Kaline Santana - Ka Entre Mães

Kaline Santana - Ka Entre Mães Mãe do Ben
Psicóloga
A maternidade é uma metamorfose
Te ajudo a viver essa jornada respeitando as suas emoções. Vem voar

Há quatro anos, eu soprava velas com um bebê de um mês nos meus braços.Hoje, sopro velas com um menino que cabe no meu c...
06/12/2025

Há quatro anos, eu soprava velas com um bebê de um mês nos meus braços.
Hoje, sopro velas com um menino que cabe no meu colo de outro jeito e eu também já não sou a mesma.

Engraçado como a vida muda o mundo sem fazer barulho.

Na primeira foto, eu era uma mulher recém-parida, atravessada por dúvidas, encantos, medos e aquele silêncio ensurdecedor que só o puerpério conhece.
Eu não fazia ideia de quem eu estava me tornando... só sabia que nada em mim voltaria para o lugar antigo.
E, sinceramente, ainda bem.

Na segunda foto, quatro anos depois, eu olho para nós dois e percebo:
o tempo não passou, ele me esculpiu.

Benjamin cresceu.
E eu cresci junto.
Mas meu crescimento não foi linear, bonito ou previsível.
Foi um ciclo de cair, levantar, renascer, desaprender, reconstruir…
Uma travessia emocional, psicológica, espiritual... daquelas que ninguém vê, mas que muda tudo que você toca.

Entre essas duas versões minhas existe:

✨ uma mulher que decidiu se reinventar;
✨ que largou certezas para se encontrar de verdade;
✨ que pariu um filho e, sem perceber, pariu também uma nova identidade;
✨ que encarou seus medos, suas sombras e suas potências;
✨ que descobriu que introversão não é fraqueza — é linguagem, é bússola, é poder.

Hoje, no dia do meu aniversário, não sinto que estou celebrando “mais um ano”.
Sinto que estou celebrando quem me tornei no processo.

A mãe.
A mulher.
A profissional que decidiu alinhar alma e trabalho.
A Kaline que se permitiu nascer de novo, tantas vezes quantas fossem necessárias.

E talvez esse seja o maior presente que a maternidade me deu:
a coragem de não me perder de mim enquanto cuido de quem amo.

Se essas fotos conversassem entre si, imagino que a Kaline de 2021 diria para a de hoje:

“Você não faz ideia… mas vai ficar tão forte, tão consciente, tão inteira… que um dia vai se agradecer por não ter desistido.”

E a Kaline de hoje responderia:

“Obrigada por seguir, mesmo sem saber caminho nenhum.”

Porque, no final, é isso que a vida pede da gente:
uma presença inteira nos dias que parecem frágeis
e uma coragem suave nos dias que pedem força.

Feliz aniversário para mim.
Para todas as minhas versões.

Hoje é aniversário do meu escorpiano charmoso,daquele do sorriso encantador 🥰E, de alguma forma, é o meu também.Porque a...
02/11/2025

Hoje é aniversário do meu escorpiano charmoso,
daquele do sorriso encantador 🥰
E, de alguma forma, é o meu também.

Porque a cada ano, um filme passa na cabeça.
Lembro das primeiras contrações,
da respiração curta,
do medo, da alegria, da ansiedade, da euforia,
desse turbilhão de sentimentos misturados
que até hoje é difícil nomear.

Lembro da mulher que eu era antes
e da que nunca mais seria igual.

Quatro anos desde que ele chegou a este mundo.
Quatro anos desde que a minha vida se transformou por completo.
As primeiras vezes dele e as minhas.

Porque junto com ele nasceu uma mulher que ainda estou conhecendo.
Uma mulher que às vezes se sente só,
que chora escondida no banheiro por não conseguir ser a mãe que gostaria de ser.

Mas também uma mulher que descobriu uma força que nem imaginava ter.
Que aprendeu que o cansaço e o amor podem morar no mesmo corpo,
que o peito pode doer de exaustão
e ainda assim transbordar de gratidão.

A maternidade me apresentou à minha sombra e à minha luz.
Me mostrou o que há de mais desafiador
e o que há de mais sagrado em mim.
E por mais que, às vezes, eu me sinta esgotada,
sei que essa tem sido a experiência mais profunda da minha alma.

Benjamin me escolheu.
E eu o escolhi também.
E a cada ano, quando olho pra ele,
sinto uma gratidão imensa por essa escolha.

Como sempre digo a ele:
“Benjamin é o quê?”
E ele responde, com aquele sorriso que derrete tudo:
“Amado e querido.” 💛

Que ele nunca esqueça disso.
Que mesmo em meio ao barulho, às falhas e às tentativas,
o amor sempre esteve aqui, inteiro, imperfeito, real.

De uma mãe imperfeita,
de uma mulher que segue aprendendo
a amar, com ternura, a sua nova versão.

Usado 01 vezR$ 27Tam 24
17/10/2025

Usado 01 vez
R$ 27
Tam 24

“Respira fundo”, dizem.“Curte cada fase, porque passa rápido…”Mas quase ninguém fala sobre o peso que carregamos.A exaus...
26/09/2025

“Respira fundo”, dizem.
“Curte cada fase, porque passa rápido…”

Mas quase ninguém fala sobre o peso que carregamos.
A exaustão de maternar num mundo que exige pressa, produtividade e perfeição.
A culpa por não estar inteira.
O luto silencioso por uma maternidade que poderia ser mais suave.

Às vezes, percebo que o que meu filho recebe de mim é a versão mais cansada.
A que responde no automático.
A que está sempre com a mente em movimento.
A que tenta equilibrar pratinhos demais.

E à noite, quando finalmente o silêncio chega, me pergunto:
👉 Que mãe eu poderia ser se houvesse mais apoio e menos cobrança?
👉 Que cura seria possível se tivéssemos espaço pra descanso, ternura e pausa?

O sistema espera que a gente trabalhe como se não fosse mãe
e seja mãe como se não precisássemos trabalhar.
É cruel. É desumano.
Mas seguimos encontrando brechas de respiro,
e nelas seguimos nos reinventando.

E nesse meio tempo, eu escolho não alimentar a culpa.
Escolho lutar por uma maternidade com mais presença,
mais verdade,
mais espaço para ser.

✨ Porque maternar também é buscar caminhos possíveis dentro de um mundo que quase nunca nos apoia.

👉 E você?
Qual foi a parte mais difícil da maternidade que ninguém te preparou pra viver?
Conta aqui nos comentários — você não precisa carregar isso sozinha. 💜

Na imersão, tivemos uma vivência simples e, ao mesmo tempo, arrebatadora: a troca de livros.Nos reunimos em roda, e no c...
25/09/2025

Na imersão, tivemos uma vivência simples e, ao mesmo tempo, arrebatadora: a troca de livros.
Nos reunimos em roda, e no centro, um círculo de títulos que já haviam nos marcado em algum momento da vida.

E de repente, percebi: não eram apenas livros ali.
Eram memórias.
Eram cicatrizes.
Eram descobertas.
Eram partes de nós mesmas sendo oferecidas ao coletivo.

Pensei em duas obras que moldaram pedaços da minha história:

Pollyanna Menina, com o jogo do contente — que me ensinou, ainda criança, que mesmo na dor há sempre algo a aprender. Hoje, vejo como a maternidade é esse exercício constante de enxergar sentido no meio do caos.

As cinco pessoas que você encontra no céu, que me arrebatou com a verdade de que nada é por acaso. Que cada encontro, cada perda, cada gesto invisível é um fio da trama que só mais tarde conseguimos enxergar inteira.

Mas foi outro livro que decidi colocar na roda:
Em busca de si mesmo
Porque é exatamente o lugar em que estou agora: voltando o olhar para dentro, respeitando as vozes internas que tantas vezes calei, me permitindo ser, antes de fazer.

Saí dessa experiência com o coração vibrando de um jeito diferente.
Entendi que os livros são como espelhos: quando os entregamos em roda, não compartilhamos apenas histórias — compartilhamos partes da nossa alma.
E é nesse gesto de confiança, nessa entrega íntima, que a cura acontece.

E hoje eu quero te perguntar:

Se você pudesse colocar um livro no centro dessa roda, qual história ofereceria como pedaço da sua alma?

Escreve aqui nos comentários. Quero sentir, através das suas escolhas, os caminhos que já te atravessaram e os fios invisíveis que também nos unem. 🌹

Há algo ancestral que se acende quando mulheres se reúnem.Não é só conversa. Não é só desabafo.É rito.É como se, ao sent...
23/09/2025

Há algo ancestral que se acende quando mulheres se reúnem.
Não é só conversa. Não é só desabafo.
É rito.

É como se, ao sentarmos em círculo, nossos ossos reconhecessem a linguagem das antigas.
É como se nossas dores, tão singulares, encontrassem ressonância na dor da outra — e, por um instante, não estivessem mais sozinhas.

Grupos de mulheres são mais do que encontros.
São lugares.
Lugares onde a alma pode tirar os sapatos. Onde a voz tremida é bem-vinda. Onde o choro vira ponte, não fraqueza. Onde a raiva encontra nome, forma, permissão.
Onde a culpa, enfim, começa a se dissolver na escuta.

Mulheres juntas lembram umas às outras do que o mundo insiste em fazer esquecer:
que podemos ser inteiras, mesmo partidas.
Que ser vulnerável não é o oposto de ser forte.
Que a verdade compartilhada é o primeiro passo para a libertação.

Nesses lugares, não precisamos competir, performar ou nos explicar.
Podemos só ser.
E isso… já é um milagre.

Quando uma mulher fala, ela não fala só por si.
Ela ativa uma linhagem de silêncios e desejos interrompidos.
E quando outra mulher escuta, de verdade, ela segura a fala da outra com o colo da alma.

É por isso que grupos como esse não são apenas encontros — são alimento, são fogueira, são memória.
Eles não curam tudo, mas lembram que não precisamos carregar tudo sozinhas.

Porque juntas, a gente lembra.
E quando a gente lembra, a gente volta pra casa.
Dentro.

Qual foi o momento exato em que a internet virou uma grande creche cibernética?👀Até queria brincar também, mas tô ocupad...
22/05/2025

Qual foi o momento exato em que a internet virou uma grande creche cibernética?👀

Até queria brincar também, mas tô ocupada pesquisando o preço da fralda, negociando legumes no jantar e tentando lembrar meu nome.🫠

Volto quando esses bebês digitais puderem lavar a louça.🙃

Carta aberta a todos os pais.(Especialmente os de primeira viagem.)Essa mulher que está ao seu lado… vai mudar.🦋Talvez a...
07/05/2025

Carta aberta a todos os pais.

(Especialmente os de primeira viagem.)

Essa mulher que está ao seu lado… vai mudar.🦋

Talvez aos poucos. Talvez de uma vez.
Mas ela vai.

A mulher que você conheceu — aquela que sorria fácil, fazia planos, te perguntava como foi o dia —
talvez morra no parto.

Ou vá morrendo devagar, pedaço por pedaço, sem que você perceba.

Ela vai dar à luz uma criança.
Mas vai parir também uma nova versão dela mesma.
Uma que nem ela conhece ainda.

Uma que pode chorar de raiva, de cansaço, de culpa — e às vezes nem saber por quê.

Uma que se pergunta, em silêncio:
“Será que eu estraguei tudo?”

Que sente saudade da própria liberdade, e se culpa por isso.
Que pensa coisas que não tem coragem de dizer em voz alta.
Que olha pro bebê com amor e exaustão no mesmo segundo.

Você vai se perguntar o que aconteceu com ela.
E ela também.

Ela vai duvidar de si.
Vai se irritar com você.
Vai ficar em silêncio.
Vai falar demais.

Ela vai sangrar por semanas.
Vai dormir picado.
Vai esquecer o próprio nome.
Vai pensar que não dá conta.

E não, ela não está exagerando.

Isso é o puerpério.

E ao contrário do que dizem por aí…
ele não dura só 45 dias.

Existe um puerpério que quase ninguém menciona:
o emocional.

E esse, meu amigo, dura o tempo que for.
O tempo que é só dela.
E que, muitas vezes, nem ela sabe quando vai acabar.

Às vezes, meses.
Às vezes, anos.
(O meu durou mais de três.)

Porque não se trata só do corpo.
É a alma se reorganizando pra caber numa vida que mudou por inteiro.

É um luto e um nascimento ao mesmo tempo.

E ela vai precisar de você.
Não só pra trocar fralda.
Não só pra buscar o remédio.

Ela vai precisar que você veja.
Que você segure.
Que você ouça.

Mesmo quando ela não souber o que dizer.
Mesmo quando ela estiver te afastando.

Porque, no fundo, ela só quer alguém que fique.

Que entenda que isso também vai passar.
Mas que ela não será mais a mesma.

E tudo bem.

Porque ela está se refazendo.
E talvez o melhor que você possa fazer…
é aprender a amá-la também nesse processo.

---

E você, mãe…
O que teria na sua carta?
O que mudou aí dentro — que ninguém viu?

Me conta🌷👇

Tem dias em que tudo que você quer… é estar sozinha.Às vezes, você só quer sumir —nem que seja por uma tarde.Não pra fug...
04/05/2025

Tem dias em que tudo que você quer… é estar sozinha.

Às vezes, você só quer sumir —
nem que seja por uma tarde.

Não pra fugir. (Quer dizer… às vezes, dá vontade também.😅)

Mas pra lembrar que você ainda existe.
Fora da função.
Fora da rotina.
Fora do chamado constante.

De dançar. De ficar em silêncio. De fazer nada.

De ser só você — sem demandas, sem expectativa, sem culpa.

Mas aí… vem ela.

A culpa.

O peso invisível.

A pergunta que ecoa mesmo sem ser dita:
“E os filhos?”

Como se desejar um tempo só seu fosse abandono.
Como se amar a própria presença fosse egoísmo.

Mas não é.

Você era mulher antes de ser mãe.
E continua sendo.

A mulher em você não morreu.
Ela também ama viver o próprio mundo.

Só tá apertada demais entre as demandas.

Talvez ela só precise de um café quente.
De uma tarde em silêncio.
De dez minutos onde ninguém peça nada.

Me conta:
O que você faria hoje… se fosse só por você?

A gente se cobra coerência o tempo todo.Mas ser mãe é, quase sempre, um campo de contradições.Você pode amar profundamen...
04/05/2025

A gente se cobra coerência o tempo todo.
Mas ser mãe é, quase sempre, um campo de contradições.

Você pode amar profundamente… e se esgotar completamente.
Pode estar presente em tudo… e ainda assim se sentir invisível.

Essas duas versões suas — a que tá plena, e a que tá por um fio — não se anulam.
Elas se explicam.

E talvez o maior gesto de cuidado que você possa ter com você agora…
seja parar de tentar resolver isso.

Só sentir.
Só reconhecer.
Só lembrar que viver também é se contradizer.

Me conta:
Qual das duas tem aparecido mais nos seus dias?

Endereço

Itabuna, BA

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Kaline Santana - Ka Entre Mães posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Compartilhar

Categoria