18/09/2025
Vamos refletir juntas sobre este trecho de TUDO É RIO?
Me conta uma coisa: Quando você busca respostas para suas perguntas existenciais ou pessoais, você busca ter um sentido rápido, justificar, explicar, encaixar tudo em crenças firmes?
🔸️A prontidão do raciocínio pode até oferecer a ilusão de controle que, às vezes, funciona, organiza e até pode proteger. Entretanto, quando essa estratégia vira regra, ela pode calar o que o corpo tenta dizer.
🔸️Quando há rigidez do pensamento, o “sempre é assim”, o “isso é certo ou errado”, isso pode encobrir dores que ainda não foram ouvidas.
Gostaria hoje de te convidar a uma outra postura, que não despreza a razão, mas que a coloca a serviço do sentir:
🔸️Que tal suportar o enigma, aceitar a dúvida, permitir o “e se?”, o “será?”.
Quando a gente se permite não ter uma resposta imediata, podemos abrir espaço para que os afetos se tornem linguagem própria e possibilitem uma elaboração.
Se você percebe que para tudo há uma resposta pronta, experimente abrir uma fresta de interrogação:
▫️Onde esse discurso rígido aparece no seu corpo?
▫️Que sensação antecede a explicação?
🔸️Permitir-se sentir, nomear sem justificar, pode tirar a experiência do cárcere das certezas e trazer movimento.
🔸️Não quero aqui abolir a razão, mas sim devolver a humildade das perguntas. Elas podem ser parceiras do sentir, e não carcereiras.
🔸️E se, por vezes, for preciso, peça para a parte boa dar conta da parte ruim. Não para apagar a dor, mas para acolhê-la e transformá-la em um discurso seu, mais livre e menos definitivo.
🌸 Vamos pensar sobre isso juntas?
Com carinho,
Camila Sadala
Psicóloga CRP-MG 04/64859