02/05/2026
A de que seguir Jesus é seguir um método. Uma lista de práticas. Uma moral bem arrumada. Como se a fé fosse um sistema e não uma relação.
A Primeira Leitura mostra a Igreja ainda nos primeiros passos e já com crise. Um grupo se sente esquecido na distribuição do alimento. Poderia virar bagunça. Mas os apóstolos fazem algo que surpreende: param, discernem e delegam. Escolhem sete homens cheios do Espírito para servir às mesas. A Igreja não sobrevive no improviso. Crescer exige estrutura. E estrutura, quando nasce da fé, não engessa — liberta.
Pedro, na Segunda Leitura, usa uma imagem que incomoda: pedras vivas. Não somos tijolos numa parede institucional. Somos pedras que se encaixam n'Ele — a Pedra viva. E isso tem um nome concreto: raça eleita, sacerdócio real, nação santa. Não é título honorário. É identidade. Você não é apenas alguém que frequenta a Missa. É alguém chamado para anunciar as maravilhas d'Aquele que te tirou das trevas. Você sabe disso?
No Evangelho, Tomé faz a pergunta que muita gente carrega mas não tem coragem de falar: "Não sabemos para onde vais — como podemos saber o caminho?" Jesus não entrega um mapa. Entrega a si mesmo: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida." Filipe ainda insiste: "Mostra-nos o Pai." E Jesus responde com uma frase que não cabe em post nenhum: "Quem me viu, viu o Pai."
O caminho não é uma espiritualidade.
Não é uma técnica de oração.
É uma Pessoa. Viva. Que te conhece pelo nome.
E a pergunta que f**a não é fácil:
Você tem buscado Jesus — ou só o que Ele pode te dar?