10/03/2026
A trigésima nona edição do Reconecte-se iniciou no dia do portal 03/03, com lua cheia e Mercúrio retrógrado, e terminou no Dia da Mulher. Isso já denuncia a intensidade, rs.
Foram seis dias muito intensos. Entre prantos profundos, que vinham diretamente da memória da criança interior que foi silenciada, e gargalhadas genuínas, daquelas que damos sem medo de ser julgadas.
No Reco da Amazônia não dá para sustentar uma performance. Você é exatamente o que é e o que veio para ser. E isso é uma das coisas mais valiosas.
Aqui não se sustenta luxo, vaidade ou a armadura da mulher forte e segura. Aqui você f**a vulnerável e calça as sandálias da humildade. Tudo conspira para isso. Tudo.
O lugar em que f**amos, as pessoas que ocupam esses espaços, a comida e as questões pessoais que são expostas.
E, especialmente nesta edição, entendemos o quanto precisamos do outro para o nosso crescimento e fortalecimento.
Aprendemos a fazer as pazes com o caos.
Vimos o quanto é importante expandir o olhar para além do nosso umbigo.
Enxergamos o quanto somos minúsculas perante a imensidão da natureza.
Confirmamos que, independentemente da classe social, todos vivem processos muito difíceis e semelhantes.
Observamos o quanto é possível aprender com a natureza.
Aprendemos que o maior peso que a nossa criança interior pode carregar é a vida não vivida dos nossos pais.
E sentimos a força do vínculo entre nossos familiares.
Sem falar que sobrevivemos a dois voos perdidos. Duas pessoas não conseguiram participar por um grande imprevisto de saúde, uma perdeu o primeiro dia do Reconecte-se, uma teve a mala extraviada e outra foi mordida por um cachorro durante a imersão. Eita… e deu tudo certo. Rs
Agradeço a esse grupo tão massa pela coragem de viver dias intensos como esses e por terem criado tantas memórias especiais na minha alma e na alma do projeto Reconecte-se.
Eu vejo vocês. 💚