26/03/2020
As cefaléias de origem oftalmológica podem ser divididas em duas partes: - Por alterações orgânicas: qualquer lesão que produza tração, distensão, deslocamento ou inflamação das estruturas contidas nas órbitas oculares ou nos seus anexos imediatos. Nesses casos, as dores podem variar de um ligeiro desconforto até intensidades insuportáveis.
As camadas externas (córnea e conjuntiva) são extremamente sensíveis à dor. Assim, um simples corpo estranho na córnea pode desencadear manifestações dolorosas. - Por esforço visual: a típica cefaléia que surge com o trabalho, piora à medida que ele continua sendo desenvolvido, e só ocorre melhora com o descanso. É muito comum o indivíduo se queixar de cefaléia durante os dias da semana e ela diminuir nos fins da semana, quando ele não trabalha e, portanto, não exerce esforço visual constante. As dores por esforço visual podem se distribuir por qualquer parte da cabeça, se concentrando, normalmente, na região frontal e superciliar.
Hipermetropia, astigmatismo e anomalias de acomodação convergente são defeitos de refração que podem provocar cefaléias. Nesses casos, o médico deve estudar, em primeiro lugar, se as dores têm nítida relação com o esforço visual. Deve-se considerar os fatores hereditários, erros refrativos são transmitidos aos descendentes e crises de enxaqueca que podem ser comuns e conhecidas na mesma família.