08/09/2016
Brincar e Aprender
O desenvolvimento psíquico da criança ocorre também através da sua atividade de br**car.
Desde cedo, a criança realiza movimentos favoráveis, pelo simples prazer de executá-los e não apenas para atender uma necessidade imediata.
À medida que a criança cresce, esse comportamento inicial de br**car vai sendo substituído por outros que envolvem capacidades mais complexas, que lhes permitem satisfazer, de modo próprio e peculiar à idade, sua necessidade de relacionar-se com o ambiente.
É durante os primeiros anos de vida que a criança descobre o mundo em que vive. Para isso, é de suma importância que ela receba a estimulação necessária, tendo assim, condições de explorar e compreender tudo que a cerca.
Brincar não é somente distração, a criança aprende enquanto br**ca, nas situações descontraídas e espontâneas ela expõe o seu interior e estabelece contatos sociais, começa a formar personalidade e a comunicar-se. Brincando, a criança aprende hábitos necessários para seu desenvolvimento e crescimento.
Os brinquedos/jogos ajuda o indivíduo a desenvolver aspectos físicos, psicológicos, afetivos, éticos, políticos e morais, tais como: a fala, o pensamento, a coordenação motora, a concentração e a atenção. Ele é indispensável para a saúde, estimula a inteligência e faz com que desenvolva a capacidade de criação e imaginação. Além disso, quando a atividade é agradável ela favorece um estado mental calmo e relaxado.
A estimulação é toda forma de agir do adulto que facilita e favoreça a comunicação / integração da criança.
São conversas e br**cadeiras. A br**cadeira é muito importante para qualquer indivíduo, pois br**cando se tem a oportunidade de desenvolver-se: experimentar, inventar, descobrir coisas novas, desperta a curiosidade e aprende a tomar iniciativas.
Porém, é importante respeitar a iniciativa da criança, suas preferências, seu ritmo, seu momento de querer br**car, não adianta br**car só quando você quer ou quando ela está com vontade de ver TV. O adulto deve sugerir estimular, explicar, sem impor formas de agir. Deve ensinar a criança a usar o brinquedo entendendo-o e descobrindo-o, e não por simples imitação, deixar também que ela explore novas formas de se br**car. A criança precisa de alguém que a escute e a motive a falar, pensar e inventar. Também não é adequado oferecer várias atividades ao mesmo tempo, pois a criança não conseguirá concentrar-se e nem aprender de forma satisfatória.
Ao br**car de montar um quebra-cabeça, por exemplo: a criança tem que ter perseverança, pois raramente conseguimos as coisas facilmente e deve organizar o material para que a br**cadeira dê certo. Brincando com a criança de construir uma mesa aprenderá conceitos e propriedades deste objeto: é quadrada ou redonda, tem quatro pernas, etc., ao jogar bola a criança se organizará no espaço (perto/longe), ao br**car de roda perceberá o tempo e o ritmo (lento/rápido), se a br**cadeira envolver uma feirinha a criança classif**ará: frutas, legumes, verduras e terá contato com atividade do seu cotidiano.
O br**car possibilita experiências bem ou mal sucedidas, que ao final conduzem ao sucesso. A criança terá confiança em si mesma e, além disso, trabalha com “papéis femininos” e “papéis masculinos” em sua cultura, as crianças buscam conhecer o próprio s**o, bem como o corpo de um companheiro do s**o oposto, como ocorre muitas vezes nas br**cadeiras de médico. Outras diferenças como as de cor, etnia, tamanho, aparências físicas começam a ser igualmente percebidas, é importante que isso ocorra num clima de tolerância e de aceitação recíproca. A partir do momento em que a criança br**ca ela aprende regras, limites, aceitação, perder ou ganhar e outros conceitos relacionados no seu dia a dia.
Mas se você acredita que br**car é apenas coisa de criança, está totalmente enganado, passamos toda a nossa vida br**cando, apenas mudamos a forma de br**car e os objetos que utilizamos para tal.
Portanto br**car é tão essencial e fundamental como alimentar-se. E você, já brincou hoje?
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