10/02/2026
A psicologia explica que o prazer do terror não vem do medo em si, mas da resolução dele. Quando assistimos a um filme de terror, nosso corpo entra em estado de alerta, mas nosso cérebro racional sabe que estamos seguros no sofá. O medo e a curiosidade mórbida que sentimos ao ver esse tipo de filme se chama “Paradoxo do Terror”.
O próprio Aristóteles (384 a.C.-322 a.C.) comentou que é estranho como somos condicionados a evitar e fugir de coisas perigosas, repugnantes, prejudiciais e horríveis. E, ainda assim, ficamos magnetizados quando estamos em contato com coisas repugnantes, horríveis, nocivas ou apavorantes.
As pesquisas mais recentes sugerem que as histórias de terror da ficção poderiam até mesmo fornecer importantes benefícios psicológicos, como a redução da ansiedade que sentimos frente aos acontecimentos do mundo real.
Com o livro ou o filme adequado, podemos aprender a minimizar o nosso medo e transformá-lo em um suave motivo de estímulo. Criaríamos capacidades de regulação emocional que nos ajudariam a enfrentar melhor o estresse do dia a dia:
Catarse Emocional: O filme oferece um “alvo” tangível para a angústia. Em vez de uma ansiedade abstrata sobre o futuro ou o trabalho, o medo foca no monstro da tela. Ao final do filme, quando o perigo passa, ocorre uma descarga de endorfina e dopamina.
• Controle e Exposição: Para quem sofre de ansiedade, o mundo real parece imprevisível. O filme de terror é um ambiente controlado onde você decide quando começar e parar. É uma forma de “treinar” a resposta ao estresse sem riscos reais.
• Biologia do Alívio: O estado de hipervigilância da ansiedade é exaustivo. O terror força uma resposta de “luta ou fuga” tão intensa que, após o clímax, o corpo é forçado a relaxar profundamente — algo que o ansioso raramente consegue fazer sozinho.