27/04/2026
Hoje eu estava desenhando com meu sobrinho e fiz o clássico “chapéu” de O Pequeno Príncipe, a jiboia digerindo um elefante. Aí tive uma ideia pra trazer um conteúdo aqui. A ideia estava clara desde o início.
Mas, quando fui criar o conteúdo, escrevi “capivara”. E o mais curioso é que eu sabia que não era capivara. Em algum ponto entre a ideia e o que eu coloquei em palavras, meu cérebro fez um ajuste. Pegou um atalho que fazia sentido o suficiente naquele momento e seguiu. E, ainda assim, a ideia não se perdeu. Ela só mudou um pouco de forma no caminho.
Isso acontece o tempo todo com a gente. Nem sempre a gente interpreta a realidade de forma totalmente distorcida. Às vezes, a gente até sabe o que aconteceu, mas, ao pensar sobre isso, o cérebro completa, simplifica ou altera pequenos detalhes sem avisar. É assim que muitos pensamentos automáticos funcionam.
Entre o que acontece e o que a gente pensa, existe um espaço onde a mente organiza, preenche e constrói sentido. E a gente nem sempre percebe esse processo acontecendo.
Mas dá pra aprender a olhar pra ele, perceber quando o pensamento está contando exatamente o que aconteceu… e quando ele já vem com um “complemento” que a mente colocou no meio do caminho.
Porque, às vezes, a diferença entre uma jiboia e uma capivara parece pequena, mas muda tudo. E é nessa diferença que, muitas vezes, estão as emoções que a gente sente, as conclusões que a gente tira e a forma como a gente reage.
Talvez não seja sobre pensar “certo” o tempo todo, mas sobre conseguir olhar para o próprio pensamento e se perguntar, com um pouco mais de calma, de onde ele veio. Porque quando a gente entende esse caminho, a gente deixa de só reagir… e começa a ter escolha.
E você, consegue perceber quando um pensamento seu já vem “completado” pela sua mente? 🤔
🦋 Stéphanie Martins - Psicóloga
👩🏽💻CRP 06/167863