Coletivo Feminista Nise da Silveira

Coletivo Feminista Nise da Silveira Coletivo Feminista Nise da Silveira (MEDICINA - UFPB) Medicina - UFPB

O Brasil tem 54% de sua população constituída de pretos ou pardos (IBGE), sendo a cada dez pessoas, três mulheres negras...
24/03/2019

O Brasil tem 54% de sua população constituída de pretos ou pardos (IBGE), sendo a cada dez pessoas, três mulheres negras. Mesmo estatisticamente em maioria, ainda possuímos inúmeras desvantagens sociais advindas do período escravocrata. Estamos em minoria na universidade e em cargos de maior poder aquisitivo, temos a média salarial mais baixa comparada aos brancos, e somos as maiores vítimas de violência do país, inclusive, a ocorrência de casos de feminicídio é maior entre as mulheres negras. O ambiente universitário não é isento da influência da sociedade, sendo palco para reprodução desses comportamentos que estão enraizados na nossa estrutura social. É importante que nós, mulheres negras, sejamos resistência diante dessa cultura ra***ta e machista da qual somos submetidas desde o nosso nascimento, procurando meios efetivos para o combatê-la, pois, segundo Angela Davis “Quando a mulher negra se movimenta, toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela”.

Acredito na melhoria de vida e na promoção do bem-estar físico, emocional e mental das mulheres através da efetivação de...
23/03/2019

Acredito na melhoria de vida e na promoção do bem-estar físico, emocional e mental das mulheres através da efetivação de políticas de saúde públicas, a exemplo do SUS, que priorizem e estimulem o auto cuidado, a tomada de consciência, o protagonismo e o empoderamento feminino em vários âmbitos, já que é impossível contemplar a saúde da mulher brasileira como algo desvinculado do seu papel dentro da sociedade ou de toda a conjuntura social, econômica e política na qual a mesma está inserida.

A universidade reproduz, em todas as suas instâncias, as estruturas sociais, e assim é também um espaço de reprodução da...
22/03/2019

A universidade reproduz, em todas as suas instâncias, as estruturas sociais, e assim é também um espaço de reprodução da violência contra as mulheres. Pesquisa do Data Popular / Instituto Avon (2015), aponta que dentre as mulheres que convivem nas universidades, 67% já sofreram violência sexual, psicológica, moral ou física e que 56% já sofreram assédio sexual nesse ambiente. Em contrapartida, dos homens entrevistados, 35% não reconhecem que existe violência no ato de coagir uma mulher a participar de atividades degradantes e 31% não veem problema em repassar fotos ou vídeos das colegas sem autorização. Outras situações englobam múltiplas formas de violência, dentre elas, as institucionais, consolidadas através da falta de segurança para as mulheres; precária assistência estudantil e déficits na garantia de estudo e trabalho, especialmente para gestantes, mães e deficientes; por um cotidiano de racismo, lesbofobia, bifobia e transfobia; bem como, pela ínfima participação e representação das mulheres nos espaços de poder, especialmente das mulheres negras e indígenas.

Apesar dos avanços históricos da ampliação da participação das mulheres na vida política brasileira, continua baixa, a r...
21/03/2019

Apesar dos avanços históricos da ampliação da participação das mulheres na vida política brasileira, continua baixa, a representatividade da mulher nas instâncias municipais, estaduais e federais. Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) , nas eleições de 2018, houve:
• No Senado, 54 eleitos, sendo 7 mulheres.
• Na Câmara, 513 eleitos, sendo 77 mulheres.
Percebe-se, assim, que as mulheres não têm participado das esferas de poder de forma equitativa, sendo colocadas à margem da criação de políticas públicas. Tal conjuntura interfere diretamente na construção de ações que tenham como norte a realidade cotidiana feminina.
Para reverter o cenário atual de sub-representação é urgente unir forças nas instituições escolares e acadêmicas e conduzir a comunidade à percepção de todxs como sujeitos políticos com ações decisivas na vida coletiva. Sendo fundamental, também, lutar pela igualdade de oportunidades para liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política e econômica do país.

Mulheres audaciosas são a personif**ação da loucura: bruxas, pagãs, vadias, sufragistas; feministas. Assim, durante a hi...
20/03/2019

Mulheres audaciosas são a personif**ação da loucura: bruxas, pagãs, vadias, sufragistas; feministas. Assim, durante a história, nos queimaram, violentaram, oprimiram; trancafiaram. Mas qual é o problema da loucura? Ela é complexa, como a vida. Hoje, várias mulheres (que sequer sabemos o número exatamente) vivem em manicômios no Brasil, lugares que são historicamente marcados pela agressão aos direitos humanos. Ser feminista é, para mim, uma luta contra a violência; contra a existência dos manicômios.

Saudações! Somos um coletivo plural mas com singularidades. Assim, nos próximos dias, postaremos falas feitas pelas inte...
19/03/2019

Saudações! Somos um coletivo plural mas com singularidades. Assim, nos próximos dias, postaremos falas feitas pelas integrantes do Coletivo que mostram a diversidade da composição do grupo. Mostraremos um pouco do que pensamos, nossas percepções, nossa luta, sentimentos, experiências e informações que queremos partilhar enquanto mulheres feministas. Fiquem atentas(os)!

Boa noite, meninas!No dia 22 de março (sexta-feira), às 12hrs, teremos nossa 1ª reunião do ano de 2019!Discutiremos ques...
18/03/2019

Boa noite, meninas!

No dia 22 de março (sexta-feira), às 12hrs, teremos nossa 1ª reunião do ano de 2019!
Discutiremos questões organizacionais do nosso Coletivo, mas qualquer outra pauta que seja trazida, será acolhida!
Contamos com a sua presença!

Estamos retomando nossas atividades e o nosso primeiro passo é conversar e conhecer as mulheres do nosso centro. Sente f...
08/12/2018

Estamos retomando nossas atividades e o nosso primeiro passo é conversar e conhecer as mulheres do nosso centro. Sente falta de um espaço feminino para estudar e debater? Vem conversar com a gente! Nossa reunião ainda não tem uma sala definida, mas será no Centro de Ciências Médicas da UFPB, na próxima segunda-feira (10/12/2018), às 12h. Para saber a sala do nosso encontro é só acompanhar nosso Instagram, .

O Coletivo Feminista Nise da Silveira surgiu em 2016 fruto dos nossos incômodos e da necessidade de trazer o estudo e de...
08/12/2018

O Coletivo Feminista Nise da Silveira surgiu em 2016 fruto dos nossos incômodos e da necessidade de trazer o estudo e debate sobre equidade de gênero e protagonismo feminino para dentro do Centro de Ciências Médicas. Vemos a medicina se consolidando como uma profissão de maioria feminina, mas que ainda assim perpetua o sistema patriarcal e o machismo, as vezes sutil e as vezes gritante. Dentro da nossa formação, sofremos em sala de aula com comentários inadequados, vivenciamos situações que culpabilizam as mulheres e aprendemos procedimentos que instrumentalizam o corpo feminino.
Ainda enquanto estudantes, já sofremos a pressão social de enquadrar nossa futura profissão em um futuro maternal, familiar, influenciando na inserção no mercado de trabalho, na escolha de especialidades, nas jornadas de trabalho, etc. Enquanto mulheres sentimos na pele a construção social do papel feminino dentro da sociedade. Nos juntamos, portanto, no desejo de discutir e desconstruir essa realidade, para nós e todas as mulheres.

"Às que vieram antes de nós", por Por Daniela Lima.(texto completo http://bit.ly/2lDol2b)[...] O incêndio da Triangle Sh...
08/03/2017

"Às que vieram antes de nós", por Por Daniela Lima.
(texto completo http://bit.ly/2lDol2b)

[...] O incêndio da Triangle Shirtwaist Company marcou de forma indelével o mês de março como um momento de se interrogar o passado para retomar o presente de forma crítica. Interrogar não apenas a história das mulheres operárias do início do século XX, mas de todas as mulheres que vieram antes de nós. A história do Dia internacional das Mulheres atravessa o movimento das mulheres operárias norte-americanas, que comemoravam em diversos Estados o Woman’s Day, desde 1908, pelo esforço do movimento de mulheres socialistas para internacionalizar a data, em 1910, e por diversos acontecimentos que marcaram a história da luta das mulheres em diferentes partes do mundo. Nenhuma dessas histórias pode ser apagada.

Entre 1911 e 1914, o Dia Internacional das Mulheres foi comemorado em datas diferentes do mês março. Apenas em 8 de março de 1917, com a deflagração da greve das tecelãs de São Petersburgo que impulsionou a Revolução Russa, esta data foi consagrada como o Dia Internacional das Mulheres. No entanto, organizações internacionais – como a ONU e a UNESCO – demoraram mais de 50 anos para reconhecer a data, e só o fizeram por pressão e insistência dos movimentos feministas.

Relembrar os caminhos que levaram a instituição dessa data é um modo resistir. Hoje, é importante impedir que o conteúdo emancipatório desta data seja substituído por um signif**ado edulcorante e conveniente ao sistema capitalista. O capitalismo não age sobre os movimentos emancipatórios unicamente com a intenção de eliminá-los: pretende sempre incorporá-los, esvaziá-los de signif**ado e potência revolucionária para transformá-los em produto.

De uma perspectiva histórica, f**a evidente o sequestro de signif**ado e o apagamento ostensivo da história do Dia Internacional das Mulheres. Um dia que, nas palavras de Alexandra Kollontai, deveria ser de “consciência política e de solidariedade internacional” (KOLLONTAI, 1982) vem se tornando uma data comercial em que o mercado ‘celebra’ estereótipos de gênero que determinaram e limitaram a vida das mulheres.

É preciso escavar os escombros que parecem se fechar sobre a história das mulheres que lutaram pelo dia 8 de março, impedir tentativas de apagamento de seus rastros e de seus nomes. Retomar o signif**ado político da história do Dia Internacional das Mulheres é uma importante ferramenta contra as fogueiras materiais e simbólicas que continuam acesas."

08/03/2017

Amanhã é o dia que as mulheres da UFPB escolheram para intensif**ar a mobilização para a Greve Internacional no dia 8 de março!
Confiram a programação do nosso Ato Político-Cultural!

07/03/2017

NISE DA SILVEIRA

Alagoana, marxista e revolucionária, Nise da Silveira ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia em 1921 como a única mulher numa turma de 157 estudantes. Graduou-se em 1926 com a tese ‘’Ensaios Sobre a Criminalidade da Mulher no Brasil’’, retornou a sua cidade natal, mas foi no Rio de Janeiro que Nise se estabeleceu e engajou-se na arte, na literatura e na política. Militou no Partido Comunista Brasileiro e, durante o Estado Novo, por sua militância, passou 15 meses no presídio Frei Caneca, onde compartilhou cela com Olga Benário e conheceu o escritor Graciliano Ramos, que a descreve em sua obra ’’Memórias de um Cárcere’’.

Extremamente humana, Nise enxergou a riqueza daqueles que até então estavam condenados a ‘’loucura’’ e a exclusão. Rebelou-se contra a psiquiatria tradicional que aplicava choques elétricos, isolamento, camisas de força, psicocirurgia e entre outros métodos que a remetiam as torturas do Estado Novo. Em 17 de abril de 1944 foi então reintegrada ao serviço público, no Hospital Pedro II, antigo Centro Psiquiátrico Nacional, no Rio de Janeiro, onde propôs um tratamento humanizado que usava a arte para reabilitar.

Foi pioneira das ideias da psiquiatria social, mas foi com a terapia ocupacional que seu trabalho ganhou notoriedade. Em 1954, criou a Seção de Terapêutica Ocupacional e Reabilitação do Centro Psiquiátrico Pedro II, que ganhou grande reconhecimento com a criação de um atelier de pintura. As obras produzidas por seus pacientes já foram expostas nacional e internacionalmente e, em 1952, foi inaugurado o Museu de Imagens do Inconsciente, que guarda todo o acervo.

Introduziu animais como forma de reavivar afetividade dos pacientes e estabelecer um ponte com "mundo exterior’’, utilizou a arte como uma comunicação não verbal única e adequada para reabilitação. Nise conseguiu com a terapia ocupacional um alcance bem mais signif**ativo que formas tradicionais de psicoterapia. Com as pinturas, os desenhos e as modelagens de seus pacientes observou a recorrência de mandalas e de temas mitológicos e religiosos. Tal expressão viva do inconsciente a aproximou da psicologia Junguiana e do próprio Jung, com quem passou a trocar cartas discutindo a linguagem das produções dos artistas psicóticos da psiquiatra alagoana.

Nise foi uma mulher corajosa e a frente de seu tempo apontou as falhas da psiquiatria, questionou o modelo manicomial, contestou práticas e demonstrou soluções. Suas ideias derrubaram os muros do manicômio e deram a loucura uma outra perspectiva. Seus feitos foram e ainda são uma representação viva de resistência ao modelo manicomial e da capacidade da mulher de transformação.

Conheça mais sobre Nise da Silveira:

*Longa-metragem: "Nise– O Coração da Loucura" (Trailer): https://www.youtube.com/watch?v=UeAUNvcM_xk

*Nise da Silveira - Posfácio: Imagens do Inconsciente:
https://www.youtube.com/watch?v=EDg0zjMe4nA

*Fotobiografia: Nise da Silveira – Caminhos de uma Psiquiatra Rebelde

http://www.denem.org.br/2017/03/06/semana-internacional-da-mulher/

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