08/03/2026
Hoje é 8 de março. E antes que você leia mais uma mensagem sobre flores, presentes ou parabéns, quero te convidar para um outro olhar.
Um olhar para dentro.
Há anos caminhando com mulheres, aprendi algo precioso: o verdadeiro 8 de março não está lá fora. Está aqui. No seu peito. Na forma como você tem se tratado nos silêncios da alma.
Você, que acorda cedo, que cuida, que resolve, que segura as pontas, que enxuga lágrimas (suas e dos outros)...
Quando foi a última vez que você se olhou com ternura?
Quando foi que você parou para perguntar: “Como estou, minha querida? O que você precisa?”
A mulher que o mundo celebra hoje é a mesma que muitas vezes se anula, se cobra, se compara, se esquece.
E se esse 8 de março for diferente?
E se, em meio a tantas homenagens, você se permitir a mais importante de todas: a homenagem de se reconhecer?
Reconhecer sua força - não a força que tensiona, mas a que acolhe.
Reconhecer sua beleza - não a que o espelho mostra, mas a que habita seu jeito de ser.
Reconhecer sua história - com todas as lutas, cicatrizes e recomeços.
Eu, Sorea, depois de anos caminhando com mulheres, posso te dizer:
Você já é inteira. Você já é deusa. Você já é suficiente.
O resto é apenas lembrar.
Hoje, se puder, pare cinco minutos. Coloque a mão no coração. Respire fundo. E diga em voz alta:
“Eu existo. Eu importo. Eu sou minha própria morada.”
Feliz dia em que lembramos, juntas, que ser mulher é também se escolher.
Com a força mansa de quem aprendeu a se acolher,
Sorea Araujo
Caminhando com mulheres de volta para si mesmas