01/05/2026
POR QUE A TOMOGRAFIA ÀS VEZES NÃO MOSTRA A TRINCA? 🔍
É uma frustração comum na clínica: você vê a trinca clinicamente, solicita a tomografia para avaliar a extensão radicular, e o laudo volta como "inconclusivo" ou "ausência de imagem compatível com fratura".
Neste vídeo, a Dra. Juliana, radiologista da Unimagem, explica exatamente o porquê disso acontecer e como nós, radiologistas, construímos esse diagnóstico.
O X da questão:
Trincas ou fraturas sem deslocamento (aquelas bem unidas) muitas vezes não geram uma fenda espessa o suficiente para ser captada pelos voxels da tomografia. Além disso, os próprios ruídos e artefatos gerados por materiais restauradores podem mascarar ou simular falsas linhas de fratura.
Então, como a tomografia ajuda nesses casos?
O diagnóstico tomográfico de trincas sem deslocamento é feito por associação de características, principalmente avaliando a resposta do periodonto adjacente:
📉 Se o dente apresenta uma perda óssea angular acentuada e pontual (em um paciente sem histórico periodontal generalizado), isso sugere fortemente que a trinca se estende até onde a perda óssea termina.
✅ Se as cristas ósseas estão perfeitamente preservadas, podemos sugerir que a trinca ainda não se estendeu para os terços radiculares.
Qual é a conduta ideal?
Quando a tomografia mostra a resposta óssea (sugerindo a extensão da trinca), a indicação padrão é o acesso clínico (como a abertura de retalho) para verificação direta. E o mais importante: o paciente precisa estar ciente de que uma trinca coronária, com o tempo e esforço mastigatório, pode evoluir para uma fratura radicular completa.
Você já passou por essa situação de pedir a tomo e não ver a trinca? Conta pra gente nos comentários como você conduziu o caso! 👇
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