Psicóloga Danielle Lucena

Psicóloga Danielle Lucena Nessa página, poderemos encontrar informações sobre diversos temas na área da psicologia com o objetivo de incentivar reflexões e autoconhecimento.

Atendimento a crianças, adolescentes, adultos e orientação de pais.

28/01/2026

Quando falamos em cuidar da saúde mental, muita gente pensa em se distrair.
Viajar, sair, ocupar a agenda, fazer algo para “esfriar a cabeça”.

E sim, isso ajuda.
Mas nem sempre isso é cuidado.
Às vezes, é apenas uma forma elegante de não entrar em contato com o que está acontecendo por dentro.

Cuidar da saúde mental é quase o movimento oposto da distração.
É presença.
É perceber o que se sente, o que se pensa, o que se repete.
É acolher emoções, em vez de empurrá-las para depois.

Não é sobre sobreviver no automático.
É sobreviver com consciência.
Porque aquilo que a gente evita sentir, o corpo acaba sentindo por nós.

O Janeiro Branco nos lembra disso.
Do início, do recomeço, da possibilidade de escrever uma nova história.
Uma história com mais cuidado emocional, mais atenção às relações e mais respeito pelos próprios sentimentos.

🤍

Criar vínculos não é difícil por falta de vontade.É difícil porque envolve risco emocional.Para se vincular, é preciso c...
26/01/2026

Criar vínculos não é difícil por falta de vontade.
É difícil porque envolve risco emocional.

Para se vincular, é preciso confiar.
E confiar exige se expor.
Mostrar fragilidades.
Correr o risco de não ser compreendido, correspondido ou acolhido.

Muitas pessoas aprenderam, ainda cedo, que amar podia doer, que depender era perigoso ou que sentir demais tinha um custo alto.

Então, para se proteger, criaram defesas.
Fecharam-se.
Controlaram.
Se tornaram autossuficientes demais.

Na vida adulta, essas defesas continuam atuando não porque a pessoa não queira se vincular, mas porque o corpo aprendeu que isso era uma forma de sobrevivência.

Na psicologia, entendemos que vínculos não se constroem apenas com intenção, mas com segurança emocional.

Criar vínculo é reaprender, aos poucos, que é possível estar com o outro sem se perder de si.

É um processo.
Delicado.
Profundo.

E talvez o primeiro passo não seja se cobrar tanto, mas se perguntar:
O que na minha história torna o vínculo tão desafiador?

Essa frase sempre me atravessa porque ela toca em algo muito presente no processo terapêutico:A tentativa constante de m...
23/01/2026

Essa frase sempre me atravessa porque ela toca em algo muito presente no processo terapêutico:
A tentativa constante de mudar sem antes se reconhecer.

Muitas pessoas querem aliviar sintomas, seguir em frente, transformar comportamentos…
Mas sem olhar para a própria história.
Sem reconhecer dores, limites e experiências que ajudaram a formar quem elas são.

Aquilo que não é aceito não desaparece.
Costuma apenas encontrar outras formas de se expressar: na ansiedade, no cansaço emocional, nas repetições, nos conflitos internos.

Na psicologia, aceitar não é concordar com o que doeu.
Não é justif**ar o que machucou.
É reconhecer: isso também fez parte do meu caminho.

E o que essa frase me comunica, hoje, é isso:
A cura começa quando deixamos de lutar contra nós mesmos
e passamos a nos escutar com mais honestidade.

Você não se cura apagando partes da sua história.
Você se cuida quando consegue integrar o que viveu e extrair disso sentido, aprendizado e responsabilidade emocional.

E talvez seja isso que essa frase nos convide a fazer, não negar quem fomos, mas compreender quem nos tornamos a partir disso.

Quando a dor e o sofrimento de gerações encontram espaço para elaboração, eles deixam de ser apenas ferida e se transfor...
21/01/2026

Quando a dor e o sofrimento de gerações encontram espaço para elaboração, eles deixam de ser apenas ferida e se transformam em movimento, força, crescimento e sabor.

Foi isso que conheci hoje na comunidade quilombola . Um encontro que perpassa o corpo, a história e a alma — e que se expressa também num café da manhã preparado pelas mulheres do quilombo, cheio de afeto, memória e identidade.

Meu marido conheceu o trabalho dessas mulheres na feira, onde vendiam pães e, com orgulho, contavam sobre o café da manhã que promovem na comunidade, mediante agendamento. Hoje foi o dia de atravessarmos esse convite e conhecer o território. E foi profundamente surpreendente.

Fomos recebidos por uma história que emociona e por uma mesa repleta de iguarias feitas pelas mãos e saberes dessas mulheres: pães, bolos, cuscuz, preparos de milho e de mandioca (alguns que eu nem conhecia), geleias variadas e sucos de frutas. Tudo delicioso — mas, sobretudo, carregado de sentido.

Do ponto de vista familiar sistêmico, é impossível não reconhecer ali marcas profundas da discriminação, da subjugação e das injustiças vividas ao longo de séculos pelo povo negro. Mas também é impossível não enxergar algo ainda mais potente: mulheres que, ao se reunirem, transformam heranças de dor e violência transgeracional em coragem, força, determinação e conquistas coletivas.

Como alguém que ama histórias de famílias, observar padrões e legados, foi emocionante testemunhar a herança de luta, resistência e resiliência do povo negro se atualizando no presente — não apenas como memória de sofrimento, mas como identidade viva, criativa e transformadora.

Hoje, essas mulheres seguem unindo forças com as novas gerações — filhas e netas — e, juntas, utilizam a tecnologia para divulgar, fortalecer e aprimorar o trabalho. Um movimento que honra o passado, sustenta o presente e abre caminhos mais dignos para o futuro.

É sobre ancestralidade viva.
É sobre reparação em movimento.
É sobre quando o coletivo cura o que a história tentou silenciar.

Ninguém é só um.Cada pessoa carrega histórias, vínculos e relações que a atravessam.Na clínica, aprendi que muitas dores...
19/01/2026

Ninguém é só um.
Cada pessoa carrega histórias, vínculos e relações que a atravessam.

Na clínica, aprendi que muitas dores chegam como individuais, mas nascem e se mantêm nas relações.
Por isso, meu trabalho caminha entre o cuidado com a pessoa e o cuidado com a família.

Cuidar do indivíduo e dos vínculos é, para mim, uma escolha ética, clínica e profundamente humana.

Você já percebeu como suas relações impactam sua saúde emocional?

A música Triste, Louca ou Má toca em algo que muitas mulheres carregam sem perceber:A ideia de que precisam caber em exp...
16/01/2026

A música Triste, Louca ou Má toca em algo que muitas mulheres carregam sem perceber:
A ideia de que precisam caber em expectativas para serem aceitas.

Ser escolhida.
Dar conta da casa.
Ter o corpo certo.
Sustentar um papel que, muitas vezes, não foi escolhido, apenas herdado.

Quando uma mulher foge desse roteiro, ela passa a ser vista como exagerada, difícil, egoísta ou inadequada.
E, pouco a pouco, começa a duvidar de si mesma.

Na clínica, vejo com frequência mulheres que chegam exaustas, não porque são fracas, mas porque passaram tempo demais tentando ser quem esperavam delas.

O trabalho terapêutico não é ensinar uma mulher a “dar conta de tudo”.
É ajudá-la a se escutar.
A se reconhecer para além dos papéis.
A construir identidade sem precisar se anular.

Na terapia, não buscamos rótulos.
Buscamos sentido.
História.
Autenticidade.

Porque você não é definida por um relacionamento, nem pela forma como cuida dos outros, nem pelo corpo que habita.

Você é muito mais complexa do que qualquer expectativa.

E quando uma mulher se reconecta com quem ela é, ela deixa de tentar caber e começa a existir com mais verdade.

12/01/2026

O trauma não f**a só na memória.
Ele atravessa o corpo, o sistema nervoso e a forma como reagimos ao mundo.

Hoje, a ciência já nos mostra que experiências traumáticas podem atravessar gerações.
Não como lembranças conscientes, mas como padrões emocionais, silêncios e modos de sobreviver.

Na terapia familiar sistêmica, vemos com frequência que muitas dores não começaram em quem sente.
Elas nasceram em histórias que não puderam ser elaboradas por quem veio antes.

A terapia é o espaço onde essas heranças deixam de agir no automático e passam a ser olhadas com consciência.

E quando algo é reconhecido, abre-se a possibilidade de cuidado, para quem vive hoje e para quem vem depois.

07/01/2026

A terapia acontece no consultório.
O cuidado continua fora dele.
Pequenos gestos que também sustentam a saúde emocional.

#




Bem-vindo, 2026.Um novo ano começa.Mas a verdadeira virada não acontece no calendário.Ela acontece quando você decide se...
01/01/2026

Bem-vindo, 2026.
Um novo ano começa.

Mas a verdadeira virada não acontece no calendário.
Ela acontece quando você decide se escutar mais.
Quando escolhe não repetir o que te machuca.
Quando passa a cuidar das relações com a mesma atenção que cuida das obrigações.

Que 2026 seja vivido com mais presença.
Menos pressa para dar conta de tudo e mais consciência para respeitar seus limites.
Que seja um ano de vínculos mais honestos.
De escolhas mais gentis.
De cuidado com o que sente e com quem caminha ao seu lado.

Encerrar um ano não é apenas virar a página.É integrar o que foi vivido.Nem tudo foi simples.Mas muita coisa foi compree...
30/12/2025

Encerrar um ano não é apenas virar a página.
É integrar o que foi vivido.

Nem tudo foi simples.
Mas muita coisa foi compreendida.
Houve ajustes, reflexões, amadurecimento, processos que nem sempre aparecem, mas transformam.

Ao longo do ano, aprendemos (ou reaprendemos) algo essencial:
cuidar das relações é um exercício contínuo.
Exige presença, escuta e disposição para entender as pessoas para além do que é dito.

No consultório, isso se confirma todos os dias.
Cada história compartilhada, cada vínculo cuidado com respeito, deixa marcas profundas, e valiosas.

Encerrar o ano é também reconhecer que família não é estática.
É campo emocional em constante reorganização.
E seguir em frente pede consciência sobre o lugar que ocupamos e o cuidado que escolhemos oferecer.

Sou grata por tudo o que foi vivido e aprendido.
E desejo que 2026 seja um ano de mais presença emocional, mais gentileza nos vínculos e mais verdade nas relações.

Que possamos seguir com consciência, passo a passo.

Endereço

Avenida Olinda, 292/Tambaú
João Pessoa, PB
58039-120

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 20:00
Quarta-feira 14:00 - 20:00
Sábado 08:00 - 12:00

Telefone

+5583996000456

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Psicóloga Danielle Lucena posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com A Prática

Envie uma mensagem para Psicóloga Danielle Lucena:

Compartilhar

Share on Facebook Share on Twitter Share on LinkedIn
Share on Pinterest Share on Reddit Share via Email
Share on WhatsApp Share on Instagram Share on Telegram