30/04/2026
Entre a psicóloga e a coordenadora… existiu um processo.
Entrei na AMA em 2023.
E, desde então, não foi só sobre atender.
Foi sobre lidar com desafios, inseguranças…
e principalmente entender que, dentro de uma instituição, o resultado não depende só de você.
Depende da equipe.
Depende da família.
Depende de um processo inteiro.
E isso doeu.
Doeu perceber que, às vezes, as crianças não evoluíam como eu esperava.
E mais ainda entender que isso não significava que eu não era boa o suficiente.
Eu saí.
Fiquei 8 meses longe.
Por questões pessoais, mas também porque, naquele momento, eu não me sentia fazendo um bom trabalho.
Mas eu voltei.
Voltei com mais garra.
Com mais consciência.
E, principalmente, com mais confiança em mim mesma.
Porque o manejo sempre esteve ali.
O que faltava era a segurança de sustentar, de orientar, de me posicionar.
E isso mudou tudo.
Foram mais de 2.500 atendimentos realizados e mais de 60 pacientes acompanhados, dos 2 aos 35 anos…
Uma experiência que, em menos de 3 anos, parece uma vida inteira.
Essa semana finalizei meus últimos atendimentos como psicóloga na AMA.
Não é um fim… é uma transição.
Sou profundamente grata por tudo que vivi aqui — pelos aprendizados, pelos desafios e, principalmente, pelas pessoas que fizeram parte desse caminho.
Hoje, sigo de um novo lugar.
Como coordenadora.
Mas sem deixar de ser, em essência, a psicóloga que construiu tudo isso.