12/07/2012
CIA DO BRONZE .. Você sabia que os alimentos também podem provocar alergia? Pois é, para a maioria das pessoas, comer amendoim, camarão ou carne suina é uma situação normal. No entanto, o consumo de tais alimentos por alguns signif**a ter que enfrentar sintomas desagradáveis, decorrentes dos processos alérgicos.
A alergia alimentar é uma doença caracterizada pelo aparecimento de reações adversas após o consumo de um determinado alimento, tendo como mediador o sistema imune. Nesse caso, o organismo identif**a parte do alimento como substância estranha ou ameaçadora que precisa ser eliminada através dos mecanismos de defesa, de maneira semelhante de quando é invadido por agentes causadores de doenças (bactérias ou vírus).
Para que uma reação alérgica a um alimento ocorra, proteínas ou outras moléculas grandes do alimento devem ser absorvidas pelo trato gastrointestinal, interagir com o sistema imune e produzir uma resposta. Sob condições normais, o intestino fornece uma barreira que impede a absorção da maioria das proteínas íntegras, sendo necessária a digestão prévia com a transformação em partículas menores passíveis de absorção (aminoácidos).
A substância capaz de desencadear a alergia, que na maior parte dos casos é uma proteína, recebe o nome de alergênio ou alérgeno. Os alimentos mais comumente envolvidos em alergia alimentar são: leite de vaca, carne de porco, ovo, peixe, tomate, laranja, banana, soja, nozes, amendoim, trigo, chocolate, camarão e marisco.
Os sintomas geralmente aparecem dentro de duas horas após a ingestão do alimento e variam de acordo com a quantidade de alérgeno absorvida, os tipos de reações que ocorrem e a sensibilidade do órgão alvo.
Os principais sintomas relatados são: dor abdominal, náusea, vômito, diarréia, sangramento gastrointestinal, prurido (coceira) na boca ou na garganta. Podem aparecer também manifestações cutâneas como vermelhidão, urticária, feridas, inchaço.
Entre os fatores de risco para a alergia alimentar estão: hereditariedade, sistema imune imaturo e flora intestinal não totalmente desenvolvida. A herança genética é considerada o principal fator no desenvolvimento da alergia.
As alergias alimentares atingem mais as crianças do que os adultos pois, nessa fase, a barreira intestinal (flora e imunidade) ainda é deficiente, permitindo a passagem de macromoléculas (proteínas) para dentro do organismo sem a digestão prévia.
Na vida adulta, o aumento da permeabilidade intestinal pode ocorrer na presença de doenças que comprometam a mucosa do intestino ou que afetem a imunidade desse órgão.
Os alimentos identif**ados devem ser eliminados da alimentação por 2 semanas ou até que os sintomas desapareçam. Em seguida, é feita a reintrodução dos alimentos, um de cada vez e em pequena quantidade, com observação cuidadosa dos sintomas. A quantidade de alimento oferecida é então aumentada gradativamente, até que se confirme ou não a suspeita. Se houver a confirmação, um limite de aceitação é estabelecido.
O tratamento consiste na retirada do alimento responsável pela alergia da alimentação. O consumo de pequenas quantidades irá depender da tolerância individual de cada pessoa.