Dra Tadiane Luiza Ficagna

Dra Tadiane Luiza Ficagna Médica Psiquiatra
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Uma das maiores angústias que vejo em consultório é esta:“Se eu usar medicação, não vou poder amamentar.”Esse medo é com...
25/02/2026

Uma das maiores angústias que vejo em consultório é esta:
“Se eu usar medicação, não vou poder amamentar.”

Esse medo é compreensível. Mas, na maioria dos casos, não corresponde à realidade.

A maioria das medicações psiquiátricas passa para o leite em quantidades muito pequenas — frequentemente consideradas clinicamente seguras.

Por outro lado, o impacto de uma doença psiquiátrica não tratada no pós-parto pode ser profundo: aumenta o risco de recaída, prejudica o vínculo e expõe a mãe a um sofrimento desnecessário.

A decisão nunca é genérica. É individual.

O objetivo não é escolher entre tratar a mãe ou proteger o bebê.
É fazer ambos.

Tratamento adequado é uma forma de cuidado materno.

Não apenas com o bebê.
Mas com a mãe também.

Depressão e obesidade frequentemente caminham juntas.E isso muda a forma como o tratamento precisa ser pensado.Quando um...
23/02/2026

Depressão e obesidade frequentemente caminham juntas.
E isso muda a forma como o tratamento precisa ser pensado.

Quando um paciente chega com depressão associada a ganho de peso, fadiga intensa, aumento do apetite e sono não reparador, estamos diante de um quadro em que os sistemas que regulam humor e metabolismo estão profundamente interligados.

Inflamação crônica, alterações no eixo do estresse, resistência à insulina no cérebro e disfunções nos circuitos de recompensa influenciam simultaneamente energia, motivação, comportamento alimentar e regulação emocional.

Isso ajuda a explicar por que alguns pacientes não melhoram completamente quando o tratamento foca apenas no humor.

O metabolismo influencia a resposta ao tratamento.
O sono influencia a estabilidade emocional.
A inflamação influencia a capacidade de sentir prazer e energia.

Por isso, o cuidado precisa ser integrado.

Isso inclui escolhas farmacológicas mais cuidadosas, atenção ao perfil metabólico das medicações, intervenções sobre o sono, acompanhamento nutricional estruturado e, em alguns casos, tratamento específico da obesidade.

Não como um cuidado estético.
Como parte do tratamento da própria depressão.

Quando compreendemos isso, deixamos de tratar sintomas isolados.
E passamos a tratar o sistema como um todo.

Esse é um dos caminhos mais consistentes para melhorar prognóstico, funcionalidade e qualidade de vida.

Grande parte das pessoas não chega ao consultório dizendo “estou deprimido” ou “estou em hipomania”.Elas chegam dizendo ...
22/02/2026

Grande parte das pessoas não chega ao consultório dizendo “estou deprimido” ou “estou em hipomania”.

Elas chegam dizendo que estão cansadas. Irritadas. Distraídas. Sobrecarregadas. Diferentes de quem costumavam ser.

Continuam funcionando. Mas com um custo interno muito alto.

Muitas vezes, passaram anos acreditando que o problema era falta de disciplina, fraqueza ou incapacidade pessoal.

Não era.

E existe algo profundamente transformador quando a pessoa entende isso.

Não porque receber um diagnóstico seja simples.

Mas porque, pela primeira vez, algo começa a fazer sentido.

Se você se identificou com isso, saiba que não é incomum.

E que existem caminhos seguros e ef**azes para recuperar estabilidade, clareza e qualidade de vida.

Algumas mulheres chegam ao consultório com uma longa história de diagnósticos.Depressão. Ansiedade. Bipolaridade.E, de f...
18/02/2026

Algumas mulheres chegam ao consultório com uma longa história de diagnósticos.

Depressão. Ansiedade. Bipolaridade.

E, de fato, muitas apresentam sintomas reais, que causam sofrimento e prejuízo.

Mas, quando a gente reconstrói a história com cuidado, algo começa a se organizar de uma forma diferente.

Não são apenas episódios que começaram em algum momento da vida adulta.

É um padrão que esteve presente desde muito antes na forma de perceber, sentir e responder ao mundo.

Muita coisa que foi lida como “humor” era, na verdade, esforço.

Esforço para entender o que nunca foi intuitivo.
Esforço para responder do jeito esperado.
Esforço para sustentar um funcionamento que, por dentro, custava muito mais do que aparecia.

Quando esse esforço se torna contínuo, o organismo começa a falhar.

O sono desorganiza. A energia oscila. A tolerância diminui.

E isso pode parecer, à primeira vista, um transtorno do humor.

Mas, sem compreender o funcionamento de base, a leitura f**a incompleta.

E é assim que muitas mulheres passam anos tratando apenas as consequências sem que a origem seja realmente reconhecida.

Muita gente passa anos tratando ansiedade, insônia ou “depressão resistente” quando, na verdade, está dentro do espectro...
09/02/2026

Muita gente passa anos tratando ansiedade, insônia ou “depressão resistente” quando, na verdade, está dentro do espectro bipolar.

No consultório, isso costuma aparecer como uma história longa de antidepressivos, melhora parcial, depois nova piora. Surge a sensação de que o remédio “parou de funcionar”. A agitação continua, a irritabilidade persiste, o sono nunca estabiliza. Há períodos de produtividade aumentada que alternam com exaustão profunda.

E a conclusão frequente é: meu caso é resistente.

Em muitos casos, o que está em jogo não é resistência simples. É diagnóstico impreciso.

Transtorno bipolar exige outro raciocínio clínico. Antidepressivo isolado pode aumentar agitação, intensif**ar irritabilidade, precipitar hipomania e acelerar ciclos de humor. O quadro passa a parecer uma ansiedade interminável.

Quando o diagnóstico é ajustado, a condução muda. O foco passa a ser estabilizar o humor, reduzir instabilidade, proteger o sono e prevenir recaídas.

Se você já usou vários antidepressivos e continua agitado, irritado e dormindo mal, vale refletir se o diagnóstico está claro.

Cuidar da saúde mental exige compromisso dos dois lados.Eu entrego responsabilidade técnica.Espero compromisso com o pro...
08/02/2026

Cuidar da saúde mental exige compromisso dos dois lados.

Eu entrego responsabilidade técnica.
Espero compromisso com o processo.

Eu ainda escuto com frequência frases como:“Mas isso não é só para acalmar?”“Vai f**ar dependente?”“Não é exagero?”Exist...
05/02/2026

Eu ainda escuto com frequência frases como:
“Mas isso não é só para acalmar?”
“Vai f**ar dependente?”
“Não é exagero?”

Existe muita opinião sobre psicofármacos.
E pouca compreensão real sobre o que eles fazem.

Medicamentos psiquiátricos não existem para sedar pessoas.
Eles existem para modular circuitos cerebrais que estão funcionando de forma desregulada.

Depressão recorrente não tratada aumenta risco de cronif**ação.
Episódios maníacos repetidos podem trazer prejuízo funcional progressivo.
Ansiedade grave sustentada altera resposta ao estresse, sono, cognição.

O cérebro é um órgão.
E quando ele adoece, precisa de tratamento adequado.

Nem todo caso exige medicação.
Mas quando ela é indicada, não é por conveniência.
É por critério técnico.

Interromper tratamento por medo, preconceito ou opinião leiga pode custar caro em termos de estabilidade, funcionamento e qualidade de vida.

Psiquiatria é medicina.
Psicofarmacologia é ciência aplicada.
E cuidado sério exige responsabilidade.

Seu cérebro merece o mesmo respeito que qualquer outro órgão do seu corpo.

No consultório eu observo uma coisa com frequência: o paciente melhora do humor, mas o sono continua instável.O transtor...
04/02/2026

No consultório eu observo uma coisa com frequência: o paciente melhora do humor, mas o sono continua instável.

O transtorno bipolar envolve alterações no ciclo circadiano. O cérebro que regula emoção também organiza ritmo biológico. Quando esse ritmo oscila, a estabilidade f**a mais vulnerável.

A literatura mostra associação consistente entre privação de sono e virada maníaca. Também há maior risco de recaída depressiva quando o sono permanece irregular ao longo do tempo.

Por isso eu acompanho horário de dormir, variações de rotina, viagens, viradas de noite e uso de álcool com muita atenção.

Estabilidade sustentada inclui previsibilidade biológica.

Sono, no transtorno bipolar, é pilar de manutenção.

Transtorno bipolar não é só humor.E é exatamente por isso que tanta gente passa anos com o diagnóstico errado.A bipolari...
28/01/2026

Transtorno bipolar não é só humor.
E é exatamente por isso que tanta gente passa anos com o diagnóstico errado.

A bipolaridade envolve energia, sono, impulsividade, ritmo interno, pensamento e atenção. Em muitos casos, especialmente na bipolaridade tipo II e na ciclotimia, o humor nem é o sintoma que mais chama atenção.

O que aparece são quadros de ansiedade, desatenção, irritabilidade, impulsividade, depressões que vão e voltam. E aí surgem rótulos como TDAH ou depressão recorrente, quando o transtorno bipolar ainda não foi reconhecido ou estabilizado.

Nem toda desatenção é TDAH.
Nem toda impulsividade é traço de personalidade.
Nem toda depressão é unipolar.

Diagnóstico não é detalhe técnico.
É o que muda completamente o tratamento e o prognóstico.

Quando falamos em transtorno bipolar, a distinção entre tipo I e tipo II não se resume à nomenclatura diagnóstica. Ela r...
27/01/2026

Quando falamos em transtorno bipolar, a distinção entre tipo I e tipo II não se resume à nomenclatura diagnóstica. Ela reflete diferenças na forma como a ativação patológica dos sistemas de energia, impulso e foco se organiza e se expressa clinicamente.

Na bipolaridade tipo I, a ativação assume a forma de mania, com aumento intenso de energia, redução clara da necessidade de sono, prejuízo do juízo crítico e comprometimento funcional evidente. A quebra de limites costuma ser observável, assim como os danos sociais, ocupacionais e relacionais.

Na bipolaridade tipo II, a ativação ocorre como hipomania. Não se trata de uma versão leve da mania. Trata-se de um estado sustentado de aceleração interna, com aumento de impulsividade, pressa psíquica, obstinação em objetivos específicos e estreitamento do repertório mental. A euforia exuberante não é o elemento central. Muitas vezes, o que predomina é a tensão interna contínua.

Nesses períodos, a pessoa pode ser percebida como mais fria, distante ou autocentrada. Isso não expressa traço de caráter. Reflete um estado de ativação que reduz a sensibilidade emocional, compromete a empatia e altera a forma de se vincular.

Por isso, a bipolaridade tipo II é frequentemente subdiagnosticada e confundida com traços de personalidade, rigidez emocional ou escolhas pessoais. Quando, na realidade, estamos diante de um estado patológico de ativação sustentada, com impacto cumulativo nas relações, na identidade e na trajetória de vida.

Reconhecer a hipomania não é rotular. É oferecer precisão diagnóstica, proteção dos vínculos e a possibilidade de interromper um curso de adoecimento que, sem nome, costuma ser atribuído à pessoa e não ao transtorno.

Muitas ideias sobre saúde mental ainda são baseadas em medo, desinformação e estigma.Ao longo dos anos, o que mais vejo ...
27/01/2026

Muitas ideias sobre saúde mental ainda são baseadas em medo, desinformação e estigma.
Ao longo dos anos, o que mais vejo é que não tratar, adiar ou minimizar costuma custar mais do que cuidar.

O transtorno bipolar costuma carregar uma forte herança genética.Mas essa herança não se manifesta da mesma forma em tod...
20/01/2026

O transtorno bipolar costuma carregar uma forte herança genética.
Mas essa herança não se manifesta da mesma forma em todos.

Dentro de uma mesma família, é comum vermos pessoas com níveis muito diferentes de comprometimento. Algumas adoecem de forma evidente. Outras seguem funcionais, mas com traços persistentes que impactam relações, decisões e o ambiente emocional da casa.

Quando vários membros são sintomáticos em algum grau, a convivência pode se tornar um fator de instabilidade contínua, mesmo sem intenção.

Informação não é para rotular ninguém.
É para ajudar a reconhecer padrões, ampliar consciência e reduzir sofrimento.

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