16/09/2015
Maria Carolina - Cuidadora de Idosos e enfermagem.
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A queda é o mais sério e freqüente trauma que ocorre com os idosos e a principal causa de morte acidental de pessoas acima de 65 anos. Além disso, 30% dos idosos com mais de duas quedas anuais, que sofrem alguma lesão, apresentam redução da mobilidade, da independência e aumento do risco de morte. Quase metade destas mortes associam-se a fratura de fêmur. Após a hospitalização, algumas complicações também podem culminar em morte, como pneumonia, infarto do miocárdio e embolia pulmonar.
De acordo com um estudo do Conselho Regional de Medicina, 55% dos idosos acima de 85 anos sofrem quedas e 30% caem pelo menos uma vez por ano. As quedas respondem por 70% das mortes acidentais em pessoas acima de 75 anos e é a sexta causa de óbito em pacientes com mais de 65 anos.
A maioria dos idosos cai da própria altura (tombo) e 70% das quedas ocorrem em casa. As quedas normalmente estão relacionadas a problemas com ambiente, tais como: piso escorregadio, relatado como maior causa de queda; objetos no chão, queda da cama e problemas com degrau, entre outros.
A prevenção passa pelo conhecimento dos fatores de risco, como a história prévia das quedas.
Quanto aos fatores externos, destacam-se a iluminação inadequada, superfícies escorregadias, tapetes soltos ou com dobras, degraus altos ou estreitos e obstáculos no caminho. Também contribuem para as quedas, a ausência de corrimãos em corredores e banheiros, prateleiras excessivamente baixas ou elevadas, roupas e sapatos inadequados e via pública mal conservada com buracos ou irregularidades.
É importante a adoção de um programa de exercício físico, respeitando as limitações de cada idoso, para melhorar a força muscular e o equilíbrio.
A população no mundo está ficando cada vez mais velha e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), por volta de 2.025, pela primeira vez na história, haverá mais idosos do que crianças no planeta. O Brasil, que já foi celebrado como o país dos jovens, tem hoje cerca de 13,5 milhões de idosos, que representam 8% de sua população. Em 20 anos, o País será o sexto no mundo com o maior número de pessoas idosas.
O avanço da medicina e a melhora na qualidade de vida são as principais razões dessa elevação da expectativa de vida em todo o mundo.
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