10/02/2026
Gestação molar
Na medicina temos doenças extremamente raras. Certa vez, recebi o telefonema de um amigo contando que a esposa estava com câncer de colo de útero, com metástases em cérebro, fígado, pulmão, isto é, sem esperança.
Foi um choque, ele me contou toda a história. Ela teve bebê três meses antes do câncer ser descoberto. Muito estranho.
O diagnóstico foi feito uma curetagem por sangramento. Muito estranho. Ela fazia preventivo do câncer de colo uterino anualmente, sempre normal. Muito estranho.
Recomendei que ela procurasse um ginecologista especialista em câncer, liguei para o colega, que também achou tudo muito estranho. Ele pediu ao patologista para revisar a lâmina da biópsia e contou a história clínica.
Mudou o diagnóstico, “câncer de placenta”, extremamente raro, mas de ótima resposta ao tratamento, paciente fez alguns ciclos de quimioterapia e ficou curada. Tragédia com final feliz.
Mais comum que a doença anterior, temos a gestação molar, um doença onde se desenvolve, de maneira anormal, somente a placenta. Existe uma modalidade onde a mola pode apresentar um embrião geneticamente imperfeito, e não evolui.
A mola desenvolve por um problema na fecundação, quando o resultado desta, resulta em uma gestação 23/X ou Y, ou 69### ou Y, com carga genética diferente da nossa 46 XX ou Y.
O tratamento é curetagem uterina e em alguns casos quimioterapia. É necessário um acompanhamento semanal até o teste de gravidez negativar. Neste momento podemos conversar novamente sobre gestação.
Um abraço
Jean
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