21/09/2020
A proposta do Sandplay é que as pessoas construam cenas com miniaturas em uma caixa de areia, e que também, utilizem a areia para criar formas e desenhos. O ponto central da técnica consiste no “espaço livre e protegido”, que tem dimensões físicas e psicológicas, pois enquanto há liberdade para criar aquilo que se deseja na caixa de areia, sua dimensão e o número de miniaturas, que independente da sua extensão, são limitados e “contenedores”, criando-se assim uma situação protegida e segura. A segurança psicológica resulta da atmosfera protegida da situação terapêutica, na qual o sujeito recebe aceitação incondicional, pois é um espaço para livre expressão, não há certo nem errado.
No Sandplay, apenas a preparação dos cenários já é, por si só, um ato simbólico, e os símbolos são representados pelas construções na areia ou pelas miniaturas que são utilizadas como ferramentas de expressão. Um conteúdo quando torna-se simbolicamente objetivado, causa uma mudança interna, como se um impulso psicológico fosse liberado pela técnica expressiva. Mas mais do que apenas liberar o impulso, a técnica funciona como um mecanismo de compreensão do subjetivo. Dessa forma, pode-se afirmar que a dimensão simbólica presente no Sandplay resulta em vivências intensas que facilitam a compreensão dos sentidos produzidos pelos sujeitos, e simultaneamente, a leitura de suas emoções.
Uma das mais importantes funções do Sandplay é a possibilidade de para o jogador, transitar por espaços intermediários, entre consciente e inconsciente.