05/05/2026
Não dá para separar a nossa saúde mental do nosso estado de insatisfação com as esferas da nossa vida. Tentar resolver tudo “só na cabeça”, como se bastasse pensar diferente e pronto, passando o dia inteiro num trabalho adoecedor ou num relacionamento corrosivo, é como tentar entrar num rio sem se molhar.
A insatisfação crônica atravessa tanto o corpo como a mente. Isso é inevitável.
Por isso, cuidar da saúde mental não é só reduzir o sintoma. Na maior parte das vezes, você vai ter que mexer nas áreas que estão “adoecidas”. Precisará ajustar rotas, rever escolhas, reorganizar as fronteiras e os limites e construir condições que aumentem a sua satisfação com a vida. Não adianta só se fortalecer por dentro e continuar respirando um ar tóxico por fora.