03/02/2026
Antes de qualquer interpretação equivocada, é importante deixar algo claro:
o órgão afetado precisa, sim, de atenção e tratamento.
O ponto de reflexão aqui não é desvalorizar a especialidade médica, mas sim ampliar o olhar.
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Na prática clínica, é muito comum vermos abordagens focadas exclusivamente no órgão-alvo, quando a doença autoimune, na verdade, é resultado de um sistema imunológico desregulado, hiperativo e desequilibrado, que se manifesta em determinado órgão de acordo com a predisposição genética.
👉 Doença autoimune não é apenas sobre o órgão. É sobre o sistema imunológico.
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Por isso, compreender como funciona uma imunidade saudável é fundamental para tentar modulá-la de forma mais eficiente.
Diversos fatores influenciam diretamente esse equilíbrio, como:
✔️ Saúde intestinal e microbiota
✔️ Níveis adequados de vitaminas e minerais (ferro, zinco, vitaminas A, C, D, B12, B9, magnésio, entre outros)
✔️ Estilo de vida (sono reparador, alimentação, exercício físico, manejo do estresse e resiliência)
✔️ Ausência de tabagismo e consumo excessivo de álcool
✔️ Relações interpessoais, saúde hormonal e exposição a toxinas
Quando o cuidado se limita apenas à especialidade — pele, tireoide, articulações ou intestino — corre-se o risco de tratar manifestações isoladas, sem atuar na raiz do problema.
E essa reflexão não vem de achismos. Vem de experiência pessoal, da convivência com minha mãe portadora de doença autoimune, e de relatos recorrentes de pacientes ao longo dos anos.
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Claro, existem médicos que já adotam uma visão mais ampla e integrativa — e felizmente eles existem —, mas ainda representam uma minoria.
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✨ A reflexão é simples e necessária:
precisamos de mais profissionais interessados na pessoa como um todo, e não apenas na doença ou no órgão afetado.
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CRN6- 22883-PB
Nutricionista Luciano Lira doencacronica