18/12/2025
LEIA A LEGENDA👇🏻
As festas de fim de ano escancaram algo que já estava ali muito antes.
Não é que a solidão nasce em dezembro.
Ela aparece em abril, agosto, outubro…
Mas durante o ano você aprende a funcionar apesar dela.
Você resolve, entrega, cuida, segue.
Em dezembro, você para.
E quando você para, você sente.
O silêncio do fim do ano não é descaso.
É espaço.
A agenda esvazia, o trabalho desacelera, as distrações somem —
e o cérebro entra em modo de avaliação psicológica automática.
A psicologia chama isso de life review:
um balanço inconsciente da própria vida.
E uma pergunta começa a ecoar, mesmo sem palavras:
“Com quem estou vivendo tudo isso?”
As festas não foram feitas para o indivíduo.
Foram feitas para o vínculo.
Ceias, brindes, fotos, planos, promessas.
Tudo gira em torno do nós.
E quando você chega sozinha onde todos chegam acompanhados,
o corpo entende antes da mente:
algo está faltando.
Estudos mostram que mulheres sofrem menos por falta de gente
e mais por falta de um vínculo íntimo, estável e acolhedor.
Não é companhia.
É parceria.
O que dói não é estar só.
É estar pronta.
Pronta para dividir.
Pronta para construir.
Pronta para ter com quem chegar.
Isso não é dependência.
É maturidade sem reciprocidade.
Durante o ano, muitas mulheres se convencem de que está tudo bem.
Que não precisam de ninguém.
Que vai acontecer quando tiver que acontecer.
Mas a psicologia é clara:
desejos ignorados não desaparecem.
Eles voltam — mais fortes — em contextos simbólicos.
E dezembro é o maior deles.
A virada começa quando você para de se envergonhar do que quer.
Não é errado querer amar.
Não é infantil querer parceria.
Não é fraqueza querer dividir a vida.
O que machuca não é o desejo.
É tratá-lo como defeito.
E desejar não basta.
É preciso alinhar escolhas.
Observar onde você investe energia sem retorno.
Onde escolhe não se comprometer por medo de se expor.
Isso muda o rumo.
Não é discurso.
É decisão.
💬 O VidaA2+ existe para falar exatamente sobre isso:
vínculo, maturidade emocional e escolhas conscientes para construir relações possíveis, reais e saudáveis.
Porque vida a dois não começa no outro.
Começa quando você para de se abandonar.