por Winnicott, médico e psicanalista britânico, durante algumas das suas reflexões sobre a vida e a morte.

Winnicott acreditava que, ao nos abandonarmos em vida - os sonhos, os desejos, os amores - morreríamos antes mesmo da morte. E qual sentido a vida teria se nela não existisse a ânsia de viver e de estar vivo?

Estar verdadeiramente “vivo” quando a morte chegar é muito mais que meramente existir no automático. Viver é se lançar com coragem na vida - e correr os riscos de uma vida que acontece no agora.

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Psicóloga Camila Moraes
CRP 07/30135

Quão romântico seria se todos os encontros fossem de acaso? Por acaso estava no mercado e tive uma ótima conversa com um...
26/02/2026

Quão romântico seria se todos os encontros fossem de acaso? Por acaso estava no mercado e tive uma ótima conversa com um amigo que não via há anos; por acaso estava caminhando e parei para ouvir a minha vizinha falando que precisou fazer uma intervenção médica; por acaso encontrei meu colega da escola num evento sobre tecnologia e redes sociais; por acaso eu e minha amiga moramos na mesma rua e nos cumprimentamos quase que todos os dias.

O acaso, pode sim, ter a ver com “sorte”: a sorte do encontro. Mas, quem vive de sorte? Tem como se abastecer de encontros firmados unicamente por acaso? E se a “sorte” acabar? Acabam-se, também, os encontros?

Talvez a sorte a gente deveria deixar para ganhar na loteria ou numa rodada de uno. Olhando bem, não existe sorte maior que poder organizar um dia com quem a gente ama. Um dia cheio de presença e cheio de sentido - não pelas conversas, mas pela permanência. Dias organizados justamente para a conversa se alongar até perder o sentido, trocar de rumo, se reinventar. Ah, como é bom se reinventar no olhar do outro.

Esse é um lembrete e um convite para utilizar a agenda apesar do trabalho, porque nem sempre os encontros são do acaso, às vezes eles são de agenda!

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___________(transportar a infância para a vida adulta) 🤍
03/12/2025

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(transportar a infância para a vida adulta)

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02/12/2025

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Muito se fala sobre a importância de se sentir bem sozinha, de ser uma boa companhia para si mesma e de se priorizar aci...
19/11/2025

Muito se fala sobre a importância de se sentir bem sozinha, de ser uma boa companhia para si mesma e de se priorizar acima de tudo. Mas, como é possível sustentar o autocuidado onde nenhum tipo de relação aparece? É possível se cuidar 100% do tempo, sozinho?

Depois da pandemia - e principalmente, escutando os meus pacientes pós pandemia - eu percebo a importância da relação. Somos seres sociáveis, a gente sobrevive através das relações de cuidado. Nascemos e fomos cuidados por alguém que permitiu a nossa sobrevivência - esse é o início.

Não estou dizendo que não se priozar e não gostar da própria companhia está errado, muito pelo contrário, é fundamental - inclusive para sabermos onde podemos e onde vamos encontrar um outro que cuide e saiba cuidar.

Por exemplo, como sair de um relacionamento abusivo sem ter uma rede de apoio? Sem ter uma amiga pra falar “eu tô te sentindo estranha, tá tudo bem?” A gente se questiona através do outro, também. Por isso concordo com o Drauzio quando ele diz que as relações precisam, sim, de manutenção e esforço continuo.

O vínculo reduz danos - e pode salvar vidas.

Muito se fala sobre a importância de se sentir bem sozinha, de ser uma boa companhia para si mesma e de se priorizar aci...
18/11/2025

Muito se fala sobre a importância de se sentir bem sozinha, de ser uma boa companhia para si mesma e de se priorizar acima de tudo. Mas, como é possível sustentar o autocuidado onde nenhum tipo de relação aparece? É possível se cuidar 100% do tempo, sozinho?

Depois da pandemia - e principalmente, escutando os meus pacientes pós pandemia - eu percebo a importância da relação. Somos seres sociáveis, a gente sobrevive através das relações de cuidado. Nascemos e fomos cuidados por alguém que permitiu a nossa sobrevivência - esse é o início.

Não estou dizendo que não se priozar e não gostar da própria companhia está errado, muito pelo contrário, é fundamental - inclusive para sabermos onde podemos e onde vamos encontrar um outro que cuide e saiba cuidar.

Por exemplo, como sair de um relacionamento abusivo sem ter uma rede de apoio? Sem ter uma amiga pra falar “eu tô te sentindo estranha, tá tudo bem?” A gente se questiona através do outro, também. Por isso concordo com o Drauzio quando ele diz que as relações precisam, sim, de manutenção e esforço continuo.

O vínculo reduz danos - e pode salvar vidas.

Essa semana tivemos um feriado de finados (que sempre foi lembrado pois era o aniversário de uma grande amiga que falece...
05/11/2025

Essa semana tivemos um feriado de finados (que sempre foi lembrado pois era o aniversário de uma grande amiga que faleceu há 2 anos atrás) e que me fez mergulhar em algumas leituras sobre a morte e o luto.

Esse livro fala sobre a dor que é quando uma criança adoece, e morre; (não queria dar spoiler, mas se é sobre luto, vai ter morte, infelizmente). Uma criança pode morrer? Em que mundo isso é possível?

Essa leitura pode se tratar de um tema pesado, mas ela é escrita com um tanto de doçura. Pra mim, que nasci no Rio Grande do Sul, rodeada de rodas de chimarrão com a família e os vizinhos, a leitura me trouxe uma certa nostalgia gostosa; uma lembrança daquilo que se constrói em roda. Mesmo quem não gosta de chimarrão, participa da roda. As crianças estão na roda, os adultos e os idosos - e todos compartilham a mesma cuia, puxando a bomba um pouco pra cá ou um pouco pra lá, afim de desentupir ou desafogar a bomba. Ou as mágoas.

Uma criança lidando com o luto de perder uma criança, ou melhor, um irmão. Esse é o livro. E quando o tema é luto, tudo f**a muito singular. Impossível algo dessa escrita não doer em algum lugar do corpo. O signif**ado é particular, é da existência de cada um. Dito isso: pode ser um bom livro pra curar - ou pra desafogar.

(A próxima dica vai ser um livro para ler com roupas leves e tênis, nas férias de dezembro, prometo)!

Às vezes é bom dar uma sumidinha, né? Um mergulho, uma pausa, um intervalo - pra mim, faz (e fez) muito sentido. E é iss...
03/11/2025

Às vezes é bom dar uma sumidinha, né? Um mergulho, uma pausa, um intervalo - pra mim, faz (e fez) muito sentido.

E é isso que tenho escutado de quem me acompanha virtualmente aqui e, por privilégio da vida, me encontrou pessoalmente e pode dizer: “eu gosto da tua escrita, porque ela não é de todo dia, ela é de quando algo te toca”. E eu concordei - é exatamente isso.

Poderia compartilhar aqui como foi fazer uma outra mudança de casa em um ano? Poderia. Queria? Não. Eu tava vivendo a mudança. Eu tava vivendo os novos cenários de Florianópolis e os desafios que se camuflam no meio do mar azul.

Atendi muito nesses últimos meses. Estudei muito também. Queria compartilhar algo dizendo que eu ainda estava atendendo e que não tinha fechado a agenda só porque parei de postar aqui; mas, aos poucos, também entendi a insignificância disso.

A legenda com “A vida acontecendo”, seguida de várias fotos vividas sem dia, data e horário ganharam o meu coração nesses últimos meses. Algo me fez retornar a esse espaço que sempre f**a aberto (acredito muito que seja as trocas que só se dão por aqui, infelizmente) e aqui estou: me contradizendo na fala de não compartilhar e escrevendo um texto com mil carácteres.

:)

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