16/02/2026
A magreza voltou a ser um assunto em alta nas redes sociais…
Mas nem sempre de forma saudável.
Temos hoje milhares de vídeos que exibem corpos extremamente magros e frases como:
“Não seja fraca, seja magra…”
“Sofra para ser perfeita.”
Pode até parecer mais uma “moda”, mas na verdade resgata antigas mensagens de perfeição e controle corporal, agora com o alcance global das redes sociais.
Antes, no início dos anos 2000, fóruns online defendiam a anorexia como “estilo de vida”.
Hoje, o discurso está mais disfarçado, com conselhos que parecem amigáveis, mas que na prática incentivam comportamentos prejudiciais.
“Dicas” como:
• Comer apenas uma vez ao dia
• Beber líquidos para “segurar” a fome
• Cortar grupos alimentares inteiros
não são autocuidado, são sinais de alerta.
Transtornos alimentares não são uma escolha.
São condições que costumam começar com pensamentos e atitudes sutis, e podem se intensificar com o tempo.
Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, cerca de 4,7% da população brasileira vive com algum transtorno alimentar — e entre adolescentes esse número pode chegar a aproximadamente 10%.
Não se trata só de aparência:
É sofrimento emocional
É sofrimento mental
É sofrimento silencioso
Se você já se pegou pensando…
• que a comida é “o problema”,
• que só estará bem se for menor,
• ou que precisa sofrer para ser aceita…
…isso merece atenção e cuidado.
Cuidar da sua relação com o corpo e com a comida é um ato de amor próprio e não de fraqueza.
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