13/03/2026
Tem uma ideia silenciosa que rodeia as profissões que lidam com o cuidado ao próximo: que quem ajuda pessoas não deveria se preocupar tanto com dinheiro.
Que cobrar bem pelo próprio trabalho seria quase uma contradição com o propósito.
Que prosperidade poderia “contaminar” a pureza do cuidado.
E aos poucos, essa narrativa vai criando um padrão muito curioso e triste. Terapeutas extremamente dedicadas, que estudam profundamente o comportamento humano, que acompanham histórias difíceis com sensibilidade e responsabilidade. Mas que vivem com vergonha de cobrar, medo de afastar pessoas, de parecer interesseiras, de que alguém questione suas intenções.
Enquanto isso, algo importante f**a esquecido nessa conversa. Cuidar de pessoas exige energia, presença emocional, estudo contínuo, tempo de vida dedicado a compreender o ser humano.
Nada disso é leve. Nada disso é superficial!
E quando uma terapeuta não consegue sustentar a própria vida através do trabalho que realiza ela cansa, se sobrecarrega e por não ver resultados financeiros, questiona seu próprio valor.
A prosperidade financeira é o único caminho que permite que seu propósito continue vivo.
A romantização da pobreza terapêutica não ajuda ninguém. Nem a terapeuta, nem as pessoas que ela poderia continuar ajudando com mais estrutura e liberdade.
Talvez esteja na hora de dizer isso com maturidade:
ajudar pessoas também pode (e deve) ser um trabalho próspero.
E quanto mais cedo uma terapeuta entende isso, mais saudável se torna a relação dela com a própria profissão.
Estamos combinadas?
Terapeuta Maryele - Loba das Finanças