Fátima Windlin Psicóloga

Fátima Windlin Psicóloga Consultório de Psicologia com atendimento individual, familiar e de casais.

Existencialmente,  a dor do rompimento não se explica so pelo afeto, mas pelo colapso de tudo aquilo que se construi em ...
14/01/2026

Existencialmente, a dor do rompimento não se explica so pelo afeto, mas pelo colapso de tudo aquilo que se construi em torno do outro. Identidade, projetos, tempo, futuro, sentido....

Mesmo quando a relação está adoecida, ela ainda é um lugar habitado, e todo lugar habitado oferece uma forma de pertencimento, ainda que dolorosa.

O rompimento é uma pequena"morte". Nao morre apenas a relação, morre a versão de si que existia dentro dela. Morre o nós que organizava a vida, os rituais, as expectativas, mesmo quando a relação está ruim, reagimos a perda do vínculo.

Existencialmente, tememos mais o vazio (aquilo que temo acontecer) do que a dor conhecida. Uma.relacao adoecida ainda da previsibilidade, eu sei quem eu sou ali, romper é cair no indeterminado, e o indeterminado ativa angústia.

Escolher sair de um lugar adoecido é um ato de responsabilidade pela própria vida. Isso retira o álibi do sofrimento passivo "(sofro por causa do outro") e nos colocamos diante de nós mesmos.

Dói porque romper é deixar um lugar que machuca sem ter ainda onde repousar, mas, é uma dor que aponta para a vida e passa, é dor de transição.

Manter no adoecimento, aponta para a morte emocional, a dor se cristaliza e normaliza, porque é dor de renúncia de si.

Desejo não um ano perfeito, mas um ano em que não terceirizamos ao tempo aquilo que só pode ser enfrentado pela consciên...
27/12/2025

Desejo não um ano perfeito, mas um ano em que não terceirizamos ao tempo aquilo que só pode ser enfrentado pela consciência.

Desejo que possamos assumir , compromissos com a nossa vida, com o que precisa ser feito, dito, encerrado ou iniciado.

Desejo que as mudanças deixe de ser promessa e torne convocação.

Que possamos refletir : o que em mim, sustenta exatamente o que eu quero que mude na minha vida?
Que parte da minha vida contradiz os votos que faço?

Mudar é sempre um ato solitário, ninguém assume a responsabilidade pelas escolhas que evitamos .

O mundo nao se reorganiza para nos poupar, ele continua exigente, indiferente e real.

Feliz 2026, que haja coragem para sustentar escolhas, lucidez para abandonar o que não faz mais sentido e delicadeza para permanecer onde ha verdade e presença.

Não estou falando aqui das relações abusivas, tóxicas  e ou violentas.Na perspectiva existencial,  viver a dois com grat...
02/12/2025

Não estou falando aqui das relações abusivas, tóxicas e ou violentas.

Na perspectiva existencial, viver a dois com gratificação, não é habitar um território plano, sem fricçoes, sem arestas, sem a dor de se encontrar com o outro e consigo. É, antes, aceitar que toda relação verdadeira traz consigo a possibilidade do encontro e da ruptura, do atrito que revela o que ainda não sabemos sobre nós mesmos.

O conflito nessa visão não é uma falha do amor, mas o momento em que a relação se torna mais nítida . É o instante que aquilo que estava oculto - um medo antigo, uma expectativa silenciosa, um desejo não dito, um limite que não sabemos nomear, uma lembrança do nosso passado - vem a tona, pedindo elaboração. Conflito é em essencia a vida pedindo passagem dentro da relação.

A gratificação de viver a dois não nasce da ausência de tempestade, mas da capacidade de atravessa_la sem destruir o barco. É olhar para o impasse não como ameaça a continuidade do vinculo mas como convite a crescer em lucidez, em sinceridade, em responsabilidade afetiva.

O amor existencial é sempre um projeto em aberto, um vir-a-ser . E o conflito é o momento em que esse projeto pergunta: quem somos nós agora? O que ainda precisamos aprender para continuar escolhendo um ao outro?

F.W

Terapia individual e de casais.

Na perspectiva existencial,  viver a dois com gratificação,  não é habitar um território plano, sem friccoes
02/12/2025

Na perspectiva existencial, viver a dois com gratificação, não é habitar um território plano, sem friccoes

O ciumes pode,  ser compreendido como fragilidade  de autonomia afetiva, porque ele surge quando o sujeito transfere  o ...
27/10/2025

O ciumes pode, ser compreendido como fragilidade de autonomia afetiva, porque ele surge quando o sujeito transfere o centro de sua segurança emocional para fora de si - para o outro, para a confirmação externa de seu valor. Nesse movimento o sujeito deixa de se autor da própria experiência afetiva e passa a depender do desejo e da presença alheia para sustentar seu sentimento de identidade e de amor proprio.

O ciumes não é apenas uma emoção possessiva ou insegurança diante do outro, é antes de tudo, uma experiência do ser em falta, um abalo de como o sujeito se relaciona com sua própria liberdade e com a liberdade do outro.

O ciumes nasce com o desejo de ser o sentido da existência do outro, de ser para ele uma presença indispensave. Quando essa centralidade é ameacada de forma real ou imaginaria, o sujeito se sente reduzido , perde sua liberdade e tenta aprisionar a liberdade alheia para se reafirmar.

No ciumes o sujeito deseja o amor do outro como afirmação da sua própria exiistência , mas o amor só tem valor se for livre, na tentativa de garantir o amor do outro o ciumento nega a liberdade que o torna possível ele quer que o outro o ame a sua maneira, mas tomado pelo medo da perda destrói o próprio sentido do vínculo.

O ciumes não é sinal de amor

Relações que se iniciam de forma  intensa, muitas vezes nascem antes que haja maturidade emocional suficiente para suste...
21/10/2025

Relações que se iniciam de forma intensa, muitas vezes nascem antes que haja maturidade emocional suficiente para sustentar o encontro real com o outro.

O desejo de sentir algo intenso leva a fusão rápida mas sem estrutura interna para suportar as diferenças e os conflitos inevitáveis.

É o amor com projeção, o outro é visto como ideal e não como real, a chance de frustração nesse formato de relação é muito grande, pois começa sem enraizamento.

Quando o outro visto como ideal se desfaz, não suporta a dor, a espera, o conflito, a imperfeição, o amor desmonta porque não há projeto comum.

São relações marcadas pelo impulso, pela idealizacao, , carencia, pela pressa de preencher vazio. Quando o outro não confirma essa imagem idealizada, vem a desistência.

O amor que nasce de forma impetuosa, precoce, não está condenado, pode florescer, mas só se deixarem de ser aquilo que era no início: uma fuga, uma idealização, um espelho.

Agradar o outro para ser aprovado, é um desvio quase imperceptível,  de quem começa andar por um caminho que não nasceu ...
07/10/2025

Agradar o outro para ser aprovado, é um desvio quase imperceptível, de quem começa andar por um caminho que não nasceu de si.

O risco de quem quer agradar para evitar conflitos é tornar se prisioneiro de um papel que você mesmo ajudou a escrever por medo de não ser aceito fora do roteiro do outro. Querer agradar para ser aceito, acaba sendo amado pelo personagem, e nao por si.

Ser autentido é resistir a frustração, a expectativa, a insistência do outro - não negando o outro- mas permanecendo fiel ao que dentro de nós pede expressão, mesmo que isso nos afasta de expectativas, papeis e aplausos.

ENTAO EU NUNCA POSSO AGRADAR O OUTRO??

NAO, não se trata de nunca agradar o outro, mas de não se perder para agradar o outro.

Há uma diferença essencial entre agradar por amor e agradar por medo. Quando você agrada por amor, o gesto nasce de você, é espontâneo, livre, é expressão do seu querer.

E quando agradar por medo? O gesto nasce da necessidade de ser aceito, é submissão, é renúncia da própria verdade para caber no mundo do outro.

O problema não é o ato de agradar, mas o motivo que o move.

DESAFIOS:

1. AGRADAR SEM SE TRAIR
2. CEDER SEM SE APAGAR
3. AMAR SE SE ANULAR.

Quando um casal decide morar juntos,  a convivência cotidiana traz a tona uma série de desafios que antes estavam oculto...
04/10/2025

Quando um casal decide morar juntos, a convivência cotidiana traz a tona uma série de desafios que antes estavam ocultos (ou não queríam ver) pela distância ou pelo tempo limitado compartilhado.

A dificuldade de adaptação nasce, pelo choque de entre duas subjetividades completas que de repente, precisam organizar um mesmo espaço físico, emocional e simbólico.

Morar junto é mais do que dividir um teto, é um.exercício radical de existência compartilhada. O que parecia simples - o amor - passa a exigir um constante trabalho de conciliação entre duas liberdades. Quando um casal.passa a viver junto, essa liberdade entra em confronto com a liberdade do outro. O café deixado sobre a mesa, o modo de organizar a casa, a hora de dormir, nada é mais banal e ao mesmo tempo, nada revela tão claramente o embate entre dois modos de existir.

O lar compartilhado torna se um espaço de criação de valores, É PRECISO INVENTAR NOVOS RITUAIS, novas regras, novas formas de convivência que não seja uma reprodução do que já faziam antes de morar juntos. Se o casal.nao cria, acaba reproduzindo e ressentindo .

Alguns pontos centrais das dificuladaes:

Ruptura da idealização: a convivência diária expõe manias, hábitos e imperfeições. Isso pode gerar muitos conflitos se o casal não tiver habilidades mínimas necessárias para um.bom convívio - comunicação, boa vontade, tolerancia,paciencia...

Perda de individualidade: a rotina compartilhada exige negociação constante, horários, divisão de tarefas, organização da casa, gastos...

Choque se expectativas: cada um traz pra convivência um jeito particular de lidar com dinheiro, limpeza, refeições, horários, visitas...quando essa referências não são conversados viram.fonte de conflitos.

A adaptação não é apenas logística é também simbólica, construir uma casa a dois é inventar uma.nova linguagem de intimidade e cumplicidade em que cada gesto ou arranjo se torna marca da relação.

Perguntas para si mesmo: qual a minha participação no "caos"?
Quais habilidades mínimas necessarias devo desenvolver para um bom convivio?
O que eu espero do outro, eu pratico?
Como eu afeto o outro com o meu jeito de ser?

O fim da relação não é apenas perda, mas a chance de um renascimento - não para repetir o passado,  mas para inventar -s...
03/09/2025

O fim da relação não é apenas perda, mas a chance de um renascimento - não para repetir o passado, mas para inventar -se de novo.

Quando tudo acaba numa relação o medo nao é da separação em si, mas do vazio que se abre quando o outro deixa de ser moldura onde projetavamos nossas certezas .

O medo paralisa porque exige morrer para um modo de existir e nascer para outro ainda sem forma . É mais "facil" permanecer na ruína conhecida do que arriscar o desconhecido. O coração sabe que já não há vida no espaço partilhado, mas a mente se agarra a ilusões de estabilidade .

O medo fabrica desculpas, "talvez mude", "talvez melhore", "talvez seja só uma fase". E assim se adia o passo que poderia libertar.

Partir ainda que doa, é um ato de fidelidade ao que dentro de nós pede vida.

Permanecer numa relação morta é enganar a si mesmo para não encarar o peso da liberdade. A ilusão de segurança se torna mais confortável do que o risco de ser, sozinho, o autor da própria história.

Dar um passo não é fácil, mas um gesto fiel a sua liberdade.

O fim da relação não é apenas perda mas a chance de um renascimento - não para repetir
03/09/2025

O fim da relação não é apenas perda mas a chance de um renascimento - não para repetir

Esclarecer as coisas para que o outro não fique na dúvida, é um ato de cuidado, de responsabilidade afetiva.Quando deixa...
27/08/2025

Esclarecer as coisas para que o outro não fique na dúvida, é um ato de cuidado, de responsabilidade afetiva.
Quando deixamos a outra pessoa na incerteza, o silêncio ou a ambiguidade podem tornar terreno fértil para ansiedade, interpretações equivocadas , brigas e desgaste emocional.
Esclarecer tira o peso

ESCLARECER É OFERECER CHAO.

Endereço

Rua Rangel Pestana, 828, Sala 65
Jundiaí, SP
13201000

Telefone

1145223885

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