17/09/2025
No Brasil, 26,3% das mulheres apresentam sintomas de depressão pós-parto, conforme estudos da Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz). A taxa é superior à estimada pela
Organização Mundial da Saúde (OMS) para outros países em desenvolvimento (19,8%); e quando não tratada, a condição pode evoluir para quadros de adoecimento psicológico grave, com risco de suicídio.
Esse cenário ganha ainda mais destaque durante o
Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção, que este ano conta com o reforço da Associação de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte (Sogorn) para chamar atenção à saúde mental materna.
De acordo com Robinson Dias, presidente da Sogorn, durante a janela do puerpério - período de seis a oito semanas após o parto, quando o corpo da mulher se recupera e retorna ao estado pré-gestacional - ocorrem intensas transformações físicas, emocionais e sociais que, somadas à exaustão e à adaptação ao bebê, podem tornar a mulher mais vulnerável a quadros de depressão.