02/12/2025
Jejum não é truque de internet, nem solução mágica. É uma ferramenta metabólica antiga, hoje muito bem estudada, que altera de forma profunda a forma como o corpo usa energia. Em períodos controlados sem ingestão calórica, o organismo sai da dependência constante de glicose e passa a utilizar gordura e corpos cetônicos como principal combustível. Isso se traduz em melhor sensibilidade à insulina, apoio à redução de peso, queda de pressão em muitos casos e melhora do perfil lipídico em pessoas com sobrepeso ou obesidade.
No plano celular, o jejum ativa rotas de reparo, estimula autofagia, reduz estresse oxidativo e modula processos inflamatórios crônicos. Há indícios consistentes de impacto positivo em vias associadas a proteção celular e envelhecimento, além de resultados promissores em função cognitiva e risco de algumas doenças neurodegenerativas. Ainda há muito a ser investigado, mas ignorar esse potencial terapêutico é fechar os olhos para uma das intervenções mais interessantes da medicina metabólica contemporânea.
Ao mesmo tempo, jejum não é neutro nem universal. Protocolos mais longos exigem preparo, monitorização clínica e critério. Pessoas com uso de medicações, doenças de base, histórico de transtorno alimentar, gestantes, idosos frágeis e adolescentes, por exemplo, não devem simplesmente copiar protocolos da internet. Jejum sério se faz com avaliação séria, dentro de um plano terapêutico
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