06/05/2026
Durante muito tempo, estive diante do limite.
A terapia intensiva me ensinou o que nenhum livro descreve por completo: a vida é frágil, profundamente sensível, e muitas vezes silenciosa no seu sofrimento. Vi de perto o que acontece quando o corpo já não sustenta mais… e quando a esperança chega tarde.
Mas também foi ali que algo mudou em mim.
Percebi que cuidar não pode começar apenas no fim.
Que a medicina não pode ser apenas resposta, ela precisa ser presença antes da queda, escuta antes do colapso, acolhimento antes da urgência.
Hoje, continuo na UTI.
Mas meu olhar já não é o mesmo.
Escolhi também estar antes dela.
Prevenir o que pode ser evitado.
Cuidar do que ainda está inteiro.
Escutar o que ainda não virou doença.
Porque, no fundo, a medicina que transforma não é só a que salva vidas no limite…
É a que evita que elas cheguem até lá.
E, acima de tudo, é a que nunca esquece que, antes de qualquer diagnóstico, existe um ser humano.
Qual a sua experiencia que te marcou mais?
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