27/02/2026
Diabetes vai muito além do controle da glicose no sangue. Um tema que ainda recebe pouca atenção é a relação entre o diabetes tipo 2 e o aumento do risco de declínio cognitivo, incluindo a doença de Alzheimer.
Estudos científicos mostram que pessoas com diabetes tipo 2 têm maior probabilidade de apresentar alterações na memória e no raciocínio ao longo dos anos.
Isso acontece porque a hiperglicemia persistente pode gerar inflamação crônica, estresse oxidativo e danos aos vasos sanguíneos que irrigam o cérebro. Esses fatores comprometem a nutrição adequada das células cerebrais.
Outro ponto importante é o papel da insulina no sistema nervoso. Além de regular a glicose, ela participa do funcionamento dos neurônios. Na resistência insulínica, comum no diabetes tipo 2, esse equilíbrio se perde, o que pode impactar diretamente funções como memória, atenção e aprendizado.
É fundamental reforçar: ter diabetes não significa que a pessoa irá desenvolver Alzheimer. Muitos pacientes envelhecem com plena saúde mental. O diferencial está no controle adequado da doença e na adoção de hábitos de vida saudáveis, com acompanhamento médico regular.
Manter a glicemia controlada, seguir corretamente o tratamento e cuidar do estilo de vida são atitudes que protegem não apenas o corpo, mas também o cérebro.
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👩⚕ Dra. Cristina Dias Lima
🧬 Endocrinologia • Metabologia