23/06/2014
Escuto, mas não entendo!
Alguma vez você já falou essa frase? Se falou, é porque sua audição não está tão aguçada quanto era antes, mas não se assuste, este é um processo natural que faz parte do envelhecimento.
Vamos entender melhor o que está acontecendo
Como funciona nossa audição
A orelha humana é constituída de três partes: orelha externa (pavilhão auricular e canal auditivo externo), orelha média (membrana timpânica e ossículos) e orelha interna (cóclea).
As ondas sonoras são captadas pelo pavilhão auricular e direcionadas para o canal auditivo externo seguindo para a orelha média e interna, a ação mecânica da cadeia ossicular cria um movimento no fluído que estimula as fibras nervosas, e estas enviam impulsos elétricos para o nervo auditivo e para o cérebro, que interpretam esses impulsos como som.
Com o passar dos anos, o aparelho auditivo sofre um desgaste natural, mas outros fatores colaboram para piorar o quadro: predisposição genética, doenças como diabetes e hipertensão, exposição constante a ruídos, infecções e até alguns medicamentos alteram a audição. Na prática, há uma perda lenta e progressiva da capacidade de ouvir sons de alta freqüência (agudos), o que torna a percepção das consoantes mais difícil, e consequentemente a inteligibilidade da fala.
A primeira reação de quem tem presbiacusia (perda auditiva do idoso) é não aceitar o fato e se isolar do mundo. O idoso evita atender o telefone, perde o interesse pelos programas preferidos e reuniões de família, e até compram briga com familiares que, segundo ele, insistem em murmurar as palavras de propósito para afastá-lo da conversa. Há também aqueles que, embora admitam não escutar tão bem quanto na juventude, acham que nada pode ser feito. Um grande equívoco, pois apesar de não conseguirmos conter a perda, se a pessoa tiver acompanhamento médico, aparelhos adequados e apoio da família, a pessoa só abandona o círculo social por causa da audição se quiser.
Quem decide melhorar sua sintonia com o mundo tem à disposição toda a tecnologia da era digital. Os aparelhos auditivos estão bem mais discretos e poderosos - há modelos capazes de serem programados para selecionar os sons que devem ser privilegiados em meio a um ambiente com inúmeros ruídos diferentes, por exemplo.
Mas a fga. Ana Claudia E. Savietto Atolino, Especialista em Audiologia afirma, antes de escolher o acessório, é preciso consultar a opinião de um médico otorrinolaringologista, que irá encaminhar o paciente para o melhor tratamento. E se identificada a presbiacusia, o mesmo deverá procurar um fonoaudiólogo que realizará uma avaliação audiológica completa, sendo também responsável pela escolha, utilização e acompanhamento do aparelho auditivo mais indicado.