13/11/2025
✨ Hoje também estive no CRAS Olga Guidio Galvanin para uma roda de conversa com as idosas que participam do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.
Contamos com a presença da cabeleireira Ana Lúcia, que compartilhou sua trajetória e vivências enquanto mulher negra na área da beleza, destacando os desafios e superações em um espaço ainda marcado por desigualdades raciais. 💇🏾♀️
Durante a roda, dialogamos sobre o período da escravidão no Brasil e sobre como muitas pessoas negras ainda vivenciam o processo de “tornar-se negro” — um movimento de reconstrução identitária diante de uma sociedade que, historicamente, desvalorizou os traços e características negras.
Refletimos, também, sobre o racismo estrutural e velado, presente em discursos e práticas cotidianas, como na ideia de que as favelas seriam espaços exclusivamente ligados à criminalidade — uma concepção reforçada por narrativas midiáticas que desconsideram a potência cultural, afetiva e histórica desses territórios.
Essas trocas se tornam ainda mais significativas neste mês de novembro, quando celebramos o Dia da Consciência Negra (21/11). Um momento de reflexão crítica, desconstrução de estigmas e fortalecimento da identidade étnico-racial, especialmente entre gerações que, por muito tempo, não tiveram acesso a espaços educativos e de diálogo sobre essas questões.
Foi uma tarde marcada por aprendizados, escuta e reconstrução de olhares, reafirmando a importância de promover educação, representatividade e pertencimento como pilares no enfrentamento ao racismo. ✊🏾🖤