Clécio Carlos Gomes

Clécio Carlos Gomes Psicólogo especializado em Psicopatologia, Neurociências, Neuropsicologia e Musicoterapia.

Psicologia Clínica, especializada em psicopatologia com foco no comportamento e nas reações emocionais ligadas à obesidade. Atua também nos demais transtorno emocionais relacionados à Psicopatologia.

04/02/2026

A gente costuma achar que o preconceito é individual, mas o capacitismo não começa nas pessoas. Ele começa no sistema.
A sociedade foi construída com uma lógica perigosa:
👉 só vale quem produz.
Desde cedo aprendemos que o “corpo ideal” é:
rápido, forte,eficiente, estável, sem falhas e sem pausas.
Quem foge disso vira problema e mesmo não sendo esse problemas são estigmatizadas, como Pessoas pretas, pobres, mulheres, pessoas com deficiência, autistas, neurodivergentes. Não porque são menos capazes, mas porque o mundo foi feito para um padrão muito estreito de existência.
A diferença virou defeito. A necessidade virou fraqueza. E adaptação virou “privilégio”.
Com o tempo, o pior acontece: A exclusão deixa de ser só social… e vira interna.
A pessoa começa a acreditar que é ela o erro.
Mas não é.
O problema nunca foram corpos ou mentes diferentes. O problema é uma sociedade que mede valor humano por produtividade.
Dignidade não deveria depender de desempenho.
Você não é todo mundo!!! 🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein
🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulos, são explicações.
📌 Se identificou Salva esse vídeo.

04/02/2026

Existe um mito silencioso que machuca muita gente: “Se é muito inteligente, não pode ter dificuldade.”
Pode. E tem.
O autista com altas habilidades não sofre apesar da inteligência. Muitas vezes sofre por causa dela.
Aprende rápido.
Raciocina fundo.
Entrega muito.
Mas paga um preço alto:
• exaustão social
• sobrecarga sensorial
• dificuldade de executar o básico
• autocrítica constante
• sensação de nunca ser suficiente
A inteligência mascara o sofrimento. Aos olhos dos outros, tudo parece fácil.
Por dentro, é luta diária.
Esse perfil tem nome: dupla excepcionalidade.
Alto potencial cognitivo + funcionamento neurológico diferente.
Não é contradição. É realidade clínica.
Ser brilhante não impede:
• burnout
• solidão
• ansiedade
• depressão
• autossabotagem
Quando ninguém entende isso, a pessoa cresce achando que o problema é caráter.
Não é.
É um cérebro potente… funcionando em um mundo que não foi feito para ele.
Se você sempre ouviu “você é inteligente demais pra ter dificuldade”, talvez esse vídeo explique muita coisa.
Você não é todo mundo!!! 🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein
🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulos, são explicações.
📌 Se identificou Salva esse vídeo.

04/02/2026

Você não é todo mundo!!! 🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein
🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulos, são explicações.
📌 Se identificou Salva esse vídeo.

03/02/2026

Quase ninguém fala sobre isso.
Quando o diagnóstico de autismo vem na vida adulta, não vem só alívio. Vem luto também.
Luto pelo passado.
Pelos anos se achando errado. Pelas críticas injustas. Pelos “se eu me esforçasse mais…”.
Pelas oportunidades perdidas. Pelo suporte que nunca chegou.
E de repente você entende: nunca foi incapacidade.
Mas aí dói.
Porque poderia ter sido mais leve. Mais justo.
Menos solitário.
O diagnóstico traz resposta para o presente…
mas faz a gente chorar pelo passado.
Se você sentiu tristeza depois de descobrir, não é ingratidão.
É luto.
E ele também faz parte da cura.
Você não é todo mundo!!! 🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein
🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulos, são explicações.
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03/02/2026

Tem algo que quase ninguém fala sobre o autismo adulto: A autossabotagem.
Não aquela “preguiça” que as pessoas acusam.
Mas um aprendizado silencioso de incapacidade.
Anos ouvindo:
“você é estranho”
“não faz direito”
“se esforça mais”
“todo mundo consegue, menos você”
Com o tempo, o cérebro aprende uma coisa perigosa:
👉 tentar não é seguro.
Cada crítica vira memória. Cada fracasso vira prova.
A mente começa a ruminar tudo.
De novo.
E de novo.
E de novo.
Até a ideia endurecer: “eu não posso”, “não sou capaz”
“não mereço coisas boas”
Isso não é falta de caráter. É desamparo aprendido somado a rigidez cognitiva e a exaustão emocional.
A pessoa não se sabota porque quer falhar. Ela se sabota para não sentir mais dor.
Mas sem perceber… começa a limitar a própria vida.
Se você é autista adulto e sente que trava sempre na hora de crescer, talvez não seja incapacidade.
Talvez seja só um cérebro cansado de apanhar.
E isso tem cuidado. Tem nome. Tem saída.
Você não é o problema.
Você não é todo mundo!!! 🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein
🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulos, são explicações.
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03/02/2026

Tem gente que ainda acha que autismo e TDAH não podem existir juntos.
Pode. E é mais comum do que parece.
O cérebro não funciona em caixinhas.
O autismo influencia:
• comunicação social
• processamento sensorial
• rigidez cognitiva
• necessidade de previsibilidade
O TDAH influencia:
• atenção
• impulsividade
• organização
• regulação emocional
👉 São sistemas diferentes do funcionamento cerebral.
Eles não se anulam.
Eles se somam.
E, quando aparecem juntos, criam um perfil muito particular:
Você pode ter:
hiperfoco absurdo… e distração extrema
planejar tudo… e não conseguir executar
precisar de rotina… mas viver no caos
amar silêncio… e ter a mente acelerada
ser brilhante… e se sentir incapaz
Não é contradição.
É dupla neurodivergência.
Na prática, a pessoa ouve a vida inteira:
“você é inteligente, mas desorganizado”
“tem potencial, mas não rende”
“fala demais, mas é fechado”
“genial, porém difícil”
Quando entendemos essa associação, paramos de culpar a pessoa… e começamos a oferecer suporte.
Diagnóstico não é rótulo. É ferramenta de cuidado.
Se você se reconheceu, talvez não seja falta de esforço. Talvez seja falta de explicação.
Compartilhe! Tem muita gente adulta sofrendo sem saber o porquê.
Você não é todo mundo!!! 🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein
🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulos, são explicações.
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02/02/2026

Tem algo perigoso acontecendo na saúde mental moderna: Estamos reduzindo pessoas inteiras a diagnósticos.
Virou comum ouvir:
“isso é seu transtorno”
“isso é sua ansiedade”
“isso é seu TDAH”
“isso é seu autismo”
Como se um laudo explicasse caráter, escolhas, valores, história, traumas, aprendizados, cultura, personalidade.
Não explica!
Diagnóstico descreve funcionamento neurobiológico. Personalidade é construída por experiências, vínculos e ambiente.
São camadas diferentes.
No autismo adulto isso é ainda mais grave. A pessoa deixa de ser vista como alguém complexo… e vira apenas: “o autista”.
Se é direto → “autismo”
Se é sensível → “autismo”
Se é rígido → “autismo”
Se é talentoso → “ah, deve ser autismo também”
Isso não é ciência. Isso é redução da identidade.
O TEA influencia a forma como o cérebro processa o mundo.
Mas não apaga:
• sua história
• sua educação
• sua espiritualidade
• seus traumas
• sua personalidade
• quem você escolheu ser
Você é maior que qualquer laudo. O diagnóstico explica. Ele não define.
Se essa mensagem fez sentido, compartilha.
Tem muita gente vivendo presa a um rótulo que nunca contou a história inteira.
Você não é todo mundo!!! 🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein
🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulos, são explicações.
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02/02/2026

Muita gente ainda repete um erro antigo: “Se é superdotado, não pode ser autista.”
Isso não é ciência. É desinformação.
Altas habilidades ou superdotação medem potencial cognitivo: raciocínio, memória, criatividade, velocidade mental.
Autismo descreve um perfil neurofuncional: comunicação social, processamento sensorial, rigidez cognitiva, funções executivas e autorregulação.
👉 São dimensões diferentes do cérebro.
👉 Uma não exclui a outra.
Uma pessoa pode ter:
QI muito alto + dificuldade social intensa; hiperfoco extremo + sobrecarga sensorial
talento excepcional + exaustão diária para “parecer normal”
Isso se chama dupla excepcionalidade (2E).
E é mais comum do que se imagina.
O problema é que a inteligência alta mascara o sofrimento:
• a pessoa compensa
• camufla
• entrega desempenho
• mas colapsa por dentro
Então ela não recebe apoio.
Recebe rótulos:
“difícil”
“arrogante”
“esquisito”
“gênio problemático”
Quando, na verdade, é um cérebro potente… tentando sobreviver em um mundo que não entende seu funcionamento.
Inteligência não protege do autismo.
Só adia o diagnóstico e aumenta o cansaço.
Se você sempre ouviu “você é brilhante, mas estranho”… talvez não seja contradição. Talvez seja explicação.
🎙️ Clécio Carlos Gomes - Neuropsicólogo CRP 12/01350. Professor Pós-Graduação Instituto Albert Einstein

🎯 TEA, TDAH e AH/SD não são rótulos, são explicações.

📌 Se identificou Salva esse vídeo.

Endereço

Rua Otacílio Couto, 425. Centro
Lages, SC
88502-060

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Sobre nós

Psicologia Clínica, especializada em psicopatologia, com foco em neurociência e música. Clécio Carlos Gomes é Psicólogo especialista em Psicopatologia, Terapia Sexual e especializando em Neurociência.

Professor Universitário, Escritor e Conferencista em eventos nacionais e internacionais.

Experiência clínica de 27 anos, coordenou os serviços de saúde mental da cidade de Lages e posteriormente da região serrana de SC. Foi membro diretor da Associação Brasileira de Psiquiatria Cultural e é membro da Associação Brasileira de Obesidade. Associado à Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana (SBRASH). Analisou a viabilidade de implantação do serviço de saúde mental para a Prefeitura Municipal de SP pela USP.

Atualmente atende em dois estados: