19/04/2026
19 de abril | Dia dos Povos Indígenas
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19 de abril é mais que uma data comemorativa.
É um convite perene à responsabilidade ética da Psicologia brasileira!
Falar de povos indígenas é reconhecer que não existe uma única forma de existir, sentir e produzir saúde. Ser indígena não é fenótipo nem documento, mas pertencimento histórico, cultural, político e territorial.
Os povos indígenas seguem, historicamente, enfrentando violências, apagamentos e negações de direitos que atravessam os corpos, os territórios e também a saúde mental. Ao mesmo tempo, seguem produzindo resistência, saberes, espiritualidades e modos próprios de cuidado e de Bem Viver.
Para a Psicologia, isso exige ampliar escutas e práticas. Reconhecer o território como condição de existência, o corpo como corpo-território e a espiritualidade como dimensão legítima da subjetividade. Signif**a também compreender a diversidade e a heterogeneidade dos povos indígenas, rompendo com modelos únicos e perspectivas eurocentradas de cuidado.
As Referências Técnicas do Sistema Conselhos de Psicologia já apontam caminhos para uma atuação comprometida com os povos originários, baseada em letramento histórico, respeito às diferenças e construção de uma Psicologia pluriversa, situada e socialmente implicada.
Nosso Código de Ética é claro ao afirmar que a Psicologia deve promover saúde e qualidade de vida, contribuindo para a eliminação de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Não há saúde mental onde há apagamento.
Não há cuidado possível sem território, dignidade e reconhecimento. Que o Abril Indígena não seja apenas memória, mas esse contínuo deslocamento: um chamado para que a Psicologia permaneça caminhando junto aos povos indígenas destes Brasis (Pindorama), fortalecendo vidas, existências e futuros possíveis.
Ynatekiê — palavra da língua Dzubukuá Kipeá - dos Kariri, em processo de retomada, que expressa saudação, agradecimento e reconhecimento do encontro.