09/01/2026
Sempre digo que foi a Fisioterapia que me escolheu. Eu até tentei Arquitetura, mas não era o meu caminho. No único vestibular que fiz para Fisioterapia, passei — e ali começou uma história que eu jamais imaginei.
Em 2015, recém-formada, a oportunidade de trabalhar com Pilates simplesmente apareceu. Uma prima comentou que em Itapejara havia apenas um Studio e fila de espera. Sem planejamento, aluguei uma sala e montei o meu. O Pilates é um método maravilhoso, transformador… mas, com o tempo, eu sentia que queria ir além.
Em 2016 comecei minha formação em Osteopatia — cinco anos intensos, praticamente outra faculdade. Nos primeiros anos, meus pacientes do Pilates foram meus parceiros de aprendizado. E, aos poucos, os pacientes de Osteopatia começaram a chegar. Quanto mais eu atendia, mais eu me apaixonava pela técnica e pelos resultados .
Naturalmente, minha forma de atender Pilates mudou. Meus objetivos também. Aquilo que por anos fez meus olhos brilharem já não despertava a mesma empolgação. A desmotivação veio, a entrega caiu, e as crises de ansiedade de domingo à noite começaram a pesar. Foi quando percebi que precisava de coragem para mudar — e encontrei alguém para me substituir.
A transição foi difícil. Tive medo. Perdi muitos pacientes do Pilates. Questionei minhas escolhas. Mas foi exatamente esse processo que me reconectou comigo mesma.
Sou profundamente grata pelos oito anos em que ensinei Pilates. Eles moldaram quem eu sou. Mas eu precisava ir além. Sentia que podia contribuir de forma mais profunda para a saúde das pessoas.
Hoje, sigo com ainda mais propósito. Minhas mãos devolvem mobilidade aos tecidos, e meu trabalho ajuda o corpo a reencontrar seu caminho de equilíbrio.
No fim, entendi que a vida sempre nos chama para onde podemos florescer. E eu escolhi ouvir.