Mítiça Kele - Psicologia Clínica

Mítiça Kele - Psicologia Clínica Psicologia Clínica. Especialista em Terapia Analitico Comportamental. Atendimentos à adultos. Contato: (88) 9.9942-9949
Iguatu-CE

Estudos nas áreas de comportamento humano, Psicologia perinatal e da parentalidade e clínica racializada.

01/08/2022
A construção da nossa feminilidade  acompanha o ritmo do nosso corpo e esse corpo é fortemente projetado para o S**O. (m...
26/06/2020

A construção da nossa feminilidade acompanha o ritmo do nosso corpo e esse corpo é fortemente projetado para o S**O. (mulher como objeto de desejo e consumo)

Não é novidade que o patriarcado e o capitalismo buscam controlar o corpo feminino, o que muitos não sabem é que isso começa desde muito cedo, ou seja, desde sempre.

Sou mãe de uma menina de 2 anos e não é raro ouvir comentários sobre o corpo de minha filha. A sociedade cobra das meninas um corpo adulto desde muito cedo, quando, por exemplo, referem às meninas características de mulheres adultas (desde as roupas a comportamentos sexualizados). A erotização infantil é naturalizada e apresentada na mídia como se não fosse um problema. Mas é!

Chega a adolescência e essas meninas se vêem ainda mais exposta a certos comentários e cobranças, somando-se a assédios* e pressões para assumir posturas de mulheres maduras, sensuais/sexys, mas com um corpo ainda em transição, embora com novos contornos.

Chegando a fase adulta o cenário começa a mudar, quanto mais madura, com marcas na pele e nos cabelos, mais a pressão aumenta, só que dessa vez é o contrário.

Na fase adulta contamos com a queda de colágeno, geralmente se tem filho nessa fase, o seio materno é objeto de desejo, o parto vaginal é um "crime" ao prazer do companheiro, falta informação, excede em controle.

Mulheres têm que ter seios de adolescentes, cabelos sem fios brancos, pele de "bebê", ausente de pêlos e uma v***a jovem.
Sim, UMA V***A JOVEM!
Não bastam os cremes, o botox, as harmonizações faciais, o silicone, as depilações, há também a ninfoplastia, pois encontram problemas ATÉ na nossa v***a.

Vivemos na eterna insatisfação com nós mesmas e com nossa liberdade podada em todas as fases do nosso desenvolvimento.

Para mudar essa realidade é necessário se informar, discutir sobre o assunto, resistir e militar com o próprio corpo.

Somos o que devemos ser, em cada fase e no nosso tempo.

Tenham certeza de uma coisa:

Não há nada de errado em você, menina!
NÃO HÁ NADA DE ERRADO EM VOCÊ, MULHER! *Assédio ocorre em todas as fases, a pedofilia justif**a isso.

"Ué, mas você ainda não perdeu os quilos da gravidez?/ Poxa, que pena, tá com muito estria né?/ Teu peito murchou/ Teu p...
24/06/2020

"Ué, mas você ainda não perdeu os quilos da gravidez?/ Poxa, que pena, tá com muito estria né?/ Teu peito murchou/ Teu peito ficou de tamanhos diferentes/ e essa diástase?!?" blablabla

Quem gestou/amamentou e nunca ouviu isso atire a primeira pedra.

O corpo feminino sofre ainda mais pressão quando ele gesta. Há uma cobrança imensa para que possamos "voltar ao corpo de antes" como se isso fosse possível.

É um verdadeiro luto (dentre tantos da maternidade)

O corpo muda!
Com ou sem gestação.
Tudo que tá aí, vai romper com a configuração anterior, fato.
Aceita. Há mulheres que escondem o próprio corpo por considera-lo vergonhoso, há mulheres que se sentem menos atraentes após ter filhos, repercutindo diretamente no seu desempenho sexual, há mulheres que sentem necessidade de se submeterem às cirurgias (mutilantes) justamente nessa fase da vida a fim de consertar o corpo que NÃO ESTÁ com defeito. Eu vejo muito problema nisso aí👆

Ninguém vai aceitar nossos corpos como são, faz parte da lógica do sistema que PRECISA que acreditemos num corpo paradoxalmente sexualizado e infantil. Cabe a nós aceitarmo-nos. Cuidado com o que você consome na internet, a coleguinha do lado que consegue ter a barriga negativa após o parto NÃO É A REGRA, é a exceção!

Cuidado com o que é vendido como estratégia de autocuidado.
Se te faz sofrer, se te faz se machucar, foge a lógica do cuidado. Não há problema algum em fazer exercícios e/ou cremes, mas compreenda qual a função desse tipo de comportamento, se a função é agradar os outros a duras p***s, se não te emancipa e não te faz bem, certamente te fará adoecer.

Reflita!
Se aceita!



CORPODe que corpo estamos falando?Que relação construí com ele? Quais emoções sinto por ele e através dele?Vivemos numa ...
22/06/2020

CORPO
De que corpo estamos falando?
Que relação construí com ele? Quais emoções sinto por ele e através dele?
Vivemos numa sociedade patriarcal e capitalista e qualquer tipo de construção perpassa o crivo desse sistema, não podemos falar de adoecimento e desconsiderar o sistema o qual fazemos parte. Não podemos pensar que o problema está unicamente em nós, pois não é bem assim, na verdade é justamente isso que querem que pensemos: EU SOU O PROBLEMA.
Desde pequenos estamos sujeitos a padrões que nos dizem o que é certo, o que é errado, sobre o que devemos ser, sentir e agir! Estar fora de um padrão seja ele qual for é aversivo a qualquer sujeito que deseja ser aceito, validado e partícipe de sua comunidade (reforço social). Ora, quem gosta de rejeição?
É diante disso que caímos na cilada de nos enquadrarmos numa forma única e que cabe ap***s aquilo que pode ser consumido e apreciado pelo patriarcado. Todxs somos vítimas, mas é sobre a mulher que o peso f**a mais intenso.
Eles ditam a pele que devemos ter, o cabelo, as unhas, sobrancelhas, atitudes, emoções...
E nos dão uma única alternativa: ACATAR!
Ir contra o sistema é estar passível a punição social
Ninguém pergunta se nos sentimos bem ao nos depilarmos, mas estão preocupados em nos chamar de desleixadas se não o fizermos. Ninguém quer saber se você está feliz com seu corpo, mas estão prontos para dizer que você está mais gorda, mais magra, mais envelhecida, ou dizer que você é histérica, mandona, chata, quando se posiciona com mais afinco. Há um detalhe nisso tudo: esse corpo objetif**ado e concreto é também um corpo pensante, que sente e que funciona para exercício da subjetividade (e essa não é nada padrão). Seguir esse padrão não é garantia de saúde e felicidade! Entendeu a cilada?
Quando postei os Stories semana passada (vide destaque) me perguntaram: Mas como a gente muda isso, Mítiça? : A luta é contra o sistema e não contra nossos corpos e nem umas contra as outras, sororidade é necessário. A psicoterapia é fundamental! Não é fácil entrar em contato com as aversividades (...) Continua nos comentários

A adoção é uma temática que ainda precisa ser muito debatida. Carregada de esteriótipos, falta de entendimento e preconc...
25/05/2020

A adoção é uma temática que ainda precisa ser muito debatida. Carregada de esteriótipos, falta de entendimento e preconceitos, é nela que muitas famílias têm se encontrado.

Devemos romper com a construção de parentalidade atrelado a genética e a biologia. Expandir discussão para que muitas outras famílias possam se constituir independente da via. Não importa se você é hetero ou homo, se tem relacionamento ou não, se é casal subfertil ou casal com três filhos, adoção deve ser pra quem quer adotar e tem condições afetivas para tal.

Frase tirada do insta:


Há exatos 30 anos a OMS (Organização Mundial da Saúde) excluiu da CID (Classif**ação Estatística Internacional de Doença...
17/05/2020

Há exatos 30 anos a OMS (Organização Mundial da Saúde) excluiu da CID (Classif**ação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) a homossexualidade que até então era considerada uma patologia. Ano passado a LGBTfobia foi criminalizada. Esse ano houve liberação para que homossexuais pudessem doar sangue. Muita coisa mudou, muita conquista alcançada, mas as custas de muita luta travada, muito sangue derramado e muita vontade de existir.

A população LGBT ainda sofre muito preconceito, discriminação e intolerância: SOFREM VIOLÊNCIAS! Em decorrência disso muitas pessoas desenvolvem diversas patologias, dentre elas, as depressões e ansiedades, levando até ao suicídio.

Já passamos do tempo de discutir a “cura gay”, isso já foi resolvido há trinta anos atrás. É tempo de lutar e reforçar por direitos equânimes a todxs. A luta continua e é de TODXS NÓS.

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