06/02/2026
Já faz alguns meses que atuo como terapeuta TRG e, recentemente, atendi um adolescente de 14 anos que chegou com queixa principal de sintomas claros de ansiedade, como aperto no peito e sensação de engasgo.
Ao longo das sessões, seguindo o protocolo da TRG, a ansiedade foi sendo trabalhada e, a cada sessão, os desconfortos foram diminuindo. Esse jovem conseguiu superar alguns medos que o limitavam, como medo do escuro, inseguranças do dia a dia e dificuldades de se expor. Aos poucos, foi retomando a vontade de estudar, de se cuidar e o prazer pela vida.
Fiquei muito feliz com os resultados alcançados, assim como ele também, que pôde concluir o processo com muito mais tranquilidade.
A situação que considerei diferente em relação a outros reprocessamentos foi que, durante quase todo o processo, ele raramente chorou. As emoções que apareciam eram mais de raiva, mágoa e tristeza, mas sem o choro propriamente dito. Apenas lágrimas pontuais.
Quando iniciamos a potencialização, pedi que ele acessasse os melhores momentos que lembrasse terem sido felizes em sua vida. Nesse momento, ele chorou bastante, mas fez questão de dizer que não era um choro de tristeza. Segundo ele, era um choro de profunda alegria, uma emoção que ele não lembrava de já ter sentido antes. Ele relatou sentir felicidade, se sentir bem consigo mesmo e acolhido pelas lembranças que surgiam.
Nesse momento, compreendi que, durante todo o processo anterior, o inconsciente vinha mostrando muitas dores, e que, na potencialização, ele conseguiu acessar o potencial de uma energia positiva que ele mesmo não acreditava que existia. Foram emoções boas, intensas e muito significativas.
Foi uma potencialização muito bonita e, ao final, ele se mostrou muito satisfeito com os resultados, com mais alegria e disposição para seguir a vida.
Para mim, como terapeuta, foi uma experiência muito gratificante acompanhar esse processo e ver esse jovem evoluindo ao longo do protocolo.