Maira Engelmann

Maira Engelmann "Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda." ( Freud )

29/12/2025

Pílulas Antimachismo – “Desconstrução”
A palavra‑chave de qualquer transformação real: desconstrução.
Ruth Maus nos convida a imaginar uma parede de Lego dentro da nossa cabeça.
Cada peça colocada ali em algum momento da vida:
quando vimos nossa mãe tirar a mesa enquanto nosso pai permanecia sentado;
quando normalizamos presidentes e primeiros‑ministros quase sempre homens;
quando o noticiário julgou a roupa de uma vítima antes do agressor;
quando filmes ensinaram que princesas precisam ser salvas.
Essa parede cresce em silêncio, peça por peça.
Mas ela não é de concreto.
Não está cimentada.
Ela pode ser desmontada.
E cada vez que nomeamos uma dessas peças — um comentário, uma expectativa, um gesto automático — abrimos espaço para respirar, sentir, escolher.
Desconstruir não é destruir.
É mover, reorganizar, desfazer o automático para que a relação consigo e com o outro possa existir com mais verdade.
A pergunta que f**a para hoje é simples e profunda:
Qual é uma peça dessa parede que você já consegue enxergar dentro de você?

No próximo episódio, vamos abrir uma provocação importante que a Ruth traz:
“O mundo já não é mais tão machista assim… As coisas estão melhorando, né?”
Vamos olhar para o patriarcado como estrutura — não como opinião — e entender o machismo como uma das formas de funcionamento desse sistema.
Em fevereiro começa meu grupo online para homens – Ponte entre Mundos.
Um espaço seguro para quem deseja compreender seus vínculos, responsabilidades e afetos sem medo, sem julgamento, e com coragem amorosa.
Se quiser saber mais, me chama por mensagem.

22/12/2025

Nesse episódio da série “Pílulas Antimachismo”a palavra‑chave é: desconstrução. Ruth Maus, autora do livro “Guia Prático Antimachismo” nos convida a imaginar uma parede de Lego dentro da nossa cabeça. Cada peça colocada ali em algum momento da vida: quando vimos nossa mãe tirar a mesa enquanto nosso pai permanecia sentado; quando normalizamos presidentes e primeiros‑ministros quase sempre homens; quando o noticiário julgou a roupa de uma vítima antes do agressor; quando filmes ensinaram que princesas precisam ser salvas. Essa parede cresce em silêncio, peça por peça. Mas ela não é de concreto. Não está cimentada. Ela pode ser desmontada. E cada vez que nomeamos uma dessas peças — um comentário, uma expectativa, um gesto automático — abrimos espaço para respirar, sentir, escolher. Desconstruir não é destruir. É mover, reorganizar, desfazer o automático para que a relação consigo e com o outro possa existir com mais verdade.

A pergunta que f**a para hoje é simples e profunda:
Qual é uma peça dessa parede que você já consegue enxergar dentro de você?

No próximo episódio, vamos abrir uma provocação importante que a Ruth traz: “O mundo já não é mais tão machista assim… As coisas estão melhorando, né?” Vamos olhar para o patriarcado como estrutura — não como opinião — e entender o machismo como uma das formas de funcionamento desse sistema.

Em fevereiro começa meu grupo online para homens – Ponte entre Mundos. Um espaço seguro para aqueles que desejam compreender seus vínculos, responsabilidades e afetos sem medo, sem julgamento, e com coragem amorosa. Se quiser saber mais, me chama por mensagem.

18/12/2025

O amor, segundo Clarice Lispector, nunca chega como promessa de plenitude. Ele chega como risco. Como pobreza. Não a pobreza material, mas aquela que nasce quando abrimos mão do nosso próprio centro para permitir que o outro exista — dentro, ao lado e, às vezes, até demais.

Quando amo, diz Clarice, eu me esvazio um pouco de mim. E é justamente aí que a psicanálise encontra a literatura: no reconhecimento de que amar é um movimento de descentramento, uma pequena morte do narcisismo, um ensaio de entrega que dói porque desloca. Ser pobre de si é, paradoxalmente, o que nos enriquece no vínculo. É o que nos torna capazes de sentir essa mistura tão humana — rir e chorar ao mesmo tempo, desejar e temer, vibrar e hesitar. Amor feliz que sofre, como ela mesma escreveu. Ambivalência pura.

Vida pulsando onde não há garantias. E talvez seja por isso que, quando retiramos o verniz romântico do amor, finalmente respiramos. Entendemos sua impermanência, sua oscilação natural, sua dança entre afeto, raiva, medo e reencontro. E diminuímos o sofrimento que nasce da fantasia de eternidade. Clarice nos lembra: o amor é verdade justamente porque não promete durar. E a psicanálise nos convida a olhar esse lugar sem ilusões — mas com profundidade, coragem e honestidade afetiva.

Se esse tema te atravessa, segue por aqui. Estou compartilhando trechos das minhas lives de leitura comentada do livro “Relacionamentos”, da The School of Life, e reflexões para quem deseja construir vínculos mais saudáveis na prática.

Atendo casais que buscam relações mais conscientes e cuidadas, e também acompanho individualmente quem deseja se relacionar melhor — inclusive quem precisa encerrar uma história que já não faz sentido, mas ainda não consegue sair sozinha. Se quiser entender suas dinâmicas afetivas, fortalecer seu caminho ou transformar seus padrões, pode me chamar por mensagem.

E segue a página para continuar recebendo conteúdos profundos, práticos e sensíveis sobre relacionamentos.

16/12/2025

O porto é o lugar onde a gente ancora quando precisa.
Quando estamos cansados, machucados, sem força, sem direção.

Ele é “seguro” não porque é confortável, mas porque — naquele momento — nos dá alguma sustentação para reorganizar a rota.

Só que tem algo importante:
Porto seguro não é destino final.
É estação. É pausa. É transição.
Alguns portos vão ser desconfortáveis.
Mas são desconfortos que nos preparam para a próxima viagem.
Eles nos dão maturidade, paciência, resiliência.
Ali, mesmo vivendo desafios, ainda existe algum tipo de proteção que permite que a coragem nasça.

O problema é quando o porto vira prisão.
Quando a gente esquece que a viagem precisa continuar.
Quando a segurança vira dependência.
Ou quando o conforto vira medo de partir.
E aí não é mais porto.
É apego.
É estagnação.
É autoconfiança perdida.

Ao longo da vida, vamos chegando em diferentes portos.
E é importante se perguntar:
“O que ainda me mantém aqui?
E o que já me chama para o mar de novo?”

Às vezes encontramos novos tripulantes — pessoas que vão navegar com a gente por um trecho.
Às vezes alguém desembarca.
E às vezes somos nós que precisamos levantar âncora e seguir.

Porque a vida é assim:
Um movimento constante entre chegar, aprender, agradecer… e partir.

16/12/2025

O porto é o lugar onde a gente ancora quando precisa.
Quando estamos cansados, machucados, sem força, sem direção.

Ele é “seguro” não porque é confortável, mas porque — naquele momento — nos dá alguma sustentação para reorganizar a rota.

Só que tem algo importante:
Porto seguro não é destino final.
É estação. É pausa. É transição.
Alguns portos vão ser desconfortáveis.
Mas são desconfortos que nos preparam para a próxima viagem.

Eles nos dão maturidade, paciência, resiliência.
Ali, mesmo vivendo desafios, ainda existe algum tipo de proteção que permite que a coragem nasça.

O problema é quando o porto vira prisão.
Quando a gente esquece que a viagem precisa continuar.
Quando a segurança vira dependência.
Ou quando o conforto vira medo de partir.
E aí não é mais porto.
É apego.
É estagnação.
É autoconfiança perdida.

Ao longo da vida, vamos chegando em diferentes portos.
E é importante se perguntar:
“O que ainda me mantém aqui?
E o que já me chama para o mar de novo?”

Às vezes encontramos novos tripulantes — pessoas que vão navegar com a gente por um trecho.
Às vezes alguém desembarca.
E às vezes somos nós que precisamos levantar âncora e seguir.

Porque a vida é assim:
Um movimento constante entre chegar, aprender, agradecer… e partir.

15/12/2025

Bem-vindas e bem-vindos à série “Pílulas Antimachismo”. Começamos esse primeiro episódio com algo que me toca nesse trecho: a ideia de coragem. A coragem de olhar para dentro. De admitir que o machismo não vive só nos ‘outros’. Ele vive também nas pequenas escolhas, nas frases automáticas, nas expectativas que colocamos uns sobre os outros. Na psicanálise, a gente trabalha muito com a noção de reconhecer repetições. E o machismo é justamente isso: uma repetição cultural, emocional, geracional. Algo que foi aprendido sem ser questionado. E que continua vivendo dentro de nós enquanto não fazemos esse movimento de olhar. Esse assumir não é sobre culpa. Não é sobre vergonha. É sobre perceber como reproduzimos estruturas. Como mulheres, como homens, como pessoas. É sobre começar a notar: ‘eu faço isso sem querer’, ‘eu não tinha percebido que isso também era machismo’, ‘eu achava normal’. E é nesse momento que algo começa a mudar. Transformar estruturas sempre começa pelo reconhecimento. Não se cura o que não se olha. Não se transforma o que não se nomeia. O olhar já é o primeiro passo de cura.”

E quando Ruth diz que isso é lindo, ela está literalmente nomeando o que eu acredito profundamente: a beleza de quem quer mudar, de quem se oferece ao trabalho interno, devagar, dia após dia.”

E no próximo episódio eu vou trazer uma lista com vários exemplos — simples, concretos e cotidianos — para que você consiga perceber na prática esses padrões e, quem sabe, nomear outros. Porque no próximo encontro a gente vai falar sobre a importância de desconstruir o machismo: como quem retira tijolo por tijolo de uma parede que impede o diálogo e separa mulheres e homens.

Mas por hora eu quero te perguntar uma coisa: que pequeno ato de coragem você pode fazer hoje para reconhecer um padrão que já não combina com quem você deseja ser? Qual padrão machista você já consegue reconhecer em você? Ou qual padrão machista mais te gera desconforto?

Até segunda que vem! E, sabemos, não escolhi ter um papo de segunda por acaso.😉

Feminismo não é guerra. É consciência.Este carrossel é um convite para conversar sem extremismos, sem simplif**ações, se...
12/12/2025

Feminismo não é guerra. É consciência.

Este carrossel é um convite para conversar sem extremismos, sem simplif**ações, sem ódio.

O feminismo nasceu da necessidade de justiça — porque mulheres foram historicamente privadas de direitos básicos. Mas ele amadureceu. E quando amadurece, deixa de ser "assunto das mulheres" para se tornar uma reflexão coletiva sobre poder, relações e até como cuidamos do planeta.

O machismo não oprime apenas mulheres. Silencia homens. Empobrece vínculos. Desvaloriza o cuidado. Rompe nossa relação com a natureza.

Por isso: feminismo não é contra os homens. É com eles. É contra um sistema que ensina a dominar em vez de cuidar.

A raiva tem lugar — ela denuncia injustiças. Mas quando vira identidade fixa, perde potência. O feminismo que me interessa cria novos caminhos de consciência e maturidade emocional.

Este post não quer te convencer. Quer te convidar a refletir.

👉 Onde você se sente atacado quando o assunto é feminismo?
👉 O que em você foi silenciado para caber nesse sistema?
👉 Que pequenas atitudes podem construir mais equidade?

Se essa reflexão toca você, convido para caminhar comigo em espaços onde podemos realmente nos transformar a partir do autoconhecimento aprofundado em espaços seguros e acolhedores:

✨ Atendimento psicanalítico individual
✨ Atendimento para casais (monogâmicos e não monogâmicos)
✨ Grupo terapêutico para mulheres
✨ Workshops e retiros para mulheres
✨ Grupo terapêutico para homens (2026)
✨ Consulta de aconselhamento terapêutico

Que essa conversa siga viva — em você, em mim e entre nós.

Se quiser dialogar, me chama.🌹

Enquanto tomava café, olhei para o jardim pela porta de vidro e vi uma borboleta monarca ainda apoiada no casulo, no mos...
11/12/2025

Enquanto tomava café, olhei para o jardim pela porta de vidro e vi uma borboleta monarca ainda apoiada no casulo, no mosquiteiro. Ela já estava formada, asas prontas. Poderia voar. Mas permaneceu ali por mais de cinco horas — imóvel por vezes, testando antenas, pernas e asas em outras. 🦋

Essa cena evoca o processo humano de transformação: sair do casulo não é voar de imediato. Há um limiar psíquico, um tempo entre quem fomos e quem ainda não sabemos ser.

Comecei a refletir como talvez seria o olhar de Freud, Jung, Lacan, Reich e da cosmovisão indígena para esse processo. Não para contrapô-los, mas para integrá-los.

Freud veria isso como "trabalho de luto": a psique elabora a perda da lagarta — suas defesas e modos de sobreviver —, antes de integrar a mudança. A borboleta tocando o casulo é o ego se atualizando.

Jung interpretaria o casulo como espaço simbólico do Self: a caverna do renascimento. O limiar é o ego ajustando-se ao novo arquétipo, reconhecendo a alma expandida.

Lacan falaria da perda de um signif**ante mestre: a lagarta tinha uma lógica de existência. A borboleta precisa reconstruir sentidos e desejo na nova ordem interna, ou o voo vira angústia.

Reich enfatizaria o energético: as asas demandam nova pulsação somática, um movimento além do corpo antigo. Transições exigem adaptação orgânica.

Na cosmovisão indígena, não há ruptura: lagarta, casulo e borboleta formam um ciclo contínuo. Cada fase carrega sabedoria; o casulo vira adubo, nutrindo a terra para o próximo giro.

Em processos humanos, vemos o mesmo: muitos saem transformados de crises ou terapias, mas f**am no limiar, reorganizando identidade e desejos. O ego resiste à atualização.

A borboleta que observei voou após honrar seu tempo: luto da lagarta feito, nova forma reconhecida. O casulo? Voltou à terra como adubo. Nada se perde; tudo cicla.

Em qual parte da sua metamorfose você está: no casulo, no limiar ou ensaiando o voo?



02/12/2025

.packer "Um dos conceitos mais deturpados pelo movimento é o patriarcado. No canal tem um vídeo chamado “Como surgiu o machismo”, que traz visões de diferentes historiadores e sociólogos sobre a origem da estrutura patriarcal para quem quiser entender melhor o termo e o porquê ainda vivemos essa ordem.

Os direitos que as mulheres conquistaram nos últimos anos não são privilégios, são tentativas de consertar milênios de violência e exploração. A pensão, por exemplo, existe porque as mulheres eram jogadas fora, literalmente, depois de passar anos cuidando, lavando, passando, para que o homem pudesse ter uma carreira, conta em banco e liberdade. E muitas vezes na história, depois que as crianças cresceram, homens que se cansavam de suas esposas as podiam jogar em prostíbulos, em sanatórios ou nas ruas, sem um centavo no bolso, sujeita a todo tipo de violência.

Para evitar isso, surgiu a o divórcio, dando liberdade para a mulher se separar já que antes ela não podia, agora podendo receber parte do que foi construído pelo casal, já que o homem não teria como se dedicar a carreira sem uma mulher cuidando de todo o resto. A justiça está reparando um mal de milênios. 

A lei do feminicídio não é uma vantagem. Um agravante para a pena em caso de assassinato por motivo de gênero não é privilégio, a mina morreu.

A lei Maria da Penha veio para proteger vítimass de agressões contínuas e repetidas, para evitar que alguém que já cometeu violência doméstica faça de novo. Não é privilégio ter que recorrer à justiça para parar de apanhar."

Estamos em guerra. Não há paz enquanto houver ódio. O patriarcado é baseado no ódio à mulher e o machismo é a instrument...
01/12/2025

Estamos em guerra. Não há paz enquanto houver ódio. O patriarcado é baseado no ódio à mulher e o machismo é a instrumentalização pra nos matar.

Mulheres, quanto mais alto gritamos, maior o descontrole dos homens covardes. Não podemos nos calar. Não podemos nos acovardar. Que a nossa resposta seja a nossa união. Que a nossa resposta seja em coro. Que a nossa coragem seja maior que o nosso medo.

O que me move?Eu não sei. E é por não saber que eu não paro de me mover. Não saber o que quero saber.Não, não sei. Sei q...
01/12/2025

O que me move?
Eu não sei.
E é por não saber que eu não paro de me mover.

Não saber o que quero saber.
Não, não sei.

Sei que gosto de querer saber.
Gosto de brincar de saber.

Só sei que quero viver.
Só sei que quero tatear a vida.
Só sei que quero uma pele que sinta.

Quero saber sentir.
Quero pensar o sentir.
Quero sentir sem pesar.

A vida me empurra.
O desejo às vezes ajuda a vida.
A vida às vezes atropela o desejo.

Nem vejo.
Quando vi, já vivi.

Nem me movo.
Quando sinto, já fui movida.

O que me move?
Não saber.

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