25/07/2025
No dia 25 de julho, celebramos a história e o legado de Tereza de Benguela, uma líder quilombola que esteve à frente do Quilombo Quariterê por 20 anos. Ela desenvolveu estratégias políticas e de sobrevivência que garantiram a organização do quilombo de forma ef**az e estratégica, em um momento de resistência e luta contra a escravização.
Tereza é um símbolo de força e resistência muito importante para o Brasil, e essa data serve para resgatar e celebrar seus ensinamentos.
Além disso, o dia 25 de julho também marca o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, uma data que busca dar visibilidade ao protagonismo das mulheres negras na história, bem como à sua luta por igualdade racial e de gênero.
Hoje, que você possa lembrar e valorizar nomes como Tereza de Benguela (líder de comunidade quilombola), Maria Felipa de Souza (líder quilombola e guerreira), Dandara dos Palmares (guerreira e líder quilombola), Lélia Gonzalez (socióloga e ativista), Luísa Mahin (ativista e líder popular), Marielle Franco (política e ativista de direitos humanos), Conceição Evaristo (escritora e professora), Djamila Ribeiro (filósofa e ativista), Jaqueline Goes de Jesus (médica e pesquisadora), Claudia Jones (jornalista e ativista), Cida Bento (ativista e líder comunitária), Carolina Maria de Jesus (escritora e poetisa) e de tantas outras potências negras. Reconheça suas existências e seus legados.
Que este seja também um momento para lembrar e celebrar nossas ancestrais, que lutaram e resistiram em suas próprias famílias, sendo ativas e essenciais para a sobrevivência de seus descendentes. Esse trabalho, muitas vezes desvalorizado, é fundamental para o desenvolvimento e as mudanças na nossa sociedade.
E a você, mulher negra, f**a o lembrete de que ainda existem vários desafios diários na sua vida, mas você também é potência e não está sozinha, mesmo que a sociedade teime em te colocar neste lugar.
Que busquemos nos unir, pois as maiores mudanças históricas positivas que ocorreram tiveram a participação de mulheres que eram mais semelhantes a nós do que imaginamos.
A força da mulher negra é a semente de um mundo mais justo.
Íris Duque Brito
CRP 164269