Dra Tadiane Luiza Ficagna

Dra Tadiane Luiza Ficagna Médica Psiquiatra
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Transtorno bipolar não é só humor.E é exatamente por isso que tanta gente passa anos com o diagnóstico errado.A bipolari...
28/01/2026

Transtorno bipolar não é só humor.
E é exatamente por isso que tanta gente passa anos com o diagnóstico errado.

A bipolaridade envolve energia, sono, impulsividade, ritmo interno, pensamento e atenção. Em muitos casos, especialmente na bipolaridade tipo II e na ciclotimia, o humor nem é o sintoma que mais chama atenção.

O que aparece são quadros de ansiedade, desatenção, irritabilidade, impulsividade, depressões que vão e voltam. E aí surgem rótulos como TDAH ou depressão recorrente, quando o transtorno bipolar ainda não foi reconhecido ou estabilizado.

Nem toda desatenção é TDAH.
Nem toda impulsividade é traço de personalidade.
Nem toda depressão é unipolar.

Diagnóstico não é detalhe técnico.
É o que muda completamente o tratamento e o prognóstico.

Quando falamos em transtorno bipolar, a distinção entre tipo I e tipo II não se resume à nomenclatura diagnóstica. Ela r...
27/01/2026

Quando falamos em transtorno bipolar, a distinção entre tipo I e tipo II não se resume à nomenclatura diagnóstica. Ela reflete diferenças na forma como a ativação patológica dos sistemas de energia, impulso e foco se organiza e se expressa clinicamente.

Na bipolaridade tipo I, a ativação assume a forma de mania, com aumento intenso de energia, redução clara da necessidade de sono, prejuízo do juízo crítico e comprometimento funcional evidente. A quebra de limites costuma ser observável, assim como os danos sociais, ocupacionais e relacionais.

Na bipolaridade tipo II, a ativação ocorre como hipomania. Não se trata de uma versão leve da mania. Trata-se de um estado sustentado de aceleração interna, com aumento de impulsividade, pressa psíquica, obstinação em objetivos específicos e estreitamento do repertório mental. A euforia exuberante não é o elemento central. Muitas vezes, o que predomina é a tensão interna contínua.

Nesses períodos, a pessoa pode ser percebida como mais fria, distante ou autocentrada. Isso não expressa traço de caráter. Reflete um estado de ativação que reduz a sensibilidade emocional, compromete a empatia e altera a forma de se vincular.

Por isso, a bipolaridade tipo II é frequentemente subdiagnosticada e confundida com traços de personalidade, rigidez emocional ou escolhas pessoais. Quando, na realidade, estamos diante de um estado patológico de ativação sustentada, com impacto cumulativo nas relações, na identidade e na trajetória de vida.

Reconhecer a hipomania não é rotular. É oferecer precisão diagnóstica, proteção dos vínculos e a possibilidade de interromper um curso de adoecimento que, sem nome, costuma ser atribuído à pessoa e não ao transtorno.

Muitas ideias sobre saúde mental ainda são baseadas em medo, desinformação e estigma.Ao longo dos anos, o que mais vejo ...
27/01/2026

Muitas ideias sobre saúde mental ainda são baseadas em medo, desinformação e estigma.
Ao longo dos anos, o que mais vejo é que não tratar, adiar ou minimizar costuma custar mais do que cuidar.

O transtorno bipolar costuma carregar uma forte herança genética.Mas essa herança não se manifesta da mesma forma em tod...
20/01/2026

O transtorno bipolar costuma carregar uma forte herança genética.
Mas essa herança não se manifesta da mesma forma em todos.

Dentro de uma mesma família, é comum vermos pessoas com níveis muito diferentes de comprometimento. Algumas adoecem de forma evidente. Outras seguem funcionais, mas com traços persistentes que impactam relações, decisões e o ambiente emocional da casa.

Quando vários membros são sintomáticos em algum grau, a convivência pode se tornar um fator de instabilidade contínua, mesmo sem intenção.

Informação não é para rotular ninguém.
É para ajudar a reconhecer padrões, ampliar consciência e reduzir sofrimento.

Antes de assumir uma depressão verdadeiramente resistente, é fundamental revisar o caminho do tratamento.Duração insufic...
16/01/2026

Antes de assumir uma depressão verdadeiramente resistente, é fundamental revisar o caminho do tratamento.

Duração insuficiente, dose abaixo da faixa terapêutica, baixa adesão, diagnóstico incompleto e comorbidades não abordadas são fatores comuns e frequentemente subestimados.

Uma parte relevante dos quadros inicialmente classificados como resistentes deixa de sê-lo após essa revisão criteriosa.

A resposta ao tratamento da depressão não depende apenas do remédio escolhido.Existem fatores clínicos que, quando prese...
14/01/2026

A resposta ao tratamento da depressão não depende apenas do remédio escolhido.
Existem fatores clínicos que, quando presentes, costumam estar associados a uma resposta mais difícil.

Histórico de múltiplos episódios, início precoce da doença, sintomas ansiosos ou mistos, trauma, alterações persistentes do sono e condições inflamatórias ou dor crônica são alguns deles.

Reconhecer esses fatores não é rotular o paciente.
É entender melhor o quadro para ajustar a estratégia e não insistir em abordagens que tendem a funcionar menos.

Depressão resistente ao tratamento não é algo raro.Para muitas pessoas, o primeiro antidepressivo melhora parcialmente o...
12/01/2026

Depressão resistente ao tratamento não é algo raro.
Para muitas pessoas, o primeiro antidepressivo melhora parcialmente os sintomas, mas não leva à remissão completa.

Os dados mostram que a não resposta inicial é relativamente frequente e que, a cada nova troca isolada de medicação, a chance de resposta tende a diminuir.

Quando isso acontece, o tratamento precisa mudar de lógica. Em vez de apenas trocar remédios, é necessário ajustar a estratégia, revisar o diagnóstico e, muitas vezes, combinar abordagens com melhor sustentação clínica.

Distração não é diagnóstico.Ansiedade e TDAH podem parecer iguais por fora, mas funcionam de formas muito diferentes por...
11/01/2026

Distração não é diagnóstico.
Ansiedade e TDAH podem parecer iguais por fora, mas funcionam de formas muito diferentes por dentro.
Entender o porquê da desatenção muda completamente a avaliação e o tratamento.

A cena chamou atenção e virou piada.Uma senhora foi ao aeroporto convencida de que um ator famoso viria encontrá-la.Para...
09/01/2026

A cena chamou atenção e virou piada.

Uma senhora foi ao aeroporto convencida de que um ator famoso viria encontrá-la.

Para a psiquiatria, isso não é curiosidade nem exagero.
É um exemplo de delírio erotomaníaco, descrito há décadas, com critérios claros e riscos reais quando não reconhecido.

Nem todo comportamento estranho é escolha.
Antes de julgar, se informe melhor.

Ano novo começou assim:chuva fina, cedo, sem aviso.E ele rindo.Enquanto muitos de nós aprendemos, com o tempo, a fugir d...
01/01/2026

Ano novo começou assim:
chuva fina, cedo, sem aviso.
E ele rindo.

Enquanto muitos de nós aprendemos, com o tempo, a fugir do desconforto, o Bernardo entrou inteiro na experiência. Molhou o cabelo, a roupa, o chão. E ficou feliz.

Crianças não perguntam se é o cenário ideal.
Elas sentem.
E respondem ao que está vivo no momento.

Talvez o ano que começa não venha ensolarado todos os dias.
Talvez traga ajustes, improvisos, pequenas molhações fora do script.

Existe algo profundamente regulador em permitir-se sentir o que vem, em vez de lutar contra cada gota.

Que em 2026 a gente consiga, ao menos algumas vezes, fazer como ele.
Estar presente, mesmo quando não está perfeito.
E descobrir que alegria não depende de controle…

2025, muita coisa sobre saúde mental viralizou.Nem tudo que viraliza é comprovado — e isso é perigoso.Algumas ideias par...
30/12/2025

2025, muita coisa sobre saúde mental viralizou.
Nem tudo que viraliza é comprovado — e isso é perigoso.

Algumas ideias parecem modernas, libertadoras, até acolhedoras.
Mas quando chegam no consultório, não sustentam tratamento, não reduzem recaídas e, às vezes, atrasam o cuidado.

Questionar modas também é proteger pacientes.
E fazer psiquiatria com critério nunca sai de moda.

👉 Faltou algum “hype” aí?
Conta nos comentários o que você mais tem visto — ou ouvido — por aí.

Nas festas de fim de ano, o álcool costuma aparecer como algo automático.Quase um detalhe da celebração.Mas para algumas...
24/12/2025

Nas festas de fim de ano, o álcool costuma aparecer como algo automático.
Quase um detalhe da celebração.

Mas para algumas pessoas, ele não é inofensivo.

Para quem tem ou já teve dependência química, não existe consumo seguro. Mesmo pequenas quantidades podem reativar circuitos cerebrais ligados à recaída.

E para quem usa medicações psicotrópicas, o álcool pode potencializar sedação, aumentar o risco de acidentes, piorar sintomas e desorganizar um tratamento que vinha funcionando bem.

Muitas vezes, a piora clínica não vem do remédio. Vem da interação com o álcool.

Cuidar da saúde mental também passa por escolhas difíceis, especialmente em ambientes sociais. Dizer não pode ser um ato de proteção, não de fragilidade.

Se isso toca você, converse com seu médico. Seu tratamento merece atravessar as festas em segurança.

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