26/02/2026
O que essa Rosane não sabia…
É que aquela fase difícil não era um retrocesso. Era um chamado.
Na época da pandemia, quando o mundo estava confuso e eu tentava reorganizar minha própria vida, veio também o diagnóstico de SOP (Síndrome do Ovário Policístico). E, junto com ele, o medo. A sensação de que seria impossível. Impossível emagrecer. Impossível regular o corpo. Impossível vencer o cansaço, a desmotivação, os hormônios descompensados.
Eu estava 15 quilos acima do peso. Voltando para a academia de máscara, tentando recuperar o fôlego físico e emocional. Eu achava que estava apenas tentando “dar um jeito”. O que eu não sabia é que estava começando uma reconstrução.
Eu não sabia que o autocuidado seria indispensável.
Que me colocar em primeiro lugar seria essencial.
Que disciplina não é rigidez, é amor em forma de constância.
Que eu iria errar muitas vezes antes de acertar.
Eu fui errando e aprendendo. Ajustando alimentação. Revendo hábitos. Lidando com frustrações. Recomeçando depois de semanas difíceis. Entendendo que não era sobre perfeição, era sobre persistência.
Eu achava que era impossível.
Mas impossível, na verdade, era continuar me deixando por último.
Hoje, em 2026, 15 quilos mais leve, eu sei que a transformação nunca foi só física. Foi sobre assumir a responsabilidade pela minha saúde, mesmo com um diagnóstico que me desafiava. Foi sobre amadurecer emocionalmente. Foi sobre parar de me abandonar.
Aquela Rosane não sabia o quanto era forte.
Mas, ainda assim, ela foi.
E é por causa dela que eu estou aqui.