22/03/2026
🏠Traqueostomia em domicílio: abordagem técnica no cuidado contínuo
⚠️Paciente traqueostomizado em ambiente domiciliar requer manejo sistematizado, com foco na manutenção da permeabilidade da via aérea, prevenção de infecções e monitorização de complicações.
🔬 Manejo da cânula:
• Avaliar diariamente fixação, posicionamento e integridade do dispositivo
• Troca da cânula interna conforme protocolo (quando aplicável)
• Pressão do cuff (se presente): manter entre 20–30 cmH₂O para evitar lesão traqueal e aspiração
💨 Aspiração de vias aéreas:
• Indicação baseada em avaliação clínica (ruídos adventícios, queda de SpO₂, esforço respiratório)
• Técnica asséptica sempre que possível
• Tempo máximo de aspiração: 10–15 segundos por passagem
• Pré-oxigenação em pacientes dependentes de O₂
💧 Umidificação e secreções:
• Fundamental para evitar rolhas de secreção
• Utilização de nebulização com SF 0,9% quando indicado
• Monitorar viscosidade, volume e coloração das secreções
🧼 Cuidado com o estoma:
• Higiene com solução salina e gaze estéril
• Inspeção de sinais flogísticos (hiperemia, exsudato, odor)
• Troca de fixação conforme necessidade para prevenir lesões cutâneas
📊 Monitorização clínica:
• Frequência respiratória, padrão ventilatório e uso de musculatura acessória
• Saturação periférica de O₂ (SpO₂)
• Nível de consciência e conforto do paciente
🚨 Intercorrências mais comuns:
• Obstrução da cânula por secreção
• Decanulação acidental
• Infecção do estoma
• Broncoaspiração
💡 A assistência domiciliar exige capacitação técnica da enfermagem e acompanhamento multiprofissional, garantindo continuidade do cuidado com segurança e qualidade.