06/05/2026
Hoje, 6 de maio, não é apenas uma data no calendário — é um marco silencioso que atravessa mais de um século de escuta.
É o dia em que nasceu Freud.
E, com ele, nasceu também a possibilidade de dar forma ao que antes era apenas sintoma, silêncio ou repetição.
Curiosidade: Freud não pretendia “criar” uma nova área. Seu trabalho começou tentando tratar pacientes com sintomas físicos sem causa orgânica. Foi ao escutar, verdadeiramente escutar, que ele percebeu que havia algo além do corpo falando.
E talvez seja justamente isso que sustenta a psicanálise até hoje: “A aposta de que há sempre algo a ser dito, mesmo quando não sabemos como.”
Ser psicanalista não é ter respostas.
É sustentar perguntas.
É suportar o tempo do outro.
É escutar o que escapa, o que falha, o que insiste.
Hoje é também um dia de homenagem a quem escolhe esse ofício tão pouco óbvio,
de estar presente onde muitos recuam,
de ouvir onde muitos interrompem,
de permanecer onde tudo pede pressa.
A todos os psicanalistas,
que seguem apostando na palavra, no inconsciente e no encontro:
hoje é dia de vocês.
Escuta