Clenderson Xavier - Consultório de Psicologia

Clenderson Xavier - Consultório de Psicologia Psicólogo Clínico

Haverá pessoas que dirão que você merece o melhor. E pode ser que estejam certas. Não porque você seja difícil de amar, ...
02/01/2026

Haverá pessoas que dirão que você merece o melhor. E pode ser que estejam certas. Não porque você seja difícil de amar, mas porque amar exige constância, presença e responsabilidade emocional, coisas que poucos sustentam depois que o entusiasmo passa.

Há quem use essa frase como justif**ativa para não permanecer. Não é elogio, é confissão nas entrelinhas: falta disposição para assumir vínculo, rever padrões, sustentar escolhas. As palavras soam corretas, mas o movimento não acompanha. E quando ação não confirma discurso, o que sobra é apenas um alívio de consciência para quem decide ir.

A vida deixa claro que vínculos reais não se mantêm por intenção, mas por comportamento. Quem quer, se organiza. Quem valoriza, ajusta. Quem f**a, sustenta. O restante observa à distância, reconhece qualidades e repete relações rasas, porque aprofundar exige enfrentar a si mesmo.

No fim, não se deixe convencer por quem apenas reconhece o seu valor. Valor é reconhecido por quem se torna alguém melhor para caminhar ao seu lado. Reflita com critério. Aquilo que insiste em incomodar, geralmente já pede atenção há tempo.



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Esse é o primeiro dia do ano. E não, ele não vem com promessa nenhuma. A vida continua exatamente do jeito que você deix...
01/01/2026

Esse é o primeiro dia do ano. E não, ele não vem com promessa nenhuma. A vida continua exatamente do jeito que você deixou ontem. As mesmas escolhas, os mesmos vazios, as mesmas pessoas ocupando lugares que já não deveriam ocupar. Se você entrou nesse ano esperando que algo mude sem você mudar, entrou atrasado.

“Que as pessoas boas se encontrem” não é utopia vindo de uma frase bonitinha no Instagram. É consequência. Pessoas boas não se encontram enquanto aceitam pouco, enquanto se calam para manter vínculo, enquanto confundem medo de f**ar só com amor. Gente boa aprende a sustentar o próprio valor, mesmo quando isso custa presença, afeto e companhia.

Talvez este seja o ano em que você precise perder antes de ganhar. Fechar portas mantidas abertas por apego. Encerrar histórias que só continuam porque você teme o vazio que vem depois.Crescer nunca foi confortável. Permanecer onde não cabe mais cobra um preço alto demais.

Se for pra começar o ano de verdade, comece assim: pare de se abandonar para ser escolhido. Torne-se alguém inteiro, firme, impossível de se abandonar. Porque pessoas boas só se encontram quando deixam de aceitar menos do que sabem que merecem. E esse encontro… começa agora.



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Parece que 2025 não tentou te agradar. Não por falta de cuidado, mas porque crescer raramente é confortável. Nada pessoa...
31/12/2025

Parece que 2025 não tentou te agradar. Não por falta de cuidado, mas porque crescer raramente é confortável. Nada pessoal… foi necessário. Tirou pessoas que você jurava ser porto seguro e, ao mesmo tempo, apresentou encontros que mudaram tudo. Mostrou relações que ruíram porque só se sustentavam no esforço de um lado. E revelou outras que nasceram quando você parou de implorar e começou a escolher melhor. Te ensinou que nem todo mundo que diz “eu te amo” sabe amar. Mas também provou que existem pessoas que chegam para f**ar, quando você está inteiro o suficiente para recebê-las.

Você atravessou dias de cansaço, mas também viveu pequenas grandes vitórias. Gente que superou términos, traumas, medos antigos. Gente que aprendeu a amar sem se perder. Alguns encontraram o amor. Outros se reencontraram. Teve quem reconstruísse a própria família, quem salvasse o casamento, quem aprendesse pela primeira vez a f**ar em paz sozinho. 2025 não foi só sobre perdas. Foi sobre crescimento, coragem e maturidade emocional conquistada no limite.

Sim, houve choro escondido, despedidas necessárias e decisões adiadas. Mas também houve limites colocados, conversas difíceis, respeito próprio conquistado. Você não sai deste ano derrotado , mesmo que ainda esteja cansado. Sai mais lúcido, mais seletivo e mais forte. Aprendeu que amor não humilha, família não aprisiona e amizade não te diminui. Que maturidade não é endurecer o coração, é escolher melhor onde colocá-lo. Ainda há muito pra viver. Só que agora, com mais verdade, menos medo e muito mais dignidade.

Daqui a algumas horas, quando chegar o grande momento da contagem regressiva, recomece. Mas recomece de verdade, deixando tudo o que não te fez bem para trás.
Recomece sendo uma pessoa mais madura, cheia de sonhos e, principalmente, com sede de ser feliz. Você merece!



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Ciclos se encerram, mesmo que sentimentos não. E isso confunde muita gente. Porque fomos ensinados a acreditar que, se a...
30/12/2025

Ciclos se encerram, mesmo que sentimentos não. E isso confunde muita gente. Porque fomos ensinados a acreditar que, se ainda existe afeto, a história precisa continuar. A vida real não funciona assim. Há relações que chegam ao limite não por falta de amor, mas por excesso de desgaste, desencontro de valores, tempos internos diferentes. Nem tudo que acaba fracassou. Às vezes, apenas cumpriu o que precisava cumprir.

O mundo gosta de prazos, rótulos e explicações públicas. “Durou pouco”, “não deu certo”, “faltou esforço”. A verdade costuma ser mais silenciosa. Algumas decisões são tomadas depois de longas conversas, noites mal dormidas e tentativas honestas de ajuste. O motivo real, muitas vezes, f**a restrito a quem viveu a intimidade do vínculo. E isso não é covardia, é maturidade. Nem toda dor precisa virar espetáculo.

Do ponto de vista psicológico, insistir além do ponto saudável cobra um preço alto: você começa a se perder tentando sustentar algo que já não se sustenta. Encerrar um ciclo pode ser um ato de responsabilidade emocional. Não é desistir fácil, é parar de negociar a própria identidade para manter uma imagem de “deu certo”. Relacionamentos não acabam apenas quando o amor morre; acabam quando permanecer exige que alguém deixe de ser quem é.

Se você está vivendo algo parecido, entenda: sentir ainda não é sinônimo de f**ar. Às vezes, amar também é saber soltar, fechar a porta com respeito e seguir sem transformar o fim em culpa eterna. Honre o que foi vivido, aceite o que não pôde ser e siga em frente com dignidade.

Penúltimo dia do ano. Seja honesto consigo: isso é amor ou medo de f**ar sem? Ainda dá tempo de encerrar ciclos que já terminaram por dentro, antes de levá-los como peso para o próximo ano.



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Você pode perder dinheiro e recuperar. Pode errar metas e refazer planos. O que não volta é o tempo que você não viveu c...
29/12/2025

Você pode perder dinheiro e recuperar. Pode errar metas e refazer planos. O que não volta é o tempo que você não viveu com a sua família. A ausência nos pequenos momentos não vira manchete, mas vira distância. E distância, com o tempo, vira estranheza. Cargo nenhum preenche isso. Status nenhum senta à mesa. Quando você falta, o que f**a é um silêncio que ninguém sabe explicar.

A família é onde a mente deveria baixar a guarda. Quando esse lugar vira cobrança, pressa ou resto do dia, algo começa a quebrar por dentro. A irritação constante, o cansaço emocional, a sensação de estar sempre em dívida não surgem do nada. Isso é desconexão afetiva. Adultos assim seguem funcionando, produzindo, entregando, mas já não sabem descansar em lugar nenhum.

Planejar o próximo ano exige encarar uma verdade incômoda: sucesso que custa presença é uma troca ruim. Uma vida rica não se constrói com discursos sobre amor, mas com escolhas que doem. Voltar mais cedo. Largar o celular. Ouvir sem corrigir. Estar ali mesmo cansado. Ser provedor não é sustentar a casa apenas com dinheiro, é sustentar vínculo com constância.

Nesta última semana de 2025, faça uma escolha que vai te cobrar maturidade: ou você constrói uma vida rica de coisas que o dinheiro não compra; família, vínculo, pertencimento ou seguirá acumulando resultados enquanto perde aquilo que um dia vai te fazer falta para sempre. Não é sobre depois. É sobre agora. Porque no fim, não serão seus títulos, metas ou números que vão te segurar a mão. Serão as pessoas que você escolheu não abandonar pelo caminho.



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Você que aprendeu a se moldar para não ser deixado. Que chama de paciência o medo de perder, e de maturidade a própria a...
27/12/2025

Você que aprendeu a se moldar para não ser deixado. Que chama de paciência o medo de perder, e de maturidade a própria ausência. Você que normalizou esperar resposta, disputar atenção, aceitar silêncio como explicação. Em algum momento te ensinaram que amor dói, que vínculo exige esforço unilateral, que insistir é prova de sentimento. Não era amor. Era treino para suportar pouco. E conexão nenhuma sobrevive quando só um sangra para manter o vínculo vivo.

As conexões certas não exigem insistência porque escolha não se arranca. Adultos se movem em direção ao que valorizam — o resto é ambiguidade confortável, quase-relações que alimentam esperança em um e aliviam a responsabilidade no outro. Psicologicamente, insistir onde não há reciprocidade desmonta a identidade. Você começa pedindo atenção, passa a justif**ar limites e termina duvidando do próprio valor. Isso não é entrega. É autoabandono disfarçado de afeto.

A virada acontece quando você entende que continuar também pode ser covardia. Que f**ar nem sempre é maturidade. Às vezes é só medo de encarar o vazio que sobra quando a ilusão cai. A insistência morre quando a lucidez entra. Quando a pergunta deixa de ser “o que falta em mim?” e passa a ser “por que aceito tão pouco?”. Conexão real não gera ansiedade constante nem exige provas repetidas. Ela acontece no encontro, no movimento dos dois lados, no interesse que se sustenta sem cobrança.

Aceitar isso dói, porque insistir mantém a ilusão viva, e a verdade exige luto. Quando você para de correr atrás, você percebe que estava se fazendo de trouxa para manter algo que só existia na sua cabeça. Simples, né?! As conexões certas não exigem insistência. Exigem presença, clareza e responsabilidade emocional. A partir daí, não sobra carência. Sobra dignidade. E quando a dignidade entra, muita coisa que parecia amor simplesmente perde o lugar.



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Se estamos destinados a ser, eu te vejo mais tarde. Porque eu sei que quem sabe onde quer chegar não se entrega ao impul...
26/12/2025

Se estamos destinados a ser, eu te vejo mais tarde. Porque eu sei que quem sabe onde quer chegar não se entrega ao impulso, valoriza a espera. Eu sei exatamente o que existe aqui e não preciso provar nada atravessando limites. O que é real não exige pressa nem atos impensados, exige postura.

Não dá pra confundir intensidade com maturidade. O mundo chama de coragem aquilo que, muitas vezes, é só incapacidade de sustentar as consequências das próprias escolhas. Eu escolho não violar contextos, não rasgar compromissos, não criar um vínculo que nasça devendo explicações. Isso não é frieza. É domínio próprio. É saber que o desejo não manda em quem está inteiro.

A questão é que o que existe pede critério, não pressa, e eu prefiro a clareza dos sinais à ansiedade das suposições. Existe também um cenário ainda em vigor, com cláusulas claras e consequências previsíveis. Avançar agora seria agir como quem ganha o momento e perde a própria palavra. E eu não negocio minha integridade por nenhuma urgência emocional, por mais tentadora que pareça.

Então f**a registrado, sem drama e sem promessas vazias: se for para ser, o tempo vai alinhar os fatos, regular o contexto e permitir que isso exista à luz do dia. Até lá, eu sigo firme, consciente e em paz com a minha decisão. Eu te vejo mais tarde, quando o destino não exigir silêncio, apenas presença.



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Você não atrai o amor que deseja, atrai o amor que combina com o caos que você carrega. Duro de ler, eu sei. Mas observe...
24/12/2025

Você não atrai o amor que deseja, atrai o amor que combina com o caos que você carrega. Duro de ler, eu sei. Mas observe sua história: padrões que se repetem, promessas quebradas, relações que começam com esperança e terminam em exaustão. Isso não é azar. É identidade em ação. Pessoas emocionalmente confusas tendem a se encontrar. Pessoas que não se responsabilizam pela própria dor costumam terceirizar a culpa para o outro. A vida não é injusta. Ela é precisa.

Você diz que quer alguém maduro, mas foge de conversas difíceis. Diz que quer reciprocidade, mas vive implorando por migalhas. Diz que quer paz, mas se vicia em intensidade caótica. O inconsciente não negocia com discursos bonitos. Ele te conduz para cenários familiares, mesmo que eles machuquem, porque o conhecido dói menos do que o desconhecido que exige mudança. Psicologicamente, isso é simples. Humanamente, é brutal.

Véspera de Natal costuma amplif**ar esse vazio. As mesas cheias deixam ainda mais barulhento o silêncio interno. E talvez hoje doa perceber que não é o outro que sempre falha, é você que insiste em permanecer sendo a mesma pessoa enquanto espera um desfecho diferente. Amor saudável não se sente como montanha-russa. Ele se parece mais com responsabilidade, limite, presença e escolha diária. Tudo aquilo que dá trabalho. Tudo aquilo que exige caráter.

Se você quer relações diferentes, torne-se alguém diferente. Não mais interessante. Mais íntegro. Mais consciente. Mais honesto consigo mesmo. Pare de pedir que a vida te entregue algo que você ainda não sustenta. Use esse Natal não para desejar mudanças, mas para decidir por elas. Se identificou? Ótimo! Agora escolha: continuar atraindo o que reflete suas feridas ou começar a construir aquilo que reflete sua maturidade?



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Sim, as relações se transformam. Não porque faltou amor, mas porque pessoas mudam quando a vida cobra maturidade. O que ...
23/12/2025

Sim, as relações se transformam. Não porque faltou amor, mas porque pessoas mudam quando a vida cobra maturidade. O que começou como abrigo pode virar ruído. O que fazia sentido ontem passa a pesar hoje. Fingir que isso não acontece é infantil. Relações reais não m0rrem de uma vez, elas se desgastam em silêncio, quando dois adultos crescem em direções diferentes e têm coragem suficiente para admitir isso.

Existe um luto que não envolve m0rte, mas dói do mesmo jeito: o luto daquilo que poderia ter sido. Você ama, mas não cabe mais. Você tenta, mas se perde. Psicologicamente, insistir além do limite corrói por dentro. Você começa a se diminuir, a negociar valores, a calar verdades. E quando isso acontece, o relacionamento não está salvando ninguém, está lentamente ensinando você a trair a si mesmo.

Terminar não é falta de sentimento. É excesso de consciência. É olhar para o outro com respeito suficiente para não transformá-lo em muleta emocional. É admitir que amor sem direção vira caos. Que continuar só para não decepcionar o mundo é uma forma covarde de vi0lência emocional. Adultos emocionalmente íntegros preferem a dor limpa do fim ao apodrecimento silencioso da permanência.

Pois é, as relações se transformam. E quando isso te atravessa, você sente no corpo antes de entender com a cabeça. Se esse texto doeu, não é coincidência. É porque alguma parte sua já sabe a verdade que você vem adiando. Não romantize o que te quebra. Tenha coragem de encerrar ciclos antes que eles encerrem você.



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Privado, não secreto. Porque quem confunde isso costuma chamar de cuidado o que, no fundo, é medo. Medo de assumir, de p...
22/12/2025

Privado, não secreto. Porque quem confunde isso costuma chamar de cuidado o que, no fundo, é medo. Medo de assumir, de perder opções, de sustentar escolhas. Privado é intimidade escolhida. Secreto é esconderijo emocional. É quando alguém te toca com vontade, mas te apaga da própria vida. Te quer no corpo, não na história.

Há uma sensualidade perigosa nessa dinâmica. O toque escondido, a mensagem apagada, o encontro que não deixa rastro. Você vira um prazer bem cuidado e uma presença mal assumida. Tudo parece intenso. Mas intensidade sem direção vira desgaste. Você começa a se diminuir sem notar. Fala mais baixo, pede menos, aceita explicações mal acabadas. Não por amor, mas por medo de perder o pouco que te oferecem.

Privado, não secreto. Porque quando você não pode ser citado, também não pode ser defendido. Não vira plano, não vira futuro, não vira “nós”. Vira intervalo. E ninguém constrói a vida em intervalos. Relações verdadeiras pedem discrição. Não negação. Pedem intimidade, não desaparecimento.

Relação escondida não pede paciência, pede submissão emocional.

Agora seja honesto consigo, nem que seja por um instante. Observe onde você está se encaixando pra caber. Quem te quer inteiro não te guarda no bolso. Te sustenta. Sem alarde, sem plateia. Privado, sim. Secreto, nunca. E talvez hoje seja o dia de parar de romantizar o que, no fundo, sempre te deixou invisível.



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Só existe o que é demonstrado. O resto é conversa que a gente aceita porque quer muito que seja verdade. Quem promete de...
20/12/2025

Só existe o que é demonstrado. O resto é conversa que a gente aceita porque quer muito que seja verdade. Quem promete demais e faz de menos não é confuso, é confortável. Confortável em te manter por perto sem precisar se comprometer. Você sente. Só finge não ver porque admitir a realidade exigiria coragem para sair de onde já está te machucando. Tô mentindo?!

Vamos parar de romantizar as palavras. Ok? Palavra não sustenta vínculo, não atravessa crise, não aparece quando aperta. Atitude aparece. Presença aparece. Esforço aparece. Quando não aparece, a resposta já foi dada… você só não gostou dela. Quando alguém diz uma coisa e faz outra, a verdade está sempre no comportamento, nunca no discurso. Quem quer te convencer fala. Quem quer te manter demonstra.

Dói aceitar isso porque desmonta a fantasia. Dói perceber que você não foi enganado… você se permitiu f**ar. E não por fraqueza, mas por esperança. Só que esperança sem evidência vira autoabandono. Você começa a se adaptar à ausência do outro, a justif**ar o mínimo, a chamar descaso de fase difícil. Isso cobra um preço alto demais: sua dignidade emocional.

Olha só, se não há demonstração, não há nada. Não espere clareza de quem vive na conveniência. Não espere compromisso de quem só te oferece palavras. Pare de se apegar ao que foi dito e comece a respeitar o que está sendo feito. Porque a partir do momento em que você entende isso, ou você muda… ou aceita que está escolhendo continuar se ferindo. O que vai ser?



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Você não está machucado por causa de um relacionamento só. Você está cansado de repetir a mesma ferida com rostos difere...
19/12/2025

Você não está machucado por causa de um relacionamento só. Você está cansado de repetir a mesma ferida com rostos diferentes. Cada abandono reacendeu outro abandono. Cada migalha de afeto confirmou a sensação antiga de não ser suficiente. Você aprendeu cedo que amar era se adaptar, se diminuir, se explicar demais. E agora carrega no peito um cansaço que não dorme. Um peso que ninguém vê, mas que aperta quando a casa silencia e o mundo para.

Você se tornou forte do jeito errado. Forte para aguentar, não para sentir. Forte para resolver tudo sozinho, não para pedir colo. Criou maturidade à força, independência por sobrevivência. Sorri para não preocupar, controla para não perder, racionaliza para não chorar. Só que o corpo lembra do que a boca nunca disse. E é por isso que você se sente vazio mesmo quando está acompanhado. Porque suas dores nunca foram acolhidas, apenas suportadas.

Amor não é quem promete não ir embora. Amor é quem não se assusta quando vê suas partes quebradas. É quem entende que suas reações não são drama, são cicatrizes falando. É quem não usa sua vulnerabilidade contra você, não exige perfeição de alguém que só queria descanso. Amor é quando você percebe que pode relaxar, baixar a guarda, respirar. Quando o peito para de doer porque, pela primeira vez, você não precisa se defender de quem diz que te ama.

Se você está lendo isso com os olhos cheios d’água, não se preocupe. É só o seu sistema emocional pedindo pausa, pedindo verdade, pedindo cuidado. Você não precisa de mais força. Precisa de segurança. Precisa de alguém que ajude a fechar feridas antigas sem abrir novas. E talvez o passo mais difícil e mais necessário, seja admitir: você merece um amor que não te faça sangrar para provar que é real.



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