07/03/2026
Mesmo tendo fé, sensibilidade e compromisso com a minha cura, ao ver tantas atrocidades contra o feminino como nos últimos tempos, algo dentro de mim realmente se abala profundamente. Me traz indignação, tristeza, quase um luto coletivo.
Não porque minha fé é fraca, mas porque sou humana e principalmente porque meu coração está aberto.
Está aberto para compreender que tudo aquilo que me traz indignação fala muito sobre mim mesma, sobre minhas dores mais profundas e ocultas.
E meus questionamentos internos também fazem parte do caminho da fé, do aprendizado, da compreensão e da minha cura.
As vezes me questiono “Será que estamos realmente evoluindo?”
Mas daí vem uma voz interna e me diz: "A consciência não está diminuindo, ela está emergindo".
Hoje vemos mais violência nas notícias não porque ela começou agora, mas porque ela está sendo exposta.
Durante séculos abusos contra mulheres eram normalizados, estupros eram silenciados, violência doméstica era considerada “assunto de família”, mulheres espirituais eram frequentemente violentadas e caladas.
Durante milhares de anos, em muitas culturas antigas, o feminino foi associado ao princípio da vida, da terra e da regeneração.
Civilizações antigas cultuavam: Deusas da fertilidade, da terra, da sabedoria. Sacerdotisas conduziam rituais e curas.
"O feminino representava o útero da vida".
Com o surgimento de sistemas mais patriarcais e expansionistas (guerras, impérios, controle territorial), começou um longo processo histórico de supressão do poder feminino. Perseguição a sacerdotisas, destruição de templos femininos, controle do corpo e da sexualidade da mulher, associação do feminino ao pecado ou à submissão
Milhares de mulheres foram acusadas de bruxaria, torturadas, executadas, silenciadas. MULHERES parteiras, curandeiras, mulheres sábias, guardiãs de conhecimentos naturais e ancestrais.
Hoje dói (e muito) porque NÃO CONSEGUIMOS MAIS IGNORAR!!! E isso também é um sinal de mudança.
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