Clécio Carlos Gomes

Clécio Carlos Gomes Psicólogo especializado em Psicopatologia, Neurociências, Neuropsicologia e Musicoterapia.

Psicologia Clínica, especializada em psicopatologia com foco no comportamento e nas reações emocionais ligadas à obesidade. Atua também nos demais transtorno emocionais relacionados à Psicopatologia.

06/03/2026

Muitas pessoas acreditam que no ambiente corporativo os melhores profissionais são aqueles que apresentam maior competência técnica.
Mas, na prática, o funcionamento das organizações costuma depender de algo que raramente é dito de forma explícita:
Os jogos sociais.
Saber quando falar.
Saber quando se calar.
Saber interpretar indiretas.
Saber navegar em hierarquias informais.
Saber participar de dinâmicas implícitas de poder.
Para muitos autistas, especialmente adultos de diagnóstico tardio, esse não é o principal modo de funcionamento cognitivo.
O cérebro autista tende a operar com:
• comunicação direta
• foco em tarefa
• lógica objetiva
• previsibilidade nas relações
Enquanto isso, muitos ambientes corporativos operam com:
• comunicação indireta
• alianças sociais
• leitura de sinais implícitos
• dinâmicas informais de influência
Quando esses dois sistemas se encontram, acontece algo paradoxal. Profissionais altamente capazes podem ser vistos como:
“difíceis”
“pouco políticos”
“sem jogo de cintura”
E acabam sendo avaliados não pela qualidade do trabalho que entregam… mas pela habilidade de navegar em códigos sociais não explícitos.
O resultado é uma realidade que muitos autistas conhecem bem: competência técnica alta, desempenho consistente, mas dificuldade de permanecer em ambientes que exigem leitura constante de jogos sociais.
Isso não significa falta de capacidade.
Significa que muitos ambientes profissionais ainda são estruturados para um único tipo de funcionamento social.
Talvez a pergunta não seja:
“Por que autistas não se adaptam ao ambiente corporativo?”
Talvez a pergunta seja:
Por que o ambiente corporativo ainda tem tanta dificuldade em reconhecer diferentes formas de inteligência e competência?
Me conta uma coisa:
Você já viu alguém extremamente competente perder espaço no trabalho por não entrar nesses jogos?
Você não é todo mundo!!! 🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein
🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulo

06/03/2026

Você não é todo mundo!!! 🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein
🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulos, são explicações.
📌 Se identificou Salva esse vídeo.

05/03/2026

“Alta funcionalidade.”
Uma expressão muito usada para descrever pessoas autistas que estudam, trabalham, conversam, mantêm relações e aparentemente “dão conta da vida”.
Mas existe um problema sério nessa leitura. Funcionar não significa estar bem.
Na prática clínica, muitos adultos autistas considerados “altamente funcionais” vivem em um estado de esforço permanente.
Eles aprendem a:
– observar cada gesto social
– analisar cada reação das pessoas
– controlar tom de voz
– monitorar expressões faciais
– ensaiar respostas mentalmente
Esse processo é conhecido como masking, uma adaptação social intensa que permite parecer ajustado ao ambiente.
Por fora, tudo parece normal. Por dentro, o custo pode ser enorme.
Muitos relatam:
• exaustão constante
• ansiedade social crônica
• sensação de viver em vigilância
• dificuldade de relaxar perto de pessoas
• colapsos após períodos prolongados de adaptação
O problema é que quando alguém “funciona”, o sofrimento costuma ser invisível.
A sociedade interpreta autonomia como ausência de dificuldade. Mas autonomia não significa ausência de esforço.
Significa apenas que a pessoa aprendeu a sobreviver dentro de um sistema que raramente foi pensado para ela.
Por isso, muitas histórias de diagnóstico tardio começam com a mesma frase:
“Eu sempre dei conta… mas sempre estive exausto.”
Alta funcionalidade não mede sofrimento. Ela apenas mede o quanto alguém conseguiu se adaptar.
E muitas vezes essa adaptação tem um custo silencioso.
Você não é todo mundo!!! 🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein
🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulos, são explicações.
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SaúdeMental

O amor da minha filha sobre a nossa história.  Um presente que dinheiro nenhum pagaria.  Um presente carregado de valor....
04/03/2026

O amor da minha filha sobre a nossa história. Um presente que dinheiro nenhum pagaria. Um presente carregado de valor. Você não é todo mundo!!! 🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein
🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulos, são explicações.

Endereço

Rua Otacílio Couto, 425. Centro
Lages, SC
88502-060

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Sobre nós

Psicologia Clínica, especializada em psicopatologia, com foco em neurociência e música. Clécio Carlos Gomes é Psicólogo especialista em Psicopatologia, Terapia Sexual e especializando em Neurociência.

Professor Universitário, Escritor e Conferencista em eventos nacionais e internacionais.

Experiência clínica de 27 anos, coordenou os serviços de saúde mental da cidade de Lages e posteriormente da região serrana de SC. Foi membro diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria Cultural e é membro da Associação Brasileira de Obesidade. Associado à Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). Analisou a viabilidade de implantação do serviço de saúde mental para a Prefeitura Municipal de SP pela USP.

Atualmente atende em dois estados: